[Bate-Estaca] E se os sets tivessem trailers?
24.11.08 16:405 comentários
Tem tanto set por aí que é comum a gente ficar indeciso sobre o que baixar ou ouvir.
Seria bem mais fácil se, assim como nos filmes, existissem prévias do que eles contém. Tipo aquelas propagandas de discos que rolavam muito na TV nas décadas de 70 e 80.
Fiz uma experiência assim com meu novo set de nu-disco, house e clássicos, Full Circle.
No trailer abaixo tem trechinhos de várias faixas do set (mas não de todas).
Gostou? Baixe a versão integral aqui.]
Não curtiu? Ótimo, você não precisa perder tempo com ele.
Seria bem mais fácil se, assim como nos filmes, existissem prévias do que eles contém. Tipo aquelas propagandas de discos que rolavam muito na TV nas décadas de 70 e 80.
Fiz uma experiência assim com meu novo set de nu-disco, house e clássicos, Full Circle.
No trailer abaixo tem trechinhos de várias faixas do set (mas não de todas).
Gostou? Baixe a versão integral aqui.]
Não curtiu? Ótimo, você não precisa perder tempo com ele.
Tags: camilo rocha, sets, nu-disco, house, clássicos
[.::musicness::.] James Murphy e Pat Mahoney voltam ao Brasil em outubro
06.08.08 14:166 comentários
James Murphy e Pat Mahoney voltam ao Brasil em outubro. Eba! O líder e o baterista do LCD Soundsystem se apresentam no Rio de Janeiro no dia 3. A gig faz parte da tour mundial da dupla como DJs, batizada de "three month Special Disco Version".
"As pessoas ouvem a palavra ‘disco' e pensam em calças boca de sino e That'70s Show. Não, não, não. Queremos mostrar que a disco é o tipo de música que realmente liberta quem sabe aonde ir. O Special Disco Version é o ‘You Should Be Dancin' do The Bee Gees. Não a original, mas sim, o release dub nunca lançado. Esse é o real deal. [essa expressão fica melhor sem tradução]", diz James Murphy no release mandado para a imprensa gringa.
Segundo o texto, dia 3 é a única data agendada para o Brasil. O release não traz informações do local. Alguém sabe de mais detalhes?
Via Stereogum.
UPDATE: Então, como o pessoal solucionou ali nos comentários, a festa será dia 3 de outubro mesmo, mas não no Rio como fala o Stereogum, mas em São Paulo, na festa de 3 anos do Vegas. Eu que não havia ligado as festas e as datas. Sorry! Mais infos, aqui.
"As pessoas ouvem a palavra ‘disco' e pensam em calças boca de sino e That'70s Show. Não, não, não. Queremos mostrar que a disco é o tipo de música que realmente liberta quem sabe aonde ir. O Special Disco Version é o ‘You Should Be Dancin' do The Bee Gees. Não a original, mas sim, o release dub nunca lançado. Esse é o real deal. [essa expressão fica melhor sem tradução]", diz James Murphy no release mandado para a imprensa gringa.
Segundo o texto, dia 3 é a única data agendada para o Brasil. O release não traz informações do local. Alguém sabe de mais detalhes?
Via Stereogum.
UPDATE: Então, como o pessoal solucionou ali nos comentários, a festa será dia 3 de outubro mesmo, mas não no Rio como fala o Stereogum, mas em São Paulo, na festa de 3 anos do Vegas. Eu que não havia ligado as festas e as datas. Sorry! Mais infos, aqui.
Tags: james murphy, pat mahoney, brasil, rj, disco, música, music, DJs
[Bate-Estaca] Be-a-bá da disco
16.07.08 13:4526 comentários
Alguns motivos me levaram a pensar nesse post aqui.
a) Disco está "na moda", seus sons e idéias aparecendo em muita música boa feita em 2008;
b) Disco nunca é demais;
c) Disco é raiz, não importa se você gosta de techno, house, electro, maximal, pós-punk ou breaks, tem disco no DNA de praticamente toda música de pista de dança;
d) Tem gente mais nova que não sabe lhufas de disco, quer saber e não sabe por onde começar;
e) Aproxima-se o aniversário de 3 anos da Discology vs Quebrada lá no Vegas (2/11) e achei por bem começar a lembrar algumas das faixas que estiveram presentes na nossa pista.
