[Já viu?] "Quantum Of Solace", o título intraduzível.
19.11.08 15:026 comentários
Pra começar, o filme é bom. Bem bom. É curto, rápido, dinâmico, bem filmado demais, trilha boa (mas a música tema é ruim, Alicia Keys com o Jack White nnao rolou, queremos Amy!).
A bond girl é gata, russa, linda, fodona. O vilão é bem vilão, do jeito que tem que ser. As locações são ótimas, a gente vê onde o dinheiro é gasto num filme desses, é impressionante como destroem coisas e explodem lugares e tal. Vale super a pena ver o filme.
Agora, uma coisa que me deixou pensando o filme todo é que o filme parece muito em ritmo, com os filmes da trilogia Bourne, o que é engraçado já que o Bourne nnao existiria sem o Bond e agora o filme novo do Bond tá pegando de volta o que "emprestou" pro Bourne. É legal de pensar isso, como as referências vem e vão, como um diretor como Greengrass do Bourne refez e recriou toda uma estrutura de filme de ação claramente baseado nos filmes do 007. Mas o cara é bom demais e deu uma nova cara ao gênero. E agoraos caras que fazem 007 vão lá e pegam de volta o que emprestaram lá atráas.
E funcionou super!
A bond girl é gata, russa, linda, fodona. O vilão é bem vilão, do jeito que tem que ser. As locações são ótimas, a gente vê onde o dinheiro é gasto num filme desses, é impressionante como destroem coisas e explodem lugares e tal. Vale super a pena ver o filme.
Agora, uma coisa que me deixou pensando o filme todo é que o filme parece muito em ritmo, com os filmes da trilogia Bourne, o que é engraçado já que o Bourne nnao existiria sem o Bond e agora o filme novo do Bond tá pegando de volta o que "emprestou" pro Bourne. É legal de pensar isso, como as referências vem e vão, como um diretor como Greengrass do Bourne refez e recriou toda uma estrutura de filme de ação claramente baseado nos filmes do 007. Mas o cara é bom demais e deu uma nova cara ao gênero. E agoraos caras que fazem 007 vão lá e pegam de volta o que emprestaram lá atráas.
E funcionou super!
Tags: filme, cinema, 007, bourne
[Já viu?] "Vicky Cristina Barcelona", o Woody Allen tarado.
18.11.08 16:086 comentários
Claro que um filme do Woody Allen não é um filme ruim. Comparado com o lixo disponível nos cinemas, é um banho de cinema. Mas esse filme que ele rodou na Espanha não me desceu, sinceramente.
Primeiro a história. Duas amigas, Vicky e Cristina, vão passar o verão em Barcelona e ficam hospedadas numa super casa de uma americana rica. Vicky é caretinha, vai se casar em breve e Crisitina é doidinha, cineasta, atriz, fotógrafa, e nnao é nada, perdidinha. As duas se deixam levar pela beleza da cidade catalã e pela beleza de um artista plástico que já chega convidando as duas para um ménage a trois. Claro que a doidinha fica piscando e a outra é que se joga. Mas no final das contas, o bonitão, claro que o fraquinho Javier Barden, tinha uma ex-mulher barraqueira e o caos médio tá formado. Ah, a barraqueira é a Penelope Cruz, uma atriz que eu achava bem fraca e que se mostra cada vez mais uma grande atriz. Nesse filme, ela rouba todas as cenas, sai até do que se espera de um filme de Allen.
O filme foi rodado em Barcelona porque o diretor recebeu proposta de investidores espanhóis para filmar por lá com total liberdade. Como ele não consegue mais dinheiro americano, está indo atrás de novas paragens. Depois de Londres, em seu brilhante filme anterior, Allen agora na Cataluña se deixa levar por demais pela musa Scarlett mas tenho certeza que depois de filmado, quando ele via a montagem, ia pedindo pra tirarrem cenas dela. Ela ou estava com preguiça ou é muito ruim mesmo e já não mostra nenhuma novidade no que faz, nem quando dirigida por um grande diretor. Bonitinha mas ordinária. Já Rebecca Hall, a Vicky do título, quase rouba o filme. Sua personagem é ótima, neurótica na medida certa e pira pelo "calor" de Barcelona. De novo, se não fosse pela brilhante Penélope Cruz, Rebecca teria o filme a seus pés.
