[.::musicness::.] Feiras reavivam paixão pelo vinil
25.04.08 08:192 comentários
Em tempos de mp3, myspace e iphones da vida existe um mercado paralelo que mantém vivo o culto ao vinil. Por iniciativa desses apaixonados pelo formato dos bolachões (e dos cds) surgem encontros e feiras paralelas que parecem um tanto exóticos num momento em que, dia sim e outro também, ouvimos ou lemos que esses formatos estão com os dias contados.
A Feira do Colecionador já vem acontecendo em Curitiba desde 2001, sendo que no começo rolavam apenas 1 vez ao ano. Agora acontecem 3 encontros anuais, sempre em feriados no meio da semana. Essa mesma Feira vem acontecendo em São Paulo, Santo André e várias outras localidades pelo Brasil também, segundo informou a organização.
Pelo que pude perceber in loco, o grosso dos títulos procurados são de Rock da fase 70 e 80: o Hard Rock e o Rock Progressivol reinam. Mas há quem ainda procure títulos raros de bossa nova e até a Música Sertaneja de raiz tem seu (pequeno) público cativo.
Dá pra achar também ótimos títulos de indie rock, rock nacional (de todas as décadas) e até algumas curiosidades eletrônicas. Saí de lá com um "Darklands" do Jesus & Mary Chain novinho, um "Doolitle" do Pixies em bom estado, "Nevermind" do Nirvana que tem que ter, o primeiro das Mercenárias, cada vez mais raro, e pra fechar o pacote, um promo/single de "Love Missile" do Sigue Sigue Sputnik, que é pra não perder o espírito trash.
Os preços dos discos e cds? Os mais variados possíveis: desde liquidação de lps de R$ 2,00 a títulos raros que passam dos R$ 150,00 (importados e bossa nova).
Interessante notar também que a maior parte do público é do sexo masculino, apesar de mulheres estarem presentes. A faixa etária é de acima dos 30 anos, mas encontra-se fácil gente que mal atinge a maioridade. E há desde o "tiozinho" que parece ter saído direto dos anos 70 (roupas, adereços e corte de cabelo) a até estilosos mods e rockabillies que parecem ter escapado de algum filme vintage. Basicamente um zoo visual da cultura pop/rock dos últimos 50 anos.
Essas feiras se divulgam mais via flyers, cartazes espalhados em sebos e lojas de áudio, além do boca a boca. Interessante, não? Pois então saiba que o próximo evento será em São Paulo no dia 1 de maio na Av. Paulista, 1499 (em frente ao MASP) das 10 às 16:30.
Pra ter uma idéia de como é essa história, dê um clique no vídeo abaixo:
A Feira do Colecionador já vem acontecendo em Curitiba desde 2001, sendo que no começo rolavam apenas 1 vez ao ano. Agora acontecem 3 encontros anuais, sempre em feriados no meio da semana. Essa mesma Feira vem acontecendo em São Paulo, Santo André e várias outras localidades pelo Brasil também, segundo informou a organização.
Pelo que pude perceber in loco, o grosso dos títulos procurados são de Rock da fase 70 e 80: o Hard Rock e o Rock Progressivol reinam. Mas há quem ainda procure títulos raros de bossa nova e até a Música Sertaneja de raiz tem seu (pequeno) público cativo.
Dá pra achar também ótimos títulos de indie rock, rock nacional (de todas as décadas) e até algumas curiosidades eletrônicas. Saí de lá com um "Darklands" do Jesus & Mary Chain novinho, um "Doolitle" do Pixies em bom estado, "Nevermind" do Nirvana que tem que ter, o primeiro das Mercenárias, cada vez mais raro, e pra fechar o pacote, um promo/single de "Love Missile" do Sigue Sigue Sputnik, que é pra não perder o espírito trash.
Os preços dos discos e cds? Os mais variados possíveis: desde liquidação de lps de R$ 2,00 a títulos raros que passam dos R$ 150,00 (importados e bossa nova).
