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Todo DJ Já Sambou
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Todo DJ Já Sambou de novo nas bancas
02.07.08 02:1011 comentários
Amiguinhos, enfim saiu a segunda edição do "Todo DJ Já Sambou".
Eu só acreditei porque já peguei uma na mão. Tem fotos novas, capítulos atualizados e um texto de introdução imperdível, escrito pelo fera Bill Brewster, co-autor do livraço "Last Night a DJ Saved My Life".

O relançamento rola nesta sexta-feira, no Sesc Pinheiros, a partir das 18h. Primeiro, haverá um bate-papo, mediado por mim, com seu Osvaldo, Patife e Grego. Depois, Noise e Magal se juntam aos outros DJs para mostrarem um pouquinho do que sabem fazer durante um happy hour animado.

Pode chegar, que é de graça. Ah, e durante o bate-papo vou distribuir algumas das camisetas que a Cavalera muito gentilmente confeccionou para divulgar o livro. São fofas e são poucas - vamos dar pros mais afiados, que estiverem com as história da discotecagem no Brasil na ponta da língua.

Vai lá faturar uma camiseta, tomar um suco e aproveita para pegar autógrafos na nova edição do livro. De quebra, você ajuda o crew das escritoras pobres - que compreende, além de mim, Clarah Averbuck e Vitor Angelo.

O livro estará à venda no Sesc por um preço promocional. Se bem que a loja virtual da Conrad também está vendendo o livro com desconto - de R$ 37, ele sai por R$ 34, com frete grátis.

Ajuda, Brasil!

Relançamento Todo DJ Já Sambou
Sexta, 4 de julho, a partir das 18h
Sesc Pinheiros
R. Paes Leme, 195, segunda andar (sala de leitura)
Tel. 0/xx/11/3095-9400
Grátis
Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Mara Bruiser em Hollywood?
27.06.08 17:001 comentário
Eu amo ver a Mara Bruiser tocando! Sério, ela se joga, se entrega, curte pencas. Na verdade, ela é quem mais se diverte, apesar do público de fãs devotos quase se jogarem no chão de tanta comoção quando ela toca. Já foi a uma noite da Mara na Loca? Vai, é uma experiência esotérica, catarse coletiva só comparada aos cultos da Renascer.