Só pra detonar mais um pouco a Scarlett, tudo nela é ruim no filme. O beijo que ela dá em Barden não convence ninguém, dá até vergonha. Ela tirando fotoso com camera digital e Penélope ensinando sobre camera analógica e película, as caras que ela faz, tá doido. Woody é igual o Hitchcock, precisa de umas loiras, mas ele podia tentar outra do próxima filme pra frente, já que será o filme de número 40 dele.
Bom, além disso, uns errinhos de produção me irritaram bastante, como repetir figuração descaradamente, que é feio. Mas o filme é bacana. Agora, a tal cena do beijo da Scarlett com a Penélope, desculpe mr. Allen, mas foi só de tarado que é mesmo, né? O que é muito bom!
Primeiro a história. Duas amigas, Vicky e Cristina, vão passar o verão em Barcelona e ficam hospedadas numa super casa de uma americana rica. Vicky é caretinha, vai se casar em breve e Crisitina é doidinha, cineasta, atriz, fotógrafa, e nnao é nada, perdidinha. As duas se deixam levar pela beleza da cidade catalã e pela beleza de um artista plástico que já chega convidando as duas para um ménage a trois. Claro que a doidinha fica piscando e a outra é que se joga. Mas no final das contas, o bonitão, claro que o fraquinho Javier Barden, tinha uma ex-mulher barraqueira e o caos médio tá formado. Ah, a barraqueira é a Penelope Cruz, uma atriz que eu achava bem fraca e que se mostra cada vez mais uma grande atriz. Nesse filme, ela rouba todas as cenas, sai até do que se espera de um filme de Allen.
O filme foi rodado em Barcelona porque o diretor recebeu proposta de investidores espanhóis para filmar por lá com total liberdade. Como ele não consegue mais dinheiro americano, está indo atrás de novas paragens. Depois de Londres, em seu brilhante filme anterior, Allen agora na Cataluña se deixa levar por demais pela musa Scarlett mas tenho certeza que depois de filmado, quando ele via a montagem, ia pedindo pra tirarrem cenas dela. Ela ou estava com preguiça ou é muito ruim mesmo e já não mostra nenhuma novidade no que faz, nem quando dirigida por um grande diretor. Bonitinha mas ordinária. Já Rebecca Hall, a Vicky do título, quase rouba o filme. Sua personagem é ótima, neurótica na medida certa e pira pelo "calor" de Barcelona. De novo, se não fosse pela brilhante Penélope Cruz, Rebecca teria o filme a seus pés.
Só pra detonar mais um pouco a Scarlett, tudo nela é ruim no filme. O beijo que ela dá em Barden não convence ninguém, dá até vergonha. Ela tirando fotoso com camera digital e Penélope ensinando sobre camera analógica e película, as caras que ela faz, tá doido. Woody é igual o Hitchcock, precisa de umas loiras, mas ele podia tentar outra do próxima filme pra frente, já que será o filme de número 40 dele.
Bom, além disso, uns errinhos de produção me irritaram bastante, como repetir figuração descaradamente, que é feio. Mas o filme é bacana. Agora, a tal cena do beijo da Scarlett com a Penélope, desculpe mr. Allen, mas foi só de tarado que é mesmo, né? O que é muito bom!
Tags: filme, cinema, vicky cristina barcelona, woody allen, javier barden, scarlett johansen, penelope cruz
[Já viu?] Watchmen, Jornada Nas Estrelas, Mickey Rourke e Batman: rapidinhas.
12.11.08 19:187 comentários
Uma nova série de posters do Watchmen foi lançada, com um pra cada "herói" do filme. O meu preferido, ói e poster, tá aqui abaixo.

Os novos posters de Jornada Nas Estrelas, dirigido pelo J.J. Abrams que todo mundo gosta, do Lost e do filme Cloverfield, também saíram e tem o Kirk e o Spock novos. Ah, o Spock é o Sylar do Heroes!

Aguardo ansioso a estréia de "The Wrestler", o filme que dizem vai dar o Oscar ao Mickey Rourke. Dirigido pelo Aronofsky e com a ex do Marilyn Manson, Evan Rachel Wood, que tá namorando o cagado do Rourke agora. A mina escolhe a dedo!