Esta seleção é feita a partir de clipes do YouTube: tem euro-disco, ítalo-disco, disco-funk, disco de orquestra, disco de sintetizador, disco que fez sucesso, disco obscura etc.
Obviamente por ser material antigo, nem tudo tem um videoclipe ou registro ao vivo. Nesses casos, coloquei um clipe só com música.
Divirta-se!
Class Action - Weekend (1981)
Kebekelektrik - Magic Fly (1977)
KC & The Sunshine Band - Do You Wanna Go Party? (1979)
Andrea True Connection - More, More, More (1976)
Heatwave - Groove Line (1977)
Instant Funk - I Got My Mind Made Up (1978)
Giorgio Moroder - Utopia (1977)
La Bionda - Wanna Be Your Lover (1980)
Klein & MBO - Dirty Talk (1982)
Chic - Le Freak (1978)
Loleatta Holloway - Runaway (1977)
Candi Staton - Young Hearts Run Free (1976)
George Maccrae - Rock Your Baby (1974)
Bebu Silvetti - Spring Rain (1976)
Loose Joints - Is It All Over My Face? (1980)
Roy Ayers - Running Away (1977)
Crown Heights Affair - You Gave Me Love (1980)
Carrie Lucas - Dance With You (1979)
Cloud One - Disco Juice (1977)
Voyage - Souvenirs (1978)
a) Disco está "na moda", seus sons e idéias aparecendo em muita música boa feita em 2008;
b) Disco nunca é demais;
c) Disco é raiz, não importa se você gosta de techno, house, electro, maximal, pós-punk ou breaks, tem disco no DNA de praticamente toda música de pista de dança;
d) Tem gente mais nova que não sabe lhufas de disco, quer saber e não sabe por onde começar;
e) Aproxima-se o aniversário de 3 anos da Discology vs Quebrada lá no Vegas (2/11) e achei por bem começar a lembrar algumas das faixas que estiveram presentes na nossa pista.
Esta seleção é feita a partir de clipes do YouTube: tem euro-disco, ítalo-disco, disco-funk, disco de orquestra, disco de sintetizador, disco que fez sucesso, disco obscura etc.
Obviamente por ser material antigo, nem tudo tem um videoclipe ou registro ao vivo. Nesses casos, coloquei um clipe só com música.
Divirta-se!
Class Action - Weekend (1981)
Kebekelektrik - Magic Fly (1977)
KC & The Sunshine Band - Do You Wanna Go Party? (1979)
Andrea True Connection - More, More, More (1976)
Heatwave - Groove Line (1977)
Instant Funk - I Got My Mind Made Up (1978)
Giorgio Moroder - Utopia (1977)
La Bionda - Wanna Be Your Lover (1980)
Klein & MBO - Dirty Talk (1982)
Chic - Le Freak (1978)
Loleatta Holloway - Runaway (1977)
Candi Staton - Young Hearts Run Free (1976)
George Maccrae - Rock Your Baby (1974)
Bebu Silvetti - Spring Rain (1976)
Loose Joints - Is It All Over My Face? (1980)
Roy Ayers - Running Away (1977)
Crown Heights Affair - You Gave Me Love (1980)
Carrie Lucas - Dance With You (1979)
Cloud One - Disco Juice (1977)
Voyage - Souvenirs (1978)
Tags: disco music
[Todo DJ Já Sambou] Dez razões para amar Sally Shapiro
16.07.08 04:295 comentários
Como nas amizades, acredito que exista uma razão esotérica para se apaixonar (ou detestar) logo de cara um artista. Assim, sem explicação, em questão de segundos, uma música, acompanhada de sua respectiva cara, pode virar a sua nova obsessão. Ou simplesmente escorregar para a gaveta dos "nunca mais quero ouvir esta merda", um escaninho um tanto burro, mas que existe, não dá pra fingir que não.
Tudo isso para dizer que assim, do nada, caí de amores pela sueca Sally Shapiro, desde a primeira my spaceçada, há um ano e pouco. Não sei se foi a cara de boa moça, que para mim já veio decodificada como um rosto amistoso de intercambiária do Rotary (conheço de longe, fiz intercâmbio na adolescência). Na minha rápida alucinação, imaginei Sally lavando uma pia lotada de copos de plástico, limpando cinzeiros e jogando Bom Ar na casa antes que sua "host mother" chegasse e chutasse a molecada folgada pra fora.

