[Vide-o-log] Hot Chip - One Pure Thought
09.04.08 18:483 comentários
Acaba de sair o novo vídeo para "One Pure Thought", do Hot Chip. O grupo inglês continua com seus clipes lúdicos, e dessa vez apostaram em técnicas bacanas de animação. A música é parte do terceiro álbum de estúdio do grupo, Made In the Dark.
One Pure Thought
One Pure Thought
Tags: hot chip, made in the dark
[Bate-Estaca] O melhor do revival dos anos 90...
Que há um revival dos anos 90 em andamento todo mundo já sabe.
Tem a new rave e toda aquela fanfarra fluorescente. Tem os fãs de Daft Punk, como Justice e Digitalism, atuais bibelôs da mídia. Tem a febre do picote, do retalhamento frenético de produtores como Duke Dumont, Yuksek e Sinden, cuja semente é a edição ríspida e imprevisível de Aphex Twin lá atrás em "Windowlicker" (de 99).
Tem também a faixa "This is the Way", do Curves, pelo selo Institubes, que eu jurava ter sido gravada em 1993. Seu estilo não está tão longe do gênero populista conhecido como bassline house, que é nada mais que um update do speed garage dos anos 90 (o speed garage foi o predecessor do UK garage e do 2-step).
Tem o álbum do Burial, Untrue , que parece ser um Blue Lines, do Massive Attack, para esta década. E, claro, tem a própria estética dubstep, que ao aliar dub e derivados viajantes de música eletrônica, traz uma proposta similar (menos a tensão urbanóide) a que grupos como The Orb, Banco de Gaia e Rockers Hi-Fi apresentaram no começo da década passada.
E ainda tem o tal do "neo-trance", onde gente como Oliver Koletzki e Guy Gerber resgata arranjos e timbres dos primórdios do trance, de selos como Eye Q e MFS.
E tem a minha parte favorita: os pianos! "Remember Love", do Nôze, "My Piano", do Hot Chip, "Hearts on Fire", do Cut Copy, o remix do Herve para "Lick It", do Larry Tee, são algumas das faixas do ano passado que revitalizaram esse instrumento tão caro para a dance music. O piano teve seu apogeu no começo dos anos 90, sendo usado e abusado por todo o espectro da música eletrônica de então, do garage ao hardcore, do trance ao progressivo.
Então, muitos pianos em 2008 por favor. São mais que bem-vindos. Como inspiração aí vão cinco trechos de pianos clássicos do passado. Você sabe de que músicas são?
O PRIMEIRO que acertar ganha dois pares de VIPs para a próxima Discology vs Quebrada no Vegas. Respostas nos comments.
Cinco pianos clássicos do passado
10.01.08 22:5510 comentários
Dica!

Tem a new rave e toda aquela fanfarra fluorescente. Tem os fãs de Daft Punk, como Justice e Digitalism, atuais bibelôs da mídia. Tem a febre do picote, do retalhamento frenético de produtores como Duke Dumont, Yuksek e Sinden, cuja semente é a edição ríspida e imprevisível de Aphex Twin lá atrás em "Windowlicker" (de 99).
Tem também a faixa "This is the Way", do Curves, pelo selo Institubes, que eu jurava ter sido gravada em 1993. Seu estilo não está tão longe do gênero populista conhecido como bassline house, que é nada mais que um update do speed garage dos anos 90 (o speed garage foi o predecessor do UK garage e do 2-step).
Tem o álbum do Burial, Untrue , que parece ser um Blue Lines, do Massive Attack, para esta década. E, claro, tem a própria estética dubstep, que ao aliar dub e derivados viajantes de música eletrônica, traz uma proposta similar (menos a tensão urbanóide) a que grupos como The Orb, Banco de Gaia e Rockers Hi-Fi apresentaram no começo da década passada.
