[Bebop, moda urbana] Motomix
02.07.08 00:325 comentários
Eu havia me programado pra chegar cedo e tirar uma série de fotos do povo no evento. Um imprevisto me fez chegar às cinco da tarde, e pra ajudar nessa época do ano a noite chega mais cedo. Enfim, do que deu pra fotografar, abaixo os mais bacanas. Desde estampas, óculos, bolsas, à tênis (claro que eu não ia deixar passar!).





















Tags: motomix, tênis, estampas, parque do ibirapuera
[Bate-Estaca] Black Devil Fiasco Club
03.12.07 18:2514 comentários
Não existe nada mais triste do que ver um artista, no espaço de uma hora, passar da posição de mito à de mico. Pois não existe outra maneira de classificar a tenebrosa performance do Black Devil Disco Club, no D-Edge. Toda a aura de mistério, alimentada por anos com histórias de um estúdio secreto em Paris, de uma obra-prima de disco excêntrica esquecida, pela capa com aquela "demônia" sedutora, tudo isso caiu por terra quando um tiozinho com cara de Ivan Lins (copyright Muti Randolph) e outro mais novo com cara de que não queria estar ali (conhecidos como Bernard Fèvre e Gwen Jamois) fizeram um live PA fraco, repetitivo e com brochantes pausas entre TODAS as músicas.
Eu gosto muito de algumas faixas dos álbuns do BDDC, seus fragmentos analógicos, suas batidas oblíquas e seus vocais e melodias teleportados de algum Plano 9 do Espaço Sideral. Mas também nunca achei que estivesse diante de uma tumba do faraó Tutankhamon, um tesouro sem preço finalmente desenterrado. No frigir dos neurônios, continuo investindo meu dinheiro em nomes como Patrick Adams, Orlando Riva, Giorgio Moroder e Gino Soccio como arquitetos definitivos do orgasmo cósmico em forma de pulso e melodia. O Black Devil é uma curiosidade de boa qualidade musical, mas uma curiosidade. Influente? Impossível. Como um álbum que desde 1978 tinha sido ouvido por apenas 37 pessoas pode ser influente?
Mesmo assim, havia muito potencial para um bom show e eu fui empolgado. Que decepção!
Veja bem, existem alguns fatores fundamentais para um live PA dar certo. Quando o público conhece e gosta do artista ou das músicas dá certo. Quando é bem estruturado e flui bem dá certo. Quando surpreende aqueles que não o conhecem e os pega pelo estômago, não dando nem chance de ir ao banheiro, dá muito certo.
BDDC não foi nada disso. A música não era familiar e ainda por cima era antiga, sem o peso ou timbres a que estão acostumadas as pistas de hoje. O excesso de cantoria, com muito "eeee-yeee-a-aiiii" e "tchu-tchurrru", deixou boa parte da pista entre ficar perplexa ou torcer o nariz. Boa parte se dirigiu ao bar. Se houvesse um esforço de apresentar a sequência de forma mais dinâmica, ininterrupta pelo menos!, com versões diferentes e até atualizadas, o estranhamento teria sido atenuado. Mas as pausas entre cada música, às vezes de meio minuto, só fizeram piorar as coisas. Este não era um show de uma banda, mas uma apresentação eletrônica num clube, puxa vida!
Para deixar os dois num aperto ainda maior, Renato Ratier acabou atrasando sua entrada e eles tiveram que repetir músicas, o que expôs ainda mais a condição de live 100% pré-formatado. Ratier chegou e já foi mixando sua primeira faixa, evidenciando o fato de que ninguém sentiu necessidade de aplaudir.
Realmente uma pena. Mas, na arena de 2007, com tantas opções e referências, é preciso ser um pouco mais criativo e esforçado para conquistar a platéia.
Eu gosto muito de algumas faixas dos álbuns do BDDC, seus fragmentos analógicos, suas batidas oblíquas e seus vocais e melodias teleportados de algum Plano 9 do Espaço Sideral. Mas também nunca achei que estivesse diante de uma tumba do faraó Tutankhamon, um tesouro sem preço finalmente desenterrado. No frigir dos neurônios, continuo investindo meu dinheiro em nomes como Patrick Adams, Orlando Riva, Giorgio Moroder e Gino Soccio como arquitetos definitivos do orgasmo cósmico em forma de pulso e melodia. O Black Devil é uma curiosidade de boa qualidade musical, mas uma curiosidade. Influente? Impossível. Como um álbum que desde 1978 tinha sido ouvido por apenas 37 pessoas pode ser influente?Mesmo assim, havia muito potencial para um bom show e eu fui empolgado. Que decepção!