E essa cara de intercambiária no interior dos EUA, hein?
Devaneios à parte, vamos às dez razões para amar Sally Shapiro.
1) A Suécia vive um momento musical altamente prolífico, especialmente por conta da renovação do som baleárico (de gente como Studio). Então uma produtora/DJéia que vem com o aval dos canadenses do Junior Boys, neste contexto, só pode ser boa coisa.
2) No começo do vídeo de "Jackie Jackie", único que aparece como "oficial" no My Space da produtora, um menininho de 9, 10 anos surge ouvindo, em vinil, "She's So Unusual", primeiro disco da Cindy Lauper (1984).
3)Seu disco de estréia, "Disco Romance", lançado em 2006, foi produzido pelo também sueco Joahn Agebjörn, DJ de "ambient electro", como ele mesmo descreve em seu site. Agebjörn acabou sendo absorvido pelo trabalho com a cantora, e o projeto solo virou dupla.
4) Ela é a primeira DJ 100% tímida que eu conheço. Não gosta que tirem fotos nos shows, não dá entrevista por telefone... Sally Shapiro nem é seu nome verdadeiro - isso, segundo Agebjörn, é segredo de estado.

Eu toco, mas não fica encarando!
5) Assim como Laurie Anderson, Sally canta falando, porém com uma musicalidade que, acredito, só uma pura Akvavit seja capaz de inspirar.
6) O remix do Junior Boys para a música "Jackie" soa como se Giorgio Moroder tivesse levado o Comunnards para o estúdio e entupido a dupla de ketamina. Leeeento e looouco.
7) Não é para qualquer bico sair fazendo um som com jeitão de ítalo-disco e ainda ganhar um remix do papa Alexander Robotnick. Pois ele remixou a faixa "Anorak Christmas", meu bem.
8) Ela é da terra do Abba. Adora timbres que lembram "I Think We're Alone Now" (lembra da ruiva de calça baggy, Tiffany?) e não dá a mínima pra o que vão dizer.
9) Quando começa a tocar "I'll Be Your Side" no My Space da moça, já dá vontade de sair correndo, botar a polaina, agarrar uma coca-cola (que eu nem bebo) e fazer a dancinha do "Flashdance".
10) Mesmo que você não tenha idade para pescar as referências citadas acima, Sally vai te pegar pelo "inusitado" dos teclados ingênuos, da programação tosca (de propósito) de bateria e pelo vocal de garota culta, que cresceu vendo filmes do Bergman. Perdoe os conterrâneos Ace of Base e Roxette e se jogue na Sally Shapiro sem medo.
Tudo isso para dizer que assim, do nada, caí de amores pela sueca Sally Shapiro, desde a primeira my spaceçada, há um ano e pouco. Não sei se foi a cara de boa moça, que para mim já veio decodificada como um rosto amistoso de intercambiária do Rotary (conheço de longe, fiz intercâmbio na adolescência). Na minha rápida alucinação, imaginei Sally lavando uma pia lotada de copos de plástico, limpando cinzeiros e jogando Bom Ar na casa antes que sua "host mother" chegasse e chutasse a molecada folgada pra fora.

E essa cara de intercambiária no interior dos EUA, hein?
Devaneios à parte, vamos às dez razões para amar Sally Shapiro.
1) A Suécia vive um momento musical altamente prolífico, especialmente por conta da renovação do som baleárico (de gente como Studio). Então uma produtora/DJéia que vem com o aval dos canadenses do Junior Boys, neste contexto, só pode ser boa coisa.
2) No começo do vídeo de "Jackie Jackie", único que aparece como "oficial" no My Space da produtora, um menininho de 9, 10 anos surge ouvindo, em vinil, "She's So Unusual", primeiro disco da Cindy Lauper (1984).
3)Seu disco de estréia, "Disco Romance", lançado em 2006, foi produzido pelo também sueco Joahn Agebjörn, DJ de "ambient electro", como ele mesmo descreve em seu site. Agebjörn acabou sendo absorvido pelo trabalho com a cantora, e o projeto solo virou dupla.
4) Ela é a primeira DJ 100% tímida que eu conheço. Não gosta que tirem fotos nos shows, não dá entrevista por telefone... Sally Shapiro nem é seu nome verdadeiro - isso, segundo Agebjörn, é segredo de estado.

Eu toco, mas não fica encarando!