E ainda tem o tal do "neo-trance", onde gente como Oliver Koletzki e Guy Gerber resgata arranjos e timbres dos primórdios do trance, de selos como Eye Q e MFS.
E tem a minha parte favorita: os pianos! "Remember Love", do Nôze, "My Piano", do Hot Chip, "Hearts on Fire", do Cut Copy, o remix do Herve para "Lick It", do Larry Tee, são algumas das faixas do ano passado que revitalizaram esse instrumento tão caro para a dance music. O piano teve seu apogeu no começo dos anos 90, sendo usado e abusado por todo o espectro da música eletrônica de então, do garage ao hardcore, do trance ao progressivo.
Então, muitos pianos em 2008 por favor. São mais que bem-vindos. Como inspiração aí vão cinco trechos de pianos clássicos do passado. Você sabe de que músicas são?
O PRIMEIRO que acertar ganha dois pares de VIPs para a próxima Discology vs Quebrada no Vegas. Respostas nos comments.
Cinco pianos clássicos do passado
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Tags: piano, anos 90, burial, cut copy, hot chip, curves, aphex twin, daft punk
[.::musicness::.] TIM Festival, Curitiba - 31/10
06.11.07 03:523 comentários
Certezas que ficaram após a edição curitibana do TIM Festival:
1.ª - Brandon Flowers acorda querendo ser ou Bono Vox, ou Morrissey. O cara é de uma grande eloquência e postura no palco capaz de causar inveja ao líder do U2, ao mesmo tempo em que é "doce" como o ex-Smith durante o show, jogando uma florzinha aqui, outra ali. Já o restante do The Killers se contenta em ser mórmon. Ficavam impassíveis mesmo com todo o público cantando junto.

2.ª - A Björk é o PT da música. Ou o cara é seguidor fanático, ou não desce mesmo. Não tem aquela de "não gosto dela, mas o show foi legal". Foi a atração que mais dividiu opiniões. No Rio funcionou melhor, talvez pelo espaço menor. A graça do show ficou por conta do reacTable - que divertia um dos músicos - e em jogar glowsticks nos asseclas trombeteiros castrados do Himalaia, que Björk adquiriu enquanto procurava umas batinas descoladas na Birmânia.
3.ª - Falem mal, falem bem. Ao vivo, os moleques do Arctic Monkeys são do cacete! Imagino como é assistir ao show em um espaço menor. Vendo tête a tête, as músicas ficam bem mais pesadas. E mesmo que eles não sejam muito de falar, o público fala por eles: até os curitibanos - bichos arredios, não dados a demonstrações de alegria em público - cantaram durante todo o show.
4.ª - Tudo bem que festival em dia de semana precisa acabar cedo. Mas começar muito cedo também não dá! O Hot Chip tocou para meia dúzia de nego. Aqui no .::musicness::., o máximo que se viu foram as duas músicas de encerramento. Portanto, sem comentário para eles.
5.ª - Curitiba merece ganhar, sim, uma edição anual do festival. Mesmo numa quarta-feira, com rodada quente do Brasileirão, conseguiu reunir quase 20 mil cabeças. O público estava animadão, se esgoelou de cantar as músicas (mesmo as da Björk) e além de tudo é um povo super rabudo: a semana toda Curitiba foi castigada por uma forte chuva. Agora mesmo, enquanto escrevo, cai o maior toró lá fora. Mas na quarta, dia do festival, nem uma gota. E em termos de organização, deu um baile no Rio e em São Paulo, que tiveram um monte de problemas.

Por Diogo Dreyer, fotos por Joel Rocha (Divulgação TIM)
1.ª - Brandon Flowers acorda querendo ser ou Bono Vox, ou Morrissey. O cara é de uma grande eloquência e postura no palco capaz de causar inveja ao líder do U2, ao mesmo tempo em que é "doce" como o ex-Smith durante o show, jogando uma florzinha aqui, outra ali. Já o restante do The Killers se contenta em ser mórmon. Ficavam impassíveis mesmo com todo o público cantando junto.