Interessante notar também que a maior parte do público é do sexo masculino, apesar de mulheres estarem presentes. A faixa etária é de acima dos 30 anos, mas encontra-se fácil gente que mal atinge a maioridade. E há desde o "tiozinho" que parece ter saído direto dos anos 70 (roupas, adereços e corte de cabelo) a até estilosos mods e rockabillies que parecem ter escapado de algum filme vintage. Basicamente um zoo visual da cultura pop/rock dos últimos 50 anos.
Essas feiras se divulgam mais via flyers, cartazes espalhados em sebos e lojas de áudio, além do boca a boca. Interessante, não? Pois então saiba que o próximo evento será em São Paulo no dia 1 de maio na Av. Paulista, 1499 (em frente ao MASP) das 10 às 16:30.
Pra ter uma idéia de como é essa história, dê um clique no vídeo abaixo:
Tags: feira, vinil, cd
[Bate-Estaca] O salvador do vinil é o rock
Qualquer um que esteja ligado nas cabines onde saem sons como house, techno, electro e DB vai reparar na profusão de laptops, cases de CD, controladores e CDJs que tomou conta do cenário. A guerreira Technics permanece ali como um acessório a mais, muitas vezes mais por tradição do que por uso. Várias casas no sul já dispensaram o velho instrumento de vez. Se um DJ quiser tocar vinil, tem que avisar antes para que retirem as pick-ups de algum depósito empoeirado.
Outro dia cruzei o DJ Nuts numa das cabines da vida e vi ele tirando o laptop da mochila. "O Serato dominou no hip hop", ele me explicou. Depois, cruzei num aeroporto outro DJ dessa área, que eu não conhecia e cujo nome me fugiu agora, e ele foi taxativo: "Vai pro Serato, meu".
Eu, na real, prefiro CDs. Já dá pra sair tocando, sem precisar daquela função de ligar fios, e ainda deixo meu laptop em casa, longe dos cigarros e das bebidas. Eu sempre vou amar vinil (e sigo comprando clássicos) mas o material novo dos meus sets acaba sendo todo digital mesmo, por questões de economia, praticidade e facilidade/rapidez de acesso.
É por essas e outras que mais uma distribuidora de vinil para DJs tombou semana passada: a inglesa Amato. Apesar de que estão dizendo que foi má administração, certamente vendas menores tiveram seu papel na falência da empresa. A Amato distribuía mais de 100 selos, muitos deles entre os mais importantes em seus gêneros (Fat!, Stay Up Forever, Dubsided, Crosstown Rebels, 2020 Vision). Essas micro-empresas agora estão em péssimos lençóis, com mercadoria presa no depósito da Amato, judicialmente lacrado, e sem receber das vendas no varejo do último trimestre.
VINYL ROCKS
Enquanto segue o êxodo dos DJs de hip hop e eletrônico do vinil, quem tem garantido uma saudável sobrevida às bolachas pretas é o pop/rock, especialmente o indie/alternativo. O Coldplay chamou a atenção dois anos atrás quando prensou meio milhão de cópias em vinil do seu álbum X&Y. Hoje, praticamente toda banda anglo-americana que se preza lança seus discos em vinil também, o que faz muita gente prever que o CD vai morrer mas o vinil não.
"Para muitos de nós, e certamente para muitos de nossos artistas, o vinil é a verdadeira versão do lançamento", disse Patrick Amory, da Matador (Belle and Sebastian, Cat Power, Mogwai e Pavement), para a Wired.com. "É o formato escolhido por pessoas que realmente ligam para música."
Várias prensas nos EUA estão com previsões de crescimento para esse ano. O dono da Record Technology, na Califórnia, previu para a Wired.com um aumento de 25% na produção em 2007. Nada de música eletrônica e sim "jazz, blues, pop e muito rock clássico." A maior prova de que a tendência não é brincadeira é que a Amazon.com abriu agora uma seção de vinil. Esta semana, os destaques eram Pink Floyd, Beatles e Ryan Adams.