5) Assim como Laurie Anderson, Sally canta falando, porém com uma musicalidade que, acredito, só uma pura Akvavit seja capaz de inspirar.
6) O remix do Junior Boys para a música "Jackie" soa como se Giorgio Moroder tivesse levado o Comunnards para o estúdio e entupido a dupla de ketamina. Leeeento e looouco.
7) Não é para qualquer bico sair fazendo um som com jeitão de ítalo-disco e ainda ganhar um remix do papa Alexander Robotnick. Pois ele remixou a faixa "Anorak Christmas", meu bem.
8) Ela é da terra do Abba. Adora timbres que lembram "I Think We're Alone Now" (lembra da ruiva de calça baggy, Tiffany?) e não dá a mínima pra o que vão dizer.
9) Quando começa a tocar "I'll Be Your Side" no My Space da moça, já dá vontade de sair correndo, botar a polaina, agarrar uma coca-cola (que eu nem bebo) e fazer a dancinha do "Flashdance".
10) Mesmo que você não tenha idade para pescar as referências citadas acima, Sally vai te pegar pelo "inusitado" dos teclados ingênuos, da programação tosca (de propósito) de bateria e pelo vocal de garota culta, que cresceu vendo filmes do Bergman. Perdoe os conterrâneos Ace of Base e Roxette e se jogue na Sally Shapiro sem medo.
Tags: sally shapiro, suécia, disco romance
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[Bate-Estaca] ...e, finalmente, Low Motion Disco
Essa dupla suíça acaba de lançar seu primeiro álbum pela Eskimo. Embora seu trabalho não consista exatamente de baixar o aumentar a velocidade de gravações que já existem, seu conceito tem a ver já que elas pegam gêneros inteiros, como funk e disco, e fazem tudo virar música de chill out.
Bom, está tudo na cara né? Além do nome da banda, o álbum se chama Keep It Slow e das 12 faixas como, 10 tem as palavras "low" ou "slow" no título. Se você gosta de balearic, Quiet Village e Mountain of One, venha se esparramar no sofá do LMD.
Low Motion Disco - Love Knows Low
Low Motion Disco - Things Are Gonna Get Easier
10.07.08 13:505 comentários
Essa dupla suíça acaba de lançar seu primeiro álbum pela Eskimo. Embora seu trabalho não consista exatamente de baixar o aumentar a velocidade de gravações que já existem, seu conceito tem a ver já que elas pegam gêneros inteiros, como funk e disco, e fazem tudo virar música de chill out.Bom, está tudo na cara né? Além do nome da banda, o álbum se chama Keep It Slow e das 12 faixas como, 10 tem as palavras "low" ou "slow" no título. Se você gosta de balearic, Quiet Village e Mountain of One, venha se esparramar no sofá do LMD.
Low Motion Disco - Love Knows Low
Flash Content
Low Motion Disco - Love Knows Low (mp3)Low Motion Disco - Things Are Gonna Get Easier
Flash Content
Low Motion Disco - Things Are Gonna Get Easier (mp3)Tags: low motion disco, eskimo
[Bate-Estaca] Banana Power celebra 30 anos
Nos tempos áureos da disco, Banana Power era um nome que tinha a força que um Vegas ou um D-Edge têm hoje. Era uma pista onde se lançavam novidades e para onde convergiam centenas de dançarinos empolgados a cada fim de semana.
Nesta sexta (6/6), rola uma festinha para homenagear esse templo da discoteca. A Banana Power Revival é organizada pelo DJ Vadão (outro nome que se confunde com a história da música dançante brasileira; já tocou em Toco, Contramão, Overnight etc) e pelo programa Oxydance, que rola na Metropolitana há cinco anos e tem uma das maiores audiência do horário (domingo, 22h00 à meia-noite).
A decoracão será temática, com vídeos e fotos da Banana Power original. O som não preciso nem falar né: disco e funk de alto calibre, entre outras coisas de época que não perderam seu poder de incendiar a pista. E não é só isso: os caras prometem até a ocasional faixa romântica, como era de praxe acontecer nas pistas há 30 anos.
A festa faz parte de um projeto mensal do Vadão e do Carlinhos (apresentador do Oxydance) lá no Hotel Cambridge, no centrão.