2.ª - A Björk é o PT da música. Ou o cara é seguidor fanático, ou não desce mesmo. Não tem aquela de "não gosto dela, mas o show foi legal". Foi a atração que mais dividiu opiniões. No Rio funcionou melhor, talvez pelo espaço menor. A graça do show ficou por conta do reacTable - que divertia um dos músicos - e em jogar glowsticks nos asseclas trombeteiros castrados do Himalaia, que Björk adquiriu enquanto procurava umas batinas descoladas na Birmânia.
3.ª - Falem mal, falem bem. Ao vivo, os moleques do Arctic Monkeys são do cacete! Imagino como é assistir ao show em um espaço menor. Vendo tête a tête, as músicas ficam bem mais pesadas. E mesmo que eles não sejam muito de falar, o público fala por eles: até os curitibanos - bichos arredios, não dados a demonstrações de alegria em público - cantaram durante todo o show.
4.ª - Tudo bem que festival em dia de semana precisa acabar cedo. Mas começar muito cedo também não dá! O Hot Chip tocou para meia dúzia de nego. Aqui no .::musicness::., o máximo que se viu foram as duas músicas de encerramento. Portanto, sem comentário para eles.
5.ª - Curitiba merece ganhar, sim, uma edição anual do festival. Mesmo numa quarta-feira, com rodada quente do Brasileirão, conseguiu reunir quase 20 mil cabeças. O público estava animadão, se esgoelou de cantar as músicas (mesmo as da Björk) e além de tudo é um povo super rabudo: a semana toda Curitiba foi castigada por uma forte chuva. Agora mesmo, enquanto escrevo, cai o maior toró lá fora. Mas na quarta, dia do festival, nem uma gota. E em termos de organização, deu um baile no Rio e em São Paulo, que tiveram um monte de problemas.

Por Diogo Dreyer, fotos por Joel Rocha (Divulgação TIM)
Tags: the killers, arctic monkeys, bjork, hot chip, curitiba, tim festival
João Anzolin (joaoanzolin @ hotmail.com)
music expresses that which cannot be put into words and that which cannot remain silent
music expresses that which cannot be put into words and that which cannot remain silent
[Bate-Estaca] Drum'n'bass é mais influente do que você pensa
30.10.07 17:503 comentários
Pode não parecer à primeira vista, mas muita gente aí tem uma boa dívida com o drum'n'bass.
Bjork, a estrela maior do TIM desse ano, é o primeiro caso que vem à cabeça. Afinal, ela já foi mulher de Goldie, a primeira estrela do drum'n'bass.
Já Joe Goddard, do Hot Chip, contou para o rraurl.com que começou a ouvir música eletrônica através do drum'n'bass.
A conexão também é óbvia com Sinden e Herve (ou Count of Mount Cristal, que acabou não vindo). Repare no bassline de algumas de suas produções e remixes.
Sem falar que tem gente apontando influência do grime no vocal de Alex Turner, do Arctic Monkeys. E o grime é um descendente indireto do DB.
Saindo do Tim, tem vários outros exemplos.
Um dia desses, o minimalista dark Konrad Black contou pro rraurl.com que era totalmente envolvido com DB, incusive produzia faixas nesse estilo. O popular inglês Kissy Sell Out é outro que diz dever muito ao "drum". Já o selo Fat!, uma das marcas mais respeitadas do breakbeat, teve uma encarnação anterior como Certificate 18, um selo de adivinhe? DB, claro.
No Brasil, alguns meses atrás, Mau Mau surpreendeu na noite do DJ Andy tocando um set de novidades fresquinhas do gênero. Ele contou pro Andy que sempre compra discos de drum'n'bass. E não poderíamos deixar de fora o maestro Laurent Garnier. Nenhum set seu estaria completo sem "a hora em que ele toca um drum'n'bass."