Veja bem, existem alguns fatores fundamentais para um live PA dar certo. Quando o público conhece e gosta do artista ou das músicas dá certo. Quando é bem estruturado e flui bem dá certo. Quando surpreende aqueles que não o conhecem e os pega pelo estômago, não dando nem chance de ir ao banheiro, dá muito certo.
BDDC não foi nada disso. A música não era familiar e ainda por cima era antiga, sem o peso ou timbres a que estão acostumadas as pistas de hoje. O excesso de cantoria, com muito "eeee-yeee-a-aiiii" e "tchu-tchurrru", deixou boa parte da pista entre ficar perplexa ou torcer o nariz. Boa parte se dirigiu ao bar. Se houvesse um esforço de apresentar a sequência de forma mais dinâmica, ininterrupta pelo menos!, com versões diferentes e até atualizadas, o estranhamento teria sido atenuado. Mas as pausas entre cada música, às vezes de meio minuto, só fizeram piorar as coisas. Este não era um show de uma banda, mas uma apresentação eletrônica num clube, puxa vida!
Para deixar os dois num aperto ainda maior, Renato Ratier acabou atrasando sua entrada e eles tiveram que repetir músicas, o que expôs ainda mais a condição de live 100% pré-formatado. Ratier chegou e já foi mixando sua primeira faixa, evidenciando o fato de que ninguém sentiu necessidade de aplaudir.
Realmente uma pena. Mas, na arena de 2007, com tantas opções e referências, é preciso ser um pouco mais criativo e esforçado para conquistar a platéia.
Tags: black devil disco club, disco music, d-edge, motomix
[QG DO RRAURL] Black Devil Disco Club Live
23.11.07 02:302 comentários
E a noite Freak Chic do D-Edge está virando um celeiro vintage de acts eletrônicos, com Alexander Robotnick e Black Devil Disco Club como convidados. o BDDC é atração do Motomix na sexta que vem, lá na Barra Funda, e promete ser uma noite concorrida. Veja alguns footages de apresentações de Bernard Fèvre em 2007.
No vídeo abaixo, Bernard e Gwen tocam no clube UFO, num vídeo mais intenso, provavelmente mais animado apesar de não ser possível ver a audiência.
Nesse aqui, no festival francês Villete Sonique, ele deve ter sido escalado para abrir alguém, dada a animação nula do povo, apesar do live consistente.
No vídeo abaixo, Bernard e Gwen tocam no clube UFO, num vídeo mais intenso, provavelmente mais animado apesar de não ser possível ver a audiência.
Nesse aqui, no festival francês Villete Sonique, ele deve ter sido escalado para abrir alguém, dada a animação nula do povo, apesar do live consistente.
Tags: black devil disco club, bernard fèvre, motomix, freakchic, d-edge
[QG DO RRAURL] Reiterando informações
18.10.07 17:25Deixe seu comentário
Ontem e hoje foram dias de confusão na esfera musical, então estamos reiterando algumas informações:
DJ Mehdi não vem tocar no Glória. A confusão repercutiu até hoje cedo nos jornais, mas que vem é o francês Mehdi Pinson, mais conhecido como DVNO, da banda Scenario Rock.
Eagles Of Death Metal vem para o Motomix sem Josh Homme, vocal, guitarra e principal figura de outra banda, o Queens of The Stone Age.
E está confirmado, o She Wants Revenge vem mesmo tocar no Nokia Trends. A dica veio ontem à noite do blog Ilustrada No Pop e a assessoria confirmou. O Estadão deu hoje uma entrevista com Adam Bravin, baixista da banda, que pode ser lida aqui por assinantes.
DJ Mehdi não vem tocar no Glória. A confusão repercutiu até hoje cedo nos jornais, mas que vem é o francês Mehdi Pinson, mais conhecido como DVNO, da banda Scenario Rock.
Eagles Of Death Metal vem para o Motomix sem Josh Homme, vocal, guitarra e principal figura de outra banda, o Queens of The Stone Age.
E está confirmado, o She Wants Revenge vem mesmo tocar no Nokia Trends. A dica veio ontem à noite do blog Ilustrada No Pop e a assessoria confirmou. O Estadão deu hoje uma entrevista com Adam Bravin, baixista da banda, que pode ser lida aqui por assinantes.
Tags: she wants revenge, motomix, nokia trends 2007