Resultados com a tag: minimal (2 resultados)
[.::musicness::.] Robert Babicz em tour pelo Brasil
20.11.08 15:526 comentários


E aproveitando a febre minimal, mais um DJ/produtor do estilo dá as caras aqui pela terrinha. Robert Babicz tem um bom terreno andado no meio eletrônico uma vez que sua história como artista começou em 1993 na Alemanha, quando era conhecido como Rob Acid.

Hoje em dia produz e toca um minimal classudo, que deve dar o tom das suas apresentações por aqui neste fim de semana. É só dar uma conferida no seu MySpace e ficar no mínimo curioso pra saber como deve ser o set ao vivo.

Esta é a segunda tour pelo país e incluem Curitiba (Café De La Musique - 20/11), São Paulo (Club Cally - 21/11) e Carazinho (Skytronic - 22/11).
Tags: robert babicz, minimal
Raul Aguilera
Raul Aguilera (djraulaguilera @ gmail.com)
Hey music lover!
[Soundscoop] Adrian Orange: Tristeza fina...
03.11.08 20:05Deixe seu comentário
Para quem concorda que estes são tempos melancólicos, fica a dica: It Ain't Me Baby, do compositor Adrian Orange, cortou meu coração. Vocais, violão e só. Minimalismo que deixaria Philip Glass com inveja. A faixa é antiga, e o rapaz deixou um pouco de lado o folk tristonho nos últimos tempos. Agora ele aposta em um som mais percussivo e hipnótico, mas ainda vale a espiada. Outro projeto de Orange é o Thanksgiving, para quem tiver curiosidade em acompanhar outras facetas do trabalho do rapaz.


Adrian Orange - "It Ain't Me Baby"
Tags: adrian orange, folk, minimal, tristeza
Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil (marcvs @ rraurl.com)
twitter.com/marcvs
[Todo DJ Já Sambou] Basta já de minimal
28.08.08 20:4654 comentários
Enquanto aguardo a hora de ir para o Palácio das Artes ver a abertura do Eletronika, com show de Fernanda Takai e Maki Nomiya, do Pizzicato Five, aqui em BH, aproveito pra ouvir de novo "Minimal", do Matias Aguayo, em remix do Koze.

Quanto mais vezes eu ouço, mas entendo o espírito de auto-tiração de onda. Mas também começo a achar que é um pouco de desabafo mesmo.

Porque o minimal virou música eletrônica genérica, né, gente. É só colocar uns loops mais secos, uns graves mais hipnóticos, uns barulhinhos e pronto. Nasce uma nova faixa de minimal.

Então se essa música do Matias é uma espécie de protesto, um pedido, um recado, eu assino embaixo. E, se as coisas continuarem como vão, em breve alguém lança uma "Basta Ya de New Disco", né.

Abaixo um trechinho da letra:

Cuz that music has no groove, has no balls
No me hace pumpin pumpin pumpin
Porque yo quiero bailar
Con un ritmo mas nocturno
Mas profundo mas sensual
Basta ya de minimal
Que es lo que bailo, otras movidas
Mas adelante, you gonna get
Porque yo quiero bailar, con un ritmo mas nocturno , mas profundo,
mas sensua,l basta ya de minimal!



E a música, você ouve aqui:
Tags: matias aguayo, minimal
Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[Bate-Estaca] A falta de groove em 2007
13.12.07 22:3015 comentários
O túmulo do groove?
O túmulo do groove?
Algumas semanas atrás o conhecido crítico americano Sasha Frere-Jones escreveu um artigo para a revista New Yorker onde lamenta e tenta entender porque "o rock and roll, a música popular mais miscigenada que já existiu, passou por um remanejamento racial nos anos 90. Por que tantas bandas de rock brancas haviam abandonado o modo eufórico de cantar e os tons intensos, quase-vocais da guitarra do blues, a batida africana pesada e a performance elaborada que caracterizou a música negra de meados do século 20?".

Usando bandas como Arcade Fire, Pavement e Decemberists, o crítico não se conforma como "o ritmo passou a ser descartado [justamente] numa expressão artística que nasceu como uma celebração das possibilidades do ritmo". Em outras palavras, o rock havia perdido seu elo com a música negra, com o groove e a com a emoção à flor da pele. Frere-Jones arremata, declarando que o rock optou pela "fraqueza e pela monotonia, confundindo isso com autenticidade e significância."

Essa falta de groove no rock certamente explica minha enorme preguiça com 90% das bandas desse gênero dos últimos dez anos (15, na real, lembrei que detesto grunge no geral). E, se o rock está com esse problema, me solidarizo com o colega escriba. Porque na dance music de 2007 estivemos passando por esse mesmo problema da falta de groove.

Sempre teve música eletrônica ou de pista "sem groove", ou seja, absolutamente cortada da raiz de música negra que foi a sua matriz rítmica: EBM, hard techno, psy-trance e gabba são alguns exemplos bem conhecidos. Mas esse ano, dois dos gêneros mais em evidência na mídia e nas pistas se caracterizaram por erradicar qualquer exercício rítmico que fosse um pouco mais maleável que uma colher de pau ou um poste de concreto. As metáforas já entregam: é o minimal techno e o electro-rock-noise-new rave.

Exemplares recentes de faixas de Bruno Pronsato, Pheek, Marc Houle, Gaiser e Barem
Yuksek
Yuksek
(como se vê, a Minus tem muito a responder) não me deixam mentir. Tem muitos discos aí que tentaram minimizar tanto as coisas que não sobrou espaço para uma entidade tão aparecida e exuberante como o groove. Nesses discos, tracks ralas, esfareladas até sobrarem só cliques, claques, shlakcs e plocs, o "crocante" é preferível ao "recheado". Pode ser bem produzido, ter uma sonoridade bem trabalhada, um ruidinho divertido ali ou ainda puxar timbres interessantes ou inovadores (parem de rir aí no fundo..). Continuo sentindo falta de mais gordura e de sacolejo.

Na outra ponta, temos o barulho das serras elétricas e das furadeiras tentando compor uma levada que é como alguém marchando com paralelepípedos presos nos pés. Pense em certas faixas de Justice, Yuksek, Erol Alkan e DatA. E Boyz Noise: alguém já tentou ouvir seu álbum inteiro? É exaustivo. O remix do Soulwax para "Standing in the Way of Control", do Gossip, é um exemplo primoroso de excesso da estética barulhenta: toda a força soul e o balanço pontudo do original acabam soterrados por distorção e sons picotados ad infinitum.

Como reflexão para 2008, vale o que já dizia o Chic, em "Everybody Dance": "And it don't mean a thing if it ain't got that swing." (e não significa nada se não tiver aquele suingue."
Tags: minimal, new rave, sasha frere-jones
Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!