[QG DO RRAURL] Back to the Future
13.05.08 08:203 comentários
To pesquisando um monte de new rave / synth pop / hip-hop de 78-82 e achei essa foto maravilhosa:

Tina Weymouth (Talking Heads / Tom Tom Club) e Grandmaster Flash em NYC, 1981
E resolvi mandar uns clássicos!
Tom Tom Club - Wordy Rappinghood (12" edit)
Gwen Guthrie - Seventh Heaven (Larry Levan Mix)
New Muzik - Warp
Gary Numan - Metal
The Clash - Outside Broadcast
Sugarhill Gang - Rapper's Delight
Grandmaster Flash - White Lines (Don't Don't Do It)
Men Without Hats - The Safety Dance
Sophie St. Laurent - Sex Appeal

Tina Weymouth (Talking Heads / Tom Tom Club) e Grandmaster Flash em NYC, 1981
E resolvi mandar uns clássicos!
Flash Content
Tom Tom Club - Wordy Rappinghood (12" edit) (mp3)Tom Tom Club - Wordy Rappinghood (12" edit)
Flash Content
Gwen Guthrie - Seventh Heaven (Larry Levan Mix) (mp3)Gwen Guthrie - Seventh Heaven (Larry Levan Mix)
Flash Content
New Musik - Warp (mp3)New Muzik - Warp
Flash Content
Gary Numan - Metal (mp3)Gary Numan - Metal
Flash Content
The Clash - Outside Broadcast (mp3)The Clash - Outside Broadcast
Flash Content
Sugarhill Gang - Rapper's Delight (mp3)Sugarhill Gang - Rapper's Delight
Flash Content
Grandmaster Flash - White Lines (Don't Don't Do It) (mp3)Grandmaster Flash - White Lines (Don't Don't Do It)
Flash Content
Men Without Hats - The Safety Dance (mp3)Men Without Hats - The Safety Dance
Flash Content
Sophie St. Laurent - Sex Appeal (mp3)Sophie St. Laurent - Sex Appeal
Tags: rap, new rave, symth pop
[Bate-Estaca] A falta de groove em 2007
Algumas semanas atrás o conhecido crítico americano Sasha Frere-Jones escreveu um artigo para a revista New Yorker onde lamenta e tenta entender porque "o rock and roll, a música popular mais miscigenada que já existiu, passou por um remanejamento racial nos anos 90. Por que tantas bandas de rock brancas haviam abandonado o modo eufórico de cantar e os tons intensos, quase-vocais da guitarra do blues, a batida africana pesada e a performance elaborada que caracterizou a música negra de meados do século 20?".
Usando bandas como Arcade Fire, Pavement e Decemberists, o crítico não se conforma como "o ritmo passou a ser descartado [justamente] numa expressão artística que nasceu como uma celebração das possibilidades do ritmo". Em outras palavras, o rock havia perdido seu elo com a música negra, com o groove e a com a emoção à flor da pele. Frere-Jones arremata, declarando que o rock optou pela "fraqueza e pela monotonia, confundindo isso com autenticidade e significância."
Essa falta de groove no rock certamente explica minha enorme preguiça com 90% das bandas desse gênero dos últimos dez anos (15, na real, lembrei que detesto grunge no geral). E, se o rock está com esse problema, me solidarizo com o colega escriba. Porque na dance music de 2007 estivemos passando por esse mesmo problema da falta de groove.
Sempre teve música eletrônica ou de pista "sem groove", ou seja, absolutamente cortada da raiz de música negra que foi a sua matriz rítmica: EBM, hard techno, psy-trance e gabba são alguns exemplos bem conhecidos. Mas esse ano, dois dos gêneros mais em evidência na mídia e nas pistas se caracterizaram por erradicar qualquer exercício rítmico que fosse um pouco mais maleável que uma colher de pau ou um poste de concreto. As metáforas já entregam: é o minimal techno e o electro-rock-noise-new rave.
Exemplares recentes de faixas de Bruno Pronsato, Pheek, Marc Houle, Gaiser e Barem
(como se vê, a Minus tem muito a responder) não me deixam mentir. Tem muitos discos aí que tentaram minimizar tanto as coisas que não sobrou espaço para uma entidade tão aparecida e exuberante como o groove. Nesses discos, tracks ralas, esfareladas até sobrarem só cliques, claques, shlakcs e plocs, o "crocante" é preferível ao "recheado". Pode ser bem produzido, ter uma sonoridade bem trabalhada, um ruidinho divertido ali ou ainda puxar timbres interessantes ou inovadores (parem de rir aí no fundo..). Continuo sentindo falta de mais gordura e de sacolejo.
Na outra ponta, temos o barulho das serras elétricas e das furadeiras tentando compor uma levada que é como alguém marchando com paralelepípedos presos nos pés. Pense em certas faixas de Justice, Yuksek, Erol Alkan e DatA. E Boyz Noise: alguém já tentou ouvir seu álbum inteiro? É exaustivo. O remix do Soulwax para "Standing in the Way of Control", do Gossip, é um exemplo primoroso de excesso da estética barulhenta: toda a força soul e o balanço pontudo do original acabam soterrados por distorção e sons picotados ad infinitum.
Como reflexão para 2008, vale o que já dizia o Chic, em "Everybody Dance": "And it don't mean a thing if it ain't got that swing." (e não significa nada se não tiver aquele suingue."
13.12.07 22:3015 comentários
O túmulo do groove?