Informações:
- DATA: 06 DE JUNHO - 22 HS
- LOCAL: HOTEL CAMBRIDGE - AV. 9 DE JULHO, 216 - CENTRO
- INGRESSOS: HOMEM R$ 25,00 - MULHER R$ 20,00 ( ENTRADA )
- INFORMAÇÕES: 31049397 - 31012537
05.06.08 14:20Deixe seu comentário
Nos tempos áureos da disco, Banana Power era um nome que tinha a força que um Vegas ou um D-Edge têm hoje. Era uma pista onde se lançavam novidades e para onde convergiam centenas de dançarinos empolgados a cada fim de semana.Nesta sexta (6/6), rola uma festinha para homenagear esse templo da discoteca. A Banana Power Revival é organizada pelo DJ Vadão (outro nome que se confunde com a história da música dançante brasileira; já tocou em Toco, Contramão, Overnight etc) e pelo programa Oxydance, que rola na Metropolitana há cinco anos e tem uma das maiores audiência do horário (domingo, 22h00 à meia-noite).
A decoracão será temática, com vídeos e fotos da Banana Power original. O som não preciso nem falar né: disco e funk de alto calibre, entre outras coisas de época que não perderam seu poder de incendiar a pista. E não é só isso: os caras prometem até a ocasional faixa romântica, como era de praxe acontecer nas pistas há 30 anos.
A festa faz parte de um projeto mensal do Vadão e do Carlinhos (apresentador do Oxydance) lá no Hotel Cambridge, no centrão.
Informações:
- DATA: 06 DE JUNHO - 22 HS
- LOCAL: HOTEL CAMBRIDGE - AV. 9 DE JULHO, 216 - CENTRO
- INGRESSOS: HOMEM R$ 25,00 - MULHER R$ 20,00 ( ENTRADA )
- INFORMAÇÕES: 31049397 - 31012537
Tags: banana power, disco, vadão
[Bate-Estaca] Pioneiro da disco music vai se aposentar
O nome dele se confunde com a história da pista de dança e do DJ. Mas até os mais guerreiros precisam descansar uma hora. Assim, Nicky Siano anunciou que se aposentará das pick-ups quando fizer 55 anos (daqui a 18 meses).
Em 1973, capítulos pioneiros da história da dance music estavam sendo escritos em Nova York e Nicky Siano era um dos protagonistas. Foi nesse ano que, inspirado pelo Loft, de David Mancuso (o embrião do clube moderno), Siano abriu o Gallery. Ele tinha 18 anos.
GIGANTE
No livro Turn the Beat Around (gosta de disco e sabe inglês? Tem que ler!), o autor Peter Shapiro dá uma idéia do gigantismo da figura. Ele conta que NIcky tocava com três pick-ups e ainda operava as luzes do Gallery com pedais. Siano teria sido também o primeiro DJ a usar pick-ups com pitch variável e, com isso, trabalhar à perfeição transições entre um disco e outro. Depois de ensaiada por Francis Grasso alguns anos antes, foi aqui que a mixagem moderna começou realmente a tomar forma.
Siano abusava da equalização, isolando asfrequências das músicas, o que em 1973 era absolutamente radical. O sistema de som do Gallery havia sido construído sob medida e incluía um grave poderoso. Juntando esse chassis com a predileção de Siano por vocalistas femininas extasiadas, Siano ajudou a definir a disco music como gênero musical.
CLARO-ESCURO
"O típico jogo entre o êxtase total ou o exorcismo emocionante da vocalista e um pano de fundo sombrio e sorrateiro que era a marca da melhor disco music foi demarcado pela primeira vez por Siano", observa Shapiro. Sim, claro-escuro, euforia-escuridão, esse conceito tão fundamental da pista e da música dançante underground foi primeiro desenvolvido pelo DJ nova-iorquino.
E ao repetir as mesmas partes de uma faixa, usando dois discos, por um longo tempo, criando um groove hipnótico, ele foi um dos DJs que ajudou a criar a demanda pelo single de 12" e pela versão "extended" especial para pista.
LOVE IS THE MESSAGE
Em 1978, o Gallery fechou. Durante sua existência, foi tido como um dos melhores clubes da cidade, elogiado em revistas como Billboard e New York e frequentado por gays, antenados, boêmios e famosos como Grace Jones e Barbra Streisand.