Ouça abaixo quatro pedradas do DB dos anos 90:
Breakbeat Era - Past Life
Alex Reece - Pulp Fiction
Goldie - Inner City Life
Danny Breaks - Droppin' Science Vol. 1 (DJ Harmony Remix)
Bjork, a estrela maior do TIM desse ano, é o primeiro caso que vem à cabeça. Afinal, ela já foi mulher de Goldie, a primeira estrela do drum'n'bass.
Já Joe Goddard, do Hot Chip, contou para o rraurl.com que começou a ouvir música eletrônica através do drum'n'bass.
A conexão também é óbvia com Sinden e Herve (ou Count of Mount Cristal, que acabou não vindo). Repare no bassline de algumas de suas produções e remixes.
Sem falar que tem gente apontando influência do grime no vocal de Alex Turner, do Arctic Monkeys. E o grime é um descendente indireto do DB.
Saindo do Tim, tem vários outros exemplos.
Um dia desses, o minimalista dark Konrad Black contou pro rraurl.com que era totalmente envolvido com DB, incusive produzia faixas nesse estilo. O popular inglês Kissy Sell Out é outro que diz dever muito ao "drum". Já o selo Fat!, uma das marcas mais respeitadas do breakbeat, teve uma encarnação anterior como Certificate 18, um selo de adivinhe? DB, claro.
No Brasil, alguns meses atrás, Mau Mau surpreendeu na noite do DJ Andy tocando um set de novidades fresquinhas do gênero. Ele contou pro Andy que sempre compra discos de drum'n'bass. E não poderíamos deixar de fora o maestro Laurent Garnier. Nenhum set seu estaria completo sem "a hora em que ele toca um drum'n'bass."
Ouça abaixo quatro pedradas do DB dos anos 90:
Breakbeat Era - Past Life
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Alex Reece - Pulp Fiction
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Goldie - Inner City Life
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Danny Breaks - Droppin' Science Vol. 1 (DJ Harmony Remix)
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Tags: drum'n'nbass, goldie, bjork, hot chip, tim festival
[Bate-Estaca] Cheeeega de remixes...
26.10.07 00:5521 comentários
Deixem essas pobres faixas, mais gastas que sola de tênis de maratonista, mais rodadas que uma puta cinquentona do cais de Santos, em paz por favor, sem mais remixes, mash-ups, bootlegs, edits, versões ou "intervenções"...
"Harder Better Faster Stronger" Daft Punk
"Over and Over" Hot Chip
"DANCE" Justice
"Shake N Pop" Green Velvet
... e já que estamos aqui vamos fazer um acordo mundial para ninguém mais tocar "Blue Monday", do New Order, no planeta Terra pelos próximos cinco anos, pode ser?
E você, tem alguma faixa que você acha que deve ser deixada quieta pela próxima década?
"Harder Better Faster Stronger" Daft Punk
"Over and Over" Hot Chip
"DANCE" Justice
"Shake N Pop" Green Velvet
... e já que estamos aqui vamos fazer um acordo mundial para ninguém mais tocar "Blue Monday", do New Order, no planeta Terra pelos próximos cinco anos, pode ser?
E você, tem alguma faixa que você acha que deve ser deixada quieta pela próxima década?
Tags: hot chip, daft punk, new order, green velvet, justice
[QG DO RRAURL] Amy W, Bjork, Hot Chip e Girl Talk no Tim
21.06.07 21:4043 comentários
Um passarinho pousou na janela do rraurl.com e revelou que já estão fechados para o Tim Festival desse ano Bjork, Amy Winehouse, Hot Chip e Girl Talk (mega-mashupeiros dos EUA). A fonte é altamente segura e é tudo que podemos dizer. Aguarde e confirme.
O Tim Festival rola em outubro no Rio e em São Paulo.
O Tim Festival rola em outubro no Rio e em São Paulo.
Tags: tim festival, bjork, amy winehouse, girls talk, hot chip