Usando bandas como Arcade Fire, Pavement e Decemberists, o crítico não se conforma como "o ritmo passou a ser descartado [justamente] numa expressão artística que nasceu como uma celebração das possibilidades do ritmo". Em outras palavras, o rock havia perdido seu elo com a música negra, com o groove e a com a emoção à flor da pele. Frere-Jones arremata, declarando que o rock optou pela "fraqueza e pela monotonia, confundindo isso com autenticidade e significância."
Essa falta de groove no rock certamente explica minha enorme preguiça com 90% das bandas desse gênero dos últimos dez anos (15, na real, lembrei que detesto grunge no geral). E, se o rock está com esse problema, me solidarizo com o colega escriba. Porque na dance music de 2007 estivemos passando por esse mesmo problema da falta de groove.
Sempre teve música eletrônica ou de pista "sem groove", ou seja, absolutamente cortada da raiz de música negra que foi a sua matriz rítmica: EBM, hard techno, psy-trance e gabba são alguns exemplos bem conhecidos. Mas esse ano, dois dos gêneros mais em evidência na mídia e nas pistas se caracterizaram por erradicar qualquer exercício rítmico que fosse um pouco mais maleável que uma colher de pau ou um poste de concreto. As metáforas já entregam: é o minimal techno e o electro-rock-noise-new rave.
Exemplares recentes de faixas de Bruno Pronsato, Pheek, Marc Houle, Gaiser e Barem
Yuksek

Na outra ponta, temos o barulho das serras elétricas e das furadeiras tentando compor uma levada que é como alguém marchando com paralelepípedos presos nos pés. Pense em certas faixas de Justice, Yuksek, Erol Alkan e DatA. E Boyz Noise: alguém já tentou ouvir seu álbum inteiro? É exaustivo. O remix do Soulwax para "Standing in the Way of Control", do Gossip, é um exemplo primoroso de excesso da estética barulhenta: toda a força soul e o balanço pontudo do original acabam soterrados por distorção e sons picotados ad infinitum.
Como reflexão para 2008, vale o que já dizia o Chic, em "Everybody Dance": "And it don't mean a thing if it ain't got that swing." (e não significa nada se não tiver aquele suingue."
Tags: minimal, new rave, sasha frere-jones
[QG DO RRAURL] Nova compilação da Kitsuné sai em junho
21.05.07 21:556 comentários
A nova compilação da Kitsuné sai no dia 11 de junho. Berço de toda essa história de new-rave, a famosa gravadora francesa de electro/rock é casa de bandas como Klaxons, Digitalism, Simian Mobile Disco e the Gossip. Entre os nomes que aparecem nessa nova coletânea estão Crystal Castles, Foals e Hadouken!
A edição anterior foi lançada no fim de novembro do ano passado. O disco vinha com hits como "Zdarlight" do Digitalism, "Standing In The Way Of Control" do Gossip e "Gravity's Rainbow" do Klaxons.
A edição anterior foi lançada no fim de novembro do ano passado. O disco vinha com hits como "Zdarlight" do Digitalism, "Standing In The Way Of Control" do Gossip e "Gravity's Rainbow" do Klaxons.
Tags: kitsune, new-rave
[QG DO RRAURL] Simian Mobile Hustler
11.04.07 21:256 comentários
Tags: simian mobile disco, new rave, electrorock
[QG DO RRAURL] New Rave numa loja pertinho de você
12.01.07 21:203 comentários
Para a ira dos new ravers roots, agora ficou mais fácil de seguir a moda disseminada pela mídia inglesa. Segundo o Sunday Times, grandes redes de lojas de roupas como Dorothy Perkins e Miss Selfridges vão ter suas novas coleções inspiradas na tal da New Rave. Pode esperar muita fluorescência, estampas bizarras e acessórios infantis.
Do jeito que a coisa está, não vai espantar se a C&A lançar uma coleção com Smilies estampados e bonés do Pateta.
E pra que ainda não entendeu muito bem essa estética pastilhada, o clipe da música "Rave Dave" do grupo inglês Trash Fashion é muito didático. Confira aí.
Do jeito que a coisa está, não vai espantar se a C&A lançar uma coleção com Smilies estampados e bonés do Pateta.
E pra que ainda não entendeu muito bem essa estética pastilhada, o clipe da música "Rave Dave" do grupo inglês Trash Fashion é muito didático. Confira aí.
Tags: new rave