Siano foi então chamado para ser um dos residentes do Studio 54. Mesmo com a derrocada da disco, Siano nunca parou de tocar e sua agenda nos últimos anos tem sido global. Alguns anos atrás, a Soul Jazz lançou a coletânea Nicky Siano's Legendary The Gallery, com alguns de seus hits dos tempos dourados, como "I Got It", de Gloria Spencer, "Yes We Can Can", das Pointer Sisters, e "Law of the Land", dos Temptations. Só faltou "Love Is the Message", do MFSB, um dos maiores sucessos da disco e que teve em Nicky seu primeiro divulgador.
DINOSSAURO
Nicky nunca se aventurou muito na produção mas bastou uma dessas raras vezes para que produzisse um arranha-céu. Creditada a Dinosaur, "Kiss Me Again" resultou de uma parceria com o excêntrico Arthur Russell. É uma disco anti-convencional, mas matadora na pista, e ainda tem David Byrne (Talking Heads) mandando ver numa guitarra sujamente funky.
Em comunicado à imprensa, Nicky frisa que "estou me aposentando da discotecagem, não da vida ou de trabalhar com entretenimento", mas não especificou o que pretende fazer. Um dos projetos paralelos no qual ele está envolvido agora é um filme sobre a história do Gallery. No site dele, tem alguns trechos com fotos memoráveis.
27.05.08 12:55Deixe seu comentário
Siano no Japão em gig recente

Em 1973, capítulos pioneiros da história da dance music estavam sendo escritos em Nova York e Nicky Siano era um dos protagonistas. Foi nesse ano que, inspirado pelo Loft, de David Mancuso (o embrião do clube moderno), Siano abriu o Gallery. Ele tinha 18 anos.
GIGANTE
No livro Turn the Beat Around (gosta de disco e sabe inglês? Tem que ler!), o autor Peter Shapiro dá uma idéia do gigantismo da figura. Ele conta que NIcky tocava com três pick-ups e ainda operava as luzes do Gallery com pedais. Siano teria sido também o primeiro DJ a usar pick-ups com pitch variável e, com isso, trabalhar à perfeição transições entre um disco e outro. Depois de ensaiada por Francis Grasso alguns anos antes, foi aqui que a mixagem moderna começou realmente a tomar forma.
Siano abusava da equalização, isolando asfrequências das músicas, o que em 1973 era absolutamente radical. O sistema de som do Gallery havia sido construído sob medida e incluía um grave poderoso. Juntando esse chassis com a predileção de Siano por vocalistas femininas extasiadas, Siano ajudou a definir a disco music como gênero musical.
CLARO-ESCURO
Siano no Gallery

"O típico jogo entre o êxtase total ou o exorcismo emocionante da vocalista e um pano de fundo sombrio e sorrateiro que era a marca da melhor disco music foi demarcado pela primeira vez por Siano", observa Shapiro. Sim, claro-escuro, euforia-escuridão, esse conceito tão fundamental da pista e da música dançante underground foi primeiro desenvolvido pelo DJ nova-iorquino.
E ao repetir as mesmas partes de uma faixa, usando dois discos, por um longo tempo, criando um groove hipnótico, ele foi um dos DJs que ajudou a criar a demanda pelo single de 12" e pela versão "extended" especial para pista.
LOVE IS THE MESSAGE
Em 1978, o Gallery fechou. Durante sua existência, foi tido como um dos melhores clubes da cidade, elogiado em revistas como Billboard e New York e frequentado por gays, antenados, boêmios e famosos como Grace Jones e Barbra Streisand.
Pista do Gallery

DINOSSAURO
Nicky nunca se aventurou muito na produção mas bastou uma dessas raras vezes para que produzisse um arranha-céu. Creditada a Dinosaur, "Kiss Me Again" resultou de uma parceria com o excêntrico Arthur Russell. É uma disco anti-convencional, mas matadora na pista, e ainda tem David Byrne (Talking Heads) mandando ver numa guitarra sujamente funky.
Em comunicado à imprensa, Nicky frisa que "estou me aposentando da discotecagem, não da vida ou de trabalhar com entretenimento", mas não especificou o que pretende fazer. Um dos projetos paralelos no qual ele está envolvido agora é um filme sobre a história do Gallery. No site dele, tem alguns trechos com fotos memoráveis.
Tags: nicky siano, gallery, loft, disco music
[Bate-Estaca] Só tesouros!