Já no Reino Unido, a indústria fonográfica divulgou um aumento de 13% nas vendas de discos em sete polegadas (os disquinhos de vinil) em 2007. Liderando o formato, está "Icky Thump", single dos White Stripes. Hoje, 2/3 dos lançamentos britânicos de singles também saem em vinil de sete polegadas. Em cinco anos, as vendas de vinil naquele país subiram cinco vezes.
No Brasil, alguns dos principais clientes da combalida Polysom (nossa única prensa, que vai ser agora socorrida pelo Ministério da Cultura) são selos de rock como Gravadora Discos (do povo do Autoramas) e Monstro. Já a cena eletrônica local meio que desencanou da Polysom, principalmente porque a qualidade de seu produto não servia para tocar em pista de dança.
E NÓS COM ISSO?
E aí? Devemos nos sentir mal com isso? Os DJs e fãs de música eletrônica/hip hop deveriam voltar atrás e tentar resgatar o vinil? Muito complicado. Os fãs de rock estão comprando vinis, mas deve ser raro alguém nesse estilo que compre mais de 20 vinis num ano, quando muito. O foco geralmente são bandas preferidas, singles favoritos, coisas para colecionar mesmo.
Os DJs e aspirantes tem que seguir outra abordagem: seu consumo é de, no mínimo, vinte músicas novas por semana. Já pensou comprar tudo isso em vinil? E mais: quem quer investir R$ 40-R$ 50 num vinil de techno que será tocado por dois meses, no máximo?
Este deve ser portanto o futuro do vinil: vivo sim, mas um formato para poucos, reservado apenas para as músicas que realmente o merecem.
22.11.07 22:303 comentários
Qualquer um que esteja ligado nas cabines onde saem sons como house, techno, electro e DB vai reparar na profusão de laptops, cases de CD, controladores e CDJs que tomou conta do cenário. A guerreira Technics permanece ali como um acessório a mais, muitas vezes mais por tradição do que por uso. Várias casas no sul já dispensaram o velho instrumento de vez. Se um DJ quiser tocar vinil, tem que avisar antes para que retirem as pick-ups de algum depósito empoeirado.Outro dia cruzei o DJ Nuts numa das cabines da vida e vi ele tirando o laptop da mochila. "O Serato dominou no hip hop", ele me explicou. Depois, cruzei num aeroporto outro DJ dessa área, que eu não conhecia e cujo nome me fugiu agora, e ele foi taxativo: "Vai pro Serato, meu".
Eu, na real, prefiro CDs. Já dá pra sair tocando, sem precisar daquela função de ligar fios, e ainda deixo meu laptop em casa, longe dos cigarros e das bebidas. Eu sempre vou amar vinil (e sigo comprando clássicos) mas o material novo dos meus sets acaba sendo todo digital mesmo, por questões de economia, praticidade e facilidade/rapidez de acesso.
É por essas e outras que mais uma distribuidora de vinil para DJs tombou semana passada: a inglesa Amato. Apesar de que estão dizendo que foi má administração, certamente vendas menores tiveram seu papel na falência da empresa. A Amato distribuía mais de 100 selos, muitos deles entre os mais importantes em seus gêneros (Fat!, Stay Up Forever, Dubsided, Crosstown Rebels, 2020 Vision). Essas micro-empresas agora estão em péssimos lençóis, com mercadoria presa no depósito da Amato, judicialmente lacrado, e sem receber das vendas no varejo do último trimestre.
VINYL ROCKS
Enquanto segue o êxodo dos DJs de hip hop e eletrônico do vinil, quem tem garantido uma saudável sobrevida às bolachas pretas é o pop/rock, especialmente o indie/alternativo. O Coldplay chamou a atenção dois anos atrás quando prensou meio milhão de cópias em vinil do seu álbum X&Y. Hoje, praticamente toda banda anglo-americana que se preza lança seus discos em vinil também, o que faz muita gente prever que o CD vai morrer mas o vinil não.