E pra terminar, Batman o filme que todo mundo adora, já tá chegando a marca de 1 bilhão de dólares de bilheteria. A Warner relança o filme em janeiro pros caras lembrarem de votar pro Oscar e daí já era. Só tá 73 milhões de dólares abaixo do Titanic, que é o recorde. Ah, e nesse site dá pra baixar o roteiro do Batman, que o estúdio colocou com propósitos eleitoreiros, como dizem por lá.

Os novos posters de Jornada Nas Estrelas, dirigido pelo J.J. Abrams que todo mundo gosta, do Lost e do filme Cloverfield, também saíram e tem o Kirk e o Spock novos. Ah, o Spock é o Sylar do Heroes!

Aguardo ansioso a estréia de "The Wrestler", o filme que dizem vai dar o Oscar ao Mickey Rourke. Dirigido pelo Aronofsky e com a ex do Marilyn Manson, Evan Rachel Wood, que tá namorando o cagado do Rourke agora. A mina escolhe a dedo!

E pra terminar, Batman o filme que todo mundo adora, já tá chegando a marca de 1 bilhão de dólares de bilheteria. A Warner relança o filme em janeiro pros caras lembrarem de votar pro Oscar e daí já era. Só tá 73 milhões de dólares abaixo do Titanic, que é o recorde. Ah, e nesse site dá pra baixar o roteiro do Batman, que o estúdio colocou com propósitos eleitoreiros, como dizem por lá.
Tags: filme, cinema, batman, watchmen, roteiro, jornada nas estrelas, mickey rourke
[Já viu?] "Steak", o filme do Mr. Oizo
04.11.08 23:002 comentários
O Alisson fez uma resenha ótima do filme do Mr. Oizo, "Steak", que passou na Mostra de Cinema de São Paulo e rolou uma sessão do povo daqui do rraurl sem querer querendo, foi bem bom, bem engraçado.
A única coisa que o Alisson não disse lá é que "Steak", o filme, se tiver distribuição nacional pode passar com o título "O Trapalhão no Reino da Laranja Mecânica". Pra mim, o tempo todo, pareceu que era um filme perdido do Renato Aragão falado em francês, com referências boas, músicas boas e sacadas ótimas.
Basicamente é a história de uma turma em 2016, numa época que a cirurgia plástica é a útlima moda pra se dar bem e os caras fazem qualquer coisa pra se dar bem. Tomam muito leite, ouvem música tosca e snao quase violentos. Chivers! É um pastiche de "Laranja Mecância" e o melhor, o filme não se leva a sério, sem cabecismos.
Tem uma tiração de sarro fudida, os caras, que são os muderrrrnos de 2016, quando ouvem música no carro, a música é um lixo, um monte de barulhos estranhos. Auto gongo fudido e louvável. A trilha a gente já sabia que era fudida de boa e o melhor, é que funciona super bem no filme. MAs é mega trapalhões, o que é bem legal.
Leiam lá o que já foi escrito, mas antes diviratm-se com o trailer.
A única coisa que o Alisson não disse lá é que "Steak", o filme, se tiver distribuição nacional pode passar com o título "O Trapalhão no Reino da Laranja Mecânica". Pra mim, o tempo todo, pareceu que era um filme perdido do Renato Aragão falado em francês, com referências boas, músicas boas e sacadas ótimas.
Basicamente é a história de uma turma em 2016, numa época que a cirurgia plástica é a útlima moda pra se dar bem e os caras fazem qualquer coisa pra se dar bem. Tomam muito leite, ouvem música tosca e snao quase violentos. Chivers! É um pastiche de "Laranja Mecância" e o melhor, o filme não se leva a sério, sem cabecismos.
Tem uma tiração de sarro fudida, os caras, que são os muderrrrnos de 2016, quando ouvem música no carro, a música é um lixo, um monte de barulhos estranhos. Auto gongo fudido e louvável. A trilha a gente já sabia que era fudida de boa e o melhor, é que funciona super bem no filme. MAs é mega trapalhões, o que é bem legal.
Leiam lá o que já foi escrito, mas antes diviratm-se com o trailer.
Tags: filme, cinema, mr oizo, steak, laranja mecanica, trapalhoes, didi moco
[Já viu?] "O Roqueiro" e "Aquarela"
29.10.08 14:48Deixe seu comentário
Duas apostas no escuro, dois filmes bem meia boca.
"O Roqueiro" é uma comédia bem escrita, com piadas ótimas em geral sobre bandas de rock. Conta a história de um baterista de uma banda de heavy farofa dos 80's que é expulso da banda. Depois de 20 anos trabalhando em telemarketings e afins, ele entra pra banda do sobrinho e os caras começam uma tour, ele vive tardiamente seu sonho e pronto.
Claro que é uma metáfora à adolescência tardia dos dias de hoje com tudo a que se tem direito, mas sinceramente, não vale a pena. Filme pra ver em casa, dublado. Tão, nem tanto, legendado mesmo.
"Aquearelas" é um filme gay. E isso já vem com um monte de carga e de pré-conceitos mesmo do diretor e da produção e do roteirista e de todo mundo. Geralmente esses filmes são super cartinhas, com a história que todo mundo já sabe, adolescentes se descobnrindo, um freak efeminado que se apaixona pelo atleta da escola, eles ficam, medo, apanham, amiga sapatão, mãe protetora, pai nem tanto. Mas esse filme, além de tudo isso, é mal produzido, tem uma trilha fraquinha, é longo, os atores até se esforçam, mas nem funcionam tanto, resumindo, não!
"O Roqueiro" é uma comédia bem escrita, com piadas ótimas em geral sobre bandas de rock. Conta a história de um baterista de uma banda de heavy farofa dos 80's que é expulso da banda. Depois de 20 anos trabalhando em telemarketings e afins, ele entra pra banda do sobrinho e os caras começam uma tour, ele vive tardiamente seu sonho e pronto.
Claro que é uma metáfora à adolescência tardia dos dias de hoje com tudo a que se tem direito, mas sinceramente, não vale a pena. Filme pra ver em casa, dublado. Tão, nem tanto, legendado mesmo.
"Aquearelas" é um filme gay. E isso já vem com um monte de carga e de pré-conceitos mesmo do diretor e da produção e do roteirista e de todo mundo. Geralmente esses filmes são super cartinhas, com a história que todo mundo já sabe, adolescentes se descobnrindo, um freak efeminado que se apaixona pelo atleta da escola, eles ficam, medo, apanham, amiga sapatão, mãe protetora, pai nem tanto. Mas esse filme, além de tudo isso, é mal produzido, tem uma trilha fraquinha, é longo, os atores até se esforçam, mas nem funcionam tanto, resumindo, não!
Tags: cienema, filme, aquarela, roqueiro
[Já viu?] "Lições Particulares", porrada belga no estômago!
28.10.08 15:04Deixe seu comentário
Tá, me ausentei, perdi dias de filmes por conta de shows e família mas voltei.
Domingo a noite assisti talvez um dos meus top 5 da Mostra, o belga "Lições Particulares". É a história de um adolescente que vai mal na escola, joga tênis e vai mal no tênis, mora com seu irmão mais velho sem os pais. Quem toma conta dele são uns amigos da família, mais velhos e acabam sendo seus tutores. E não s'ø dando aulas pra ele passar no vestibular, mas ensinando o moleque a vifver e a fazer sexo melhor, já que nisso ele também vai mal.
Contando assim parece meio óbvio besta, mas o filme é de um rigor inacreditável. O elenco é extremamente bem dirigido, todas as emoções e reações são perfeitas. A câmera é de uma precisão cirúrgica, sempre no melhor lugar possível. Todos os planos do filme são sem corte, todos planos sequência. Isso é bem ousado, não deixando muita opção pro diretor arrumar uma cena com um close ou qualquer coisa parecida. Por isso ele ensaiou muito, os movimentos dos atores e de câmera, mais do que o normal, acredito, e tá tudo lá.
O filme levanta uma questão moral importante e "pesada", que eu nnao vou contar aqui, e isso faz com que seja mais absurdo ainda em relação a outros filmes chamados de sérios, porque esse "Lições Particulares" é um filme sério por excelência, no melhor dos sentidos.
Imperdível.
Domingo a noite assisti talvez um dos meus top 5 da Mostra, o belga "Lições Particulares". É a história de um adolescente que vai mal na escola, joga tênis e vai mal no tênis, mora com seu irmão mais velho sem os pais. Quem toma conta dele são uns amigos da família, mais velhos e acabam sendo seus tutores. E não s'ø dando aulas pra ele passar no vestibular, mas ensinando o moleque a vifver e a fazer sexo melhor, já que nisso ele também vai mal.
Contando assim parece meio óbvio besta, mas o filme é de um rigor inacreditável. O elenco é extremamente bem dirigido, todas as emoções e reações são perfeitas. A câmera é de uma precisão cirúrgica, sempre no melhor lugar possível. Todos os planos do filme são sem corte, todos planos sequência. Isso é bem ousado, não deixando muita opção pro diretor arrumar uma cena com um close ou qualquer coisa parecida. Por isso ele ensaiou muito, os movimentos dos atores e de câmera, mais do que o normal, acredito, e tá tudo lá.
O filme levanta uma questão moral importante e "pesada", que eu nnao vou contar aqui, e isso faz com que seja mais absurdo ainda em relação a outros filmes chamados de sérios, porque esse "Lições Particulares" é um filme sério por excelência, no melhor dos sentidos.
Imperdível.
Tags: filme, cinema, mostra, licoes particulares, belga
[Já viu?] "Made In Italy" e "Palermo Shooting"
23.10.08 20:402 comentários
A dupla de filmes de ontem acabou sendo engraçada, 2 filmes não italianos que se passam na Itália. Uma comédia meio besta, bem besta, esse "Made In Italy" que foi total perda de tempo e o filme mais recente do mestre Win Wenders "Palermo Shooting".
"Made In Italy" é a história de um italiano que vive na França desde a infância e com mais de 40 anos, volta ao seu país natal por causa da morte do seu pai. No meio de um monte de confusão besta de ex-esposas do pai, dinheiro devido, carros e imprensa, o diretor tenta (e se prede) discutir a falta de personalidade da Itália atual nesses anos do Berlusconi. Se tivesse se aprofundado um pouco mais, teria se saído bem, mas o filme é raso que dá dó.
Já Wenders vai até Palermo, pra falar de morte, de falta de criatividade, através de um fotógrafo alemão famoso, mega bacana que não sabe se faz fotos de moda pra ser "hype" ou se continua com seu trabalho mais artístico e por causa disso mostrando suas fotos em museus pelo mundo. Sua nova exposição, aliás, seria no MASP em São Paulo, citado o filme todo. Fin, o fotógrafo entra em crise existencial e tenta achar alguma resposta na Itália, onde vai pra fazer uma foto de uma atriz famosa, Mila Jovovich gravidona, mas segundo seu manager, a foto poderia ter sido feita em qualquer lugar, porque mostra a triz numa parede a frente de uma janela. Mas o fotógrafo estrela tenta se justificar e acaba ficando em Palermo pra umas férias. Na cidade ele se sente perseguido por um homem que lhe atira flechas e com a ajuda de uma artista plástica, relaxa e pensa no que está acontecendo ao seu redor. O filme é meio long, mas vale a pena como sempre. Fotografia primorosa, discussões super relevantes, elenco bem bom e o melhor, a trilha sonora, pra variar, é um primor. Wenders é o cara de melhor gosto de todos pra trilhas pop, no nível do Lynch. E nesse filme colocou Lou Reed como um fantasma, além do ator principal que é um rocker alemão bem famoso, Campino. Destaco uma sequência do fotógrafo alemão andando pelas ruas de Palermo e fotografando ao som de Portishead. Lindo!
Bom, o tal fotógrafo encontra a morte e com ela tem uma discussão sobre fotografia, digital, película, morte e vida, saber o que fazer enquanto vivo ou não, num papo muito absurdo e muito relevante pros dias de hoje. Wenders usa a história das fotos digitais sem vida, sem profundidade pra falar de como hoje em dia nossas vidas são super digitais, sem nos aprofundarmos em nada. E de como uma película, com foco e profundidade de campo faz diferença. Esqueci de dizer que no papel de morte tá o Denis Hopper, que me deixou arrepiado o filme todo. O filme é dedicado a Antonioni e Bergman, que morreram enquanto ele filmava. Claro que o filme é mega influenciado por Blow Up, mas também por Hitchcock e por Dali. Só gente boa e por isso tudo, Wenders, do seu jeito faz um filme lindo.
Claro que o filme vai demorar anos pra passar por aqui, tava com legenda eletrônica, mas se der tempo, corram pra ver.
Ah, esqueci de falar, antes da sessão, "por acaso" encontrei com o Win Wenders e bati um papo de 5 minutos com ele. Entrei no cinema chorando!
"Made In Italy" é a história de um italiano que vive na França desde a infância e com mais de 40 anos, volta ao seu país natal por causa da morte do seu pai. No meio de um monte de confusão besta de ex-esposas do pai, dinheiro devido, carros e imprensa, o diretor tenta (e se prede) discutir a falta de personalidade da Itália atual nesses anos do Berlusconi. Se tivesse se aprofundado um pouco mais, teria se saído bem, mas o filme é raso que dá dó.
Já Wenders vai até Palermo, pra falar de morte, de falta de criatividade, através de um fotógrafo alemão famoso, mega bacana que não sabe se faz fotos de moda pra ser "hype" ou se continua com seu trabalho mais artístico e por causa disso mostrando suas fotos em museus pelo mundo. Sua nova exposição, aliás, seria no MASP em São Paulo, citado o filme todo. Fin, o fotógrafo entra em crise existencial e tenta achar alguma resposta na Itália, onde vai pra fazer uma foto de uma atriz famosa, Mila Jovovich gravidona, mas segundo seu manager, a foto poderia ter sido feita em qualquer lugar, porque mostra a triz numa parede a frente de uma janela. Mas o fotógrafo estrela tenta se justificar e acaba ficando em Palermo pra umas férias. Na cidade ele se sente perseguido por um homem que lhe atira flechas e com a ajuda de uma artista plástica, relaxa e pensa no que está acontecendo ao seu redor. O filme é meio long, mas vale a pena como sempre. Fotografia primorosa, discussões super relevantes, elenco bem bom e o melhor, a trilha sonora, pra variar, é um primor. Wenders é o cara de melhor gosto de todos pra trilhas pop, no nível do Lynch. E nesse filme colocou Lou Reed como um fantasma, além do ator principal que é um rocker alemão bem famoso, Campino. Destaco uma sequência do fotógrafo alemão andando pelas ruas de Palermo e fotografando ao som de Portishead. Lindo!
Bom, o tal fotógrafo encontra a morte e com ela tem uma discussão sobre fotografia, digital, película, morte e vida, saber o que fazer enquanto vivo ou não, num papo muito absurdo e muito relevante pros dias de hoje. Wenders usa a história das fotos digitais sem vida, sem profundidade pra falar de como hoje em dia nossas vidas são super digitais, sem nos aprofundarmos em nada. E de como uma película, com foco e profundidade de campo faz diferença. Esqueci de dizer que no papel de morte tá o Denis Hopper, que me deixou arrepiado o filme todo. O filme é dedicado a Antonioni e Bergman, que morreram enquanto ele filmava. Claro que o filme é mega influenciado por Blow Up, mas também por Hitchcock e por Dali. Só gente boa e por isso tudo, Wenders, do seu jeito faz um filme lindo.
Claro que o filme vai demorar anos pra passar por aqui, tava com legenda eletrônica, mas se der tempo, corram pra ver.
Ah, esqueci de falar, antes da sessão, "por acaso" encontrei com o Win Wenders e bati um papo de 5 minutos com ele. Entrei no cinema chorando!
Tags: filme, cinema, mostra, win wenders, lynch, lou reed, denis hopper, campino, lynch, palermo shooting, made in italy
[Já viu?] "Sob Controle" e "Horas de Verão"
22.10.08 12:402 comentários
Assistir no mesmo dia a Juliete Binoche e a Julia Ormond em dois filmes diferentes, bacanas, foi um privilégio.