Se você é daqueles que baba com o ecletismo e pesquisa dos sets de Todd Terje, Prins Thomas, Lindstrom, Optimo e Allez Allez aqui vai uma notícia pra deixar você salivando mais que um cão São Bernardo. O selo Strut, especializado em reeditar jóias e brilhantes do passado da pista de dança, foi ressuscitado esse ano.
O Strut originalmente funcionou de 1999 a 2003. Nesse tempo lançou uma tonelada de coletâneas fantásticas, abrangendo de disco underground a pós-punk a afrobeat a hip hop old school. Entre estas vale destacar:
- Larry Levan - Live at the Paradise Garage, aula do professor tido por alguns como o maior DJ de todos os tempos;
- a série Disco Not Disco, compilada por Joey Negro, depurando sons alternativos das pistas de outrora;
- os dois volumes de Club Africa, reunindo grooves polirrítmicos africanos;
- Black Rio - Brazil Soul Power, cheio de funk e soul dos anos 70 da gema.
O Strut versão 2008 é subsidiário do selo !K7, responsável pela excelente série DJ Kicks.
Os selo recomeçou com dois lançamentos absolutamente essenciais: uma edição fresquinha de Disco Not Disco e o sensacional Funky Nassau - The Compass Point Story 1980-1986.
Esta última registra o legado do estúdio Compass Point, de Nassau, Bahamas. Montado por Chris Blackwell, dono da Island, lá foram gravados discos clássicos de Grace Jones, Ian Dury, Kid Creole e Talking Heads, entre vários outros.
O som do Compass Point típico era um pop-funk-dub cristalino e groovado que foi muito influente no começo dos anos 80 e que vem sendo revisitado pela galera da nu-disco como Brennan Green e Chicken Lips.
Saindo agora do forno pela Strut: Disco Italia: Essential Italo Disco Classics 1977-1985, organizada por Steve Kotey, metade dos Chicken Lips, e cheia de bambinos obscuros; uma compilação do lendário grupo Kid Creole; e uma seleção de funk africano chamada Nigeria 70.
O site deles também promete para breve alguma coisa do Grandmaster Flash, mas sem maiores informações.
16.05.08 20:553 comentários
Se você é daqueles que baba com o ecletismo e pesquisa dos sets de Todd Terje, Prins Thomas, Lindstrom, Optimo e Allez Allez aqui vai uma notícia pra deixar você salivando mais que um cão São Bernardo. O selo Strut, especializado em reeditar jóias e brilhantes do passado da pista de dança, foi ressuscitado esse ano.O Strut originalmente funcionou de 1999 a 2003. Nesse tempo lançou uma tonelada de coletâneas fantásticas, abrangendo de disco underground a pós-punk a afrobeat a hip hop old school. Entre estas vale destacar:
- Larry Levan - Live at the Paradise Garage, aula do professor tido por alguns como o maior DJ de todos os tempos;
- a série Disco Not Disco, compilada por Joey Negro, depurando sons alternativos das pistas de outrora;
- os dois volumes de Club Africa, reunindo grooves polirrítmicos africanos;
- Black Rio - Brazil Soul Power, cheio de funk e soul dos anos 70 da gema.
O Strut versão 2008 é subsidiário do selo !K7, responsável pela excelente série DJ Kicks. Os selo recomeçou com dois lançamentos absolutamente essenciais: uma edição fresquinha de Disco Not Disco e o sensacional Funky Nassau - The Compass Point Story 1980-1986.
Esta última registra o legado do estúdio Compass Point, de Nassau, Bahamas. Montado por Chris Blackwell, dono da Island, lá foram gravados discos clássicos de Grace Jones, Ian Dury, Kid Creole e Talking Heads, entre vários outros.
O som do Compass Point típico era um pop-funk-dub cristalino e groovado que foi muito influente no começo dos anos 80 e que vem sendo revisitado pela galera da nu-disco como Brennan Green e Chicken Lips.
Saindo agora do forno pela Strut: Disco Italia: Essential Italo Disco Classics 1977-1985, organizada por Steve Kotey, metade dos Chicken Lips, e cheia de bambinos obscuros; uma compilação do lendário grupo Kid Creole; e uma seleção de funk africano chamada Nigeria 70.
O site deles também promete para breve alguma coisa do Grandmaster Flash, mas sem maiores informações.
Tags: strut, nu-disco, !k7, chicken lips, brennan green, italo-disco, compass point