"Para muitos de nós, e certamente para muitos de nossos artistas, o vinil é a verdadeira versão do lançamento", disse Patrick Amory, da Matador (Belle and Sebastian, Cat Power, Mogwai e Pavement), para a Wired.com. "É o formato escolhido por pessoas que realmente ligam para música."
Várias prensas nos EUA estão com previsões de crescimento para esse ano. O dono da Record Technology, na Califórnia, previu para a Wired.com um aumento de 25% na produção em 2007. Nada de música eletrônica e sim "jazz, blues, pop e muito rock clássico." A maior prova de que a tendência não é brincadeira é que a Amazon.com abriu agora uma seção de vinil. Esta semana, os destaques eram Pink Floyd, Beatles e Ryan Adams.
Já no Reino Unido, a indústria fonográfica divulgou um aumento de 13% nas vendas de discos em sete polegadas (os disquinhos de vinil) em 2007. Liderando o formato, está "Icky Thump", single dos White Stripes. Hoje, 2/3 dos lançamentos britânicos de singles também saem em vinil de sete polegadas. Em cinco anos, as vendas de vinil naquele país subiram cinco vezes.
No Brasil, alguns dos principais clientes da combalida Polysom (nossa única prensa, que vai ser agora socorrida pelo Ministério da Cultura) são selos de rock como Gravadora Discos (do povo do Autoramas) e Monstro. Já a cena eletrônica local meio que desencanou da Polysom, principalmente porque a qualidade de seu produto não servia para tocar em pista de dança.
E NÓS COM ISSO?
E aí? Devemos nos sentir mal com isso? Os DJs e fãs de música eletrônica/hip hop deveriam voltar atrás e tentar resgatar o vinil? Muito complicado. Os fãs de rock estão comprando vinis, mas deve ser raro alguém nesse estilo que compre mais de 20 vinis num ano, quando muito. O foco geralmente são bandas preferidas, singles favoritos, coisas para colecionar mesmo.
Os DJs e aspirantes tem que seguir outra abordagem: seu consumo é de, no mínimo, vinte músicas novas por semana. Já pensou comprar tudo isso em vinil? E mais: quem quer investir R$ 40-R$ 50 num vinil de techno que será tocado por dois meses, no máximo?
Este deve ser portanto o futuro do vinil: vivo sim, mas um formato para poucos, reservado apenas para as músicas que realmente o merecem.
Tags: vinil, amato, indie rock, serato
[Todo DJ Já Sambou] Fôlego para a fábrica de vinis de Belford Roxo
19.10.07 21:271 comentário
Imagina a cena: um tiozinho, vestindo short elite (lembra?), camiseta e um avental de cozinha por cima, manuseia altos produtos químicos numa espécie de tanque de lavar roupa, com as mãos protegidas por uma luva destas amarelas, domésticas.
Não, ele não está tentando tirar uma mancha de molho de tomate da camisa. Ele é o galvonoplasta da Poly Som, guerreira fábrica de vinis em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Ele é o responsável por banhar de químicos a madre - a matriz que mais tarde servirá de molde para a prensagem dos vinis.
Ninguém me contou, eu vi a cena. Estive lá em 2001, fazendo uma matéria pra Ilustrada. Esta cena grudou de volta na minha retina hoje, quando vi a notícia no G1: "Ministério da Cultura estuda dar incentivos tributários da Lei Rouanet à Poly Som".
Tá aqui um trecho da notícia:
"Um projeto do Ministério da Cultura pode evitar que a única fábrica de vinil do Brasil - a Poly Som, de Belford Roxo, na Baixa Fluminense - feche as portas. Enfrentando dificuldades financeiras, a empresa pode receber incentivos fiscais da Lei Rouanet para evitar que a produção do LP não desapareça de vez do país."
Bom demais se for verdade. Porque eu nunca vi gente tão guerreira na minha vida. Primeiro que a fábrica tá instalada num dos locais mais remotos da baixada fluminense. Sério, foi difícil conseguir um taxi que topasse me levar até lá.
Segundo que eles realmente trabalham em condições muito precárias. Além do galvonoplasta, só há mais dois funcionários: o William, mocinho responsável pelo corte, e uma secretária.
Tô torcendo pra que este filme termine com final feliz :-)

Não, ele não está tentando tirar uma mancha de molho de tomate da camisa. Ele é o galvonoplasta da Poly Som, guerreira fábrica de vinis em Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Ele é o responsável por banhar de químicos a madre - a matriz que mais tarde servirá de molde para a prensagem dos vinis.
Ninguém me contou, eu vi a cena. Estive lá em 2001, fazendo uma matéria pra Ilustrada. Esta cena grudou de volta na minha retina hoje, quando vi a notícia no G1: "Ministério da Cultura estuda dar incentivos tributários da Lei Rouanet à Poly Som".
Tá aqui um trecho da notícia:
"Um projeto do Ministério da Cultura pode evitar que a única fábrica de vinil do Brasil - a Poly Som, de Belford Roxo, na Baixa Fluminense - feche as portas. Enfrentando dificuldades financeiras, a empresa pode receber incentivos fiscais da Lei Rouanet para evitar que a produção do LP não desapareça de vez do país."
Bom demais se for verdade. Porque eu nunca vi gente tão guerreira na minha vida. Primeiro que a fábrica tá instalada num dos locais mais remotos da baixada fluminense. Sério, foi difícil conseguir um taxi que topasse me levar até lá.
Segundo que eles realmente trabalham em condições muito precárias. Além do galvonoplasta, só há mais dois funcionários: o William, mocinho responsável pelo corte, e uma secretária.
Tô torcendo pra que este filme termine com final feliz :-)
William suando a camisa na hora do corte

Tags: fábrica de vinil, poly som
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
[QG DO RRAURL] Mestres do vinil?!
24.04.07 20:4048 comentários
A campanha do Skol Beats tem uma assinatura um tanto defasada, em termos tecnológicos. Se refere aos artistas do evento como "mestres do vinil".
Qualquer pessoa com a antena minimamente sintonizada sabe que, de uns três anos para cá, houve um avanço absurdo das formas digitais de tocar música (CDs, Ableton) e o vinil perdeu uma fatia gigante de seu território.
Nomes de vulto como Mark Farina, Carl Cox, Dave Clarke, Paul Van Dyk, Sasha e Richie Hawtin estão entre os que pararam de usar vinil. Entre os brasileiros, Renato Cohen e Fabrício Peçanha estão entre os muitos que abandonaram o formato.
Sem falar que tá cheio de live PA esse ano, apresentação que nunca usou vinil, nem no tempo do Habitants e do Level 202 (anos 90, para quem não sabe).
Será interessante fazer uma pesquisa in loco para ver a porcentagem de artistas do Skol que ainda podem merecer o título de Mestre do Vinil. Periga dar minoria.
Qualquer pessoa com a antena minimamente sintonizada sabe que, de uns três anos para cá, houve um avanço absurdo das formas digitais de tocar música (CDs, Ableton) e o vinil perdeu uma fatia gigante de seu território.
Nomes de vulto como Mark Farina, Carl Cox, Dave Clarke, Paul Van Dyk, Sasha e Richie Hawtin estão entre os que pararam de usar vinil. Entre os brasileiros, Renato Cohen e Fabrício Peçanha estão entre os muitos que abandonaram o formato.
Sem falar que tá cheio de live PA esse ano, apresentação que nunca usou vinil, nem no tempo do Habitants e do Level 202 (anos 90, para quem não sabe).
Será interessante fazer uma pesquisa in loco para ver a porcentagem de artistas do Skol que ainda podem merecer o título de Mestre do Vinil. Periga dar minoria.
Tags: skol beats, vinil