Binoche loira no filme de Olivier Assayas, "Horas de Verão", filme bem bom do diretor dos filmes que tratam de família e que sempre surpreendem. Nesse caso, a matriarca morre e deixa uma herança quase pesada pra seus 3 filhos já adultos resolverem o que fazer com a história deles. E claro que um segredo vem à tona. Mas o filme é sem dramas, sem desesperos, é o Assayas como nunca tinha visto antes, quase contido, mas alfinetando bem através da empregada que depois de trabalhar pra eles a vida toda, resume o que poderia se esperar que algum dos filhos dissesse. No final das contas o filme mostra mesmo que a França, ou a cultura francesa, já nem existe mais, numa metáfora quase exagerada com os filhos da matriarca morando fora, os netos não se importando com a casa e jogando bola dentro do estúdio "sagrado" da casa. Mas apesar desse "recadinho" do diretor, o filme é fodão. Eu fiquei meio chocado com o ritmo do filme no início, mas logo ele entra num clima bem bom, graças a direção de atores sempre correta. Vale a pena.
Julia Ormond, depois de tempos sem vê-la em lugar nenhum, ressurge ao lado de Bill Pulman no novo filme da filha do David Lynch, Jennifer. Depois do desastre de "Encaixotando Helena", ela demorou tempos pra repensar a vida e fez um filme até que razoável, esse "Sob Controle". Um casal de agentes do FBI, os dois citados ali acima, chegam em uma cidadezinha no meio do nada pra tentarem descobrir sobre uns assassinatos que vêm ocorrendo por lá. Tudo é meio estranho, a trilha é quase fúnebre, ditando o tom do filme, mas a direção ainda tem uma mão pesada, tirando até a atenção devida em algumas cenas cruciais, como no interrogatório da menina de 9 anos. Mas o filme acaba valendo a pena por uma cena de sexo bem no final, genial e ousada até mesmo pra esse filme. E claro que o pai da diretora, David, é o produtor do filme, assim, sua influência é vista ao longo de toda a película. Mas não se deixe enganar pelos créditos iniciais e os animais mortos aqui e ali, apesar do roteiro espertinho, o filme é mais careta do que parece mesmo.
Binoche loira no filme de Olivier Assayas, "Horas de Verão", filme bem bom do diretor dos filmes que tratam de família e que sempre surpreendem. Nesse caso, a matriarca morre e deixa uma herança quase pesada pra seus 3 filhos já adultos resolverem o que fazer com a história deles. E claro que um segredo vem à tona. Mas o filme é sem dramas, sem desesperos, é o Assayas como nunca tinha visto antes, quase contido, mas alfinetando bem através da empregada que depois de trabalhar pra eles a vida toda, resume o que poderia se esperar que algum dos filhos dissesse. No final das contas o filme mostra mesmo que a França, ou a cultura francesa, já nem existe mais, numa metáfora quase exagerada com os filhos da matriarca morando fora, os netos não se importando com a casa e jogando bola dentro do estúdio "sagrado" da casa. Mas apesar desse "recadinho" do diretor, o filme é fodão. Eu fiquei meio chocado com o ritmo do filme no início, mas logo ele entra num clima bem bom, graças a direção de atores sempre correta. Vale a pena.
Julia Ormond, depois de tempos sem vê-la em lugar nenhum, ressurge ao lado de Bill Pulman no novo filme da filha do David Lynch, Jennifer. Depois do desastre de "Encaixotando Helena", ela demorou tempos pra repensar a vida e fez um filme até que razoável, esse "Sob Controle". Um casal de agentes do FBI, os dois citados ali acima, chegam em uma cidadezinha no meio do nada pra tentarem descobrir sobre uns assassinatos que vêm ocorrendo por lá. Tudo é meio estranho, a trilha é quase fúnebre, ditando o tom do filme, mas a direção ainda tem uma mão pesada, tirando até a atenção devida em algumas cenas cruciais, como no interrogatório da menina de 9 anos. Mas o filme acaba valendo a pena por uma cena de sexo bem no final, genial e ousada até mesmo pra esse filme. E claro que o pai da diretora, David, é o produtor do filme, assim, sua influência é vista ao longo de toda a película. Mas não se deixe enganar pelos créditos iniciais e os animais mortos aqui e ali, apesar do roteiro espertinho, o filme é mais careta do que parece mesmo.
Tags: filme, cinema, mostra, julia ormond, juliete binoche, jennifer lynch, david lynch, sob controle, horas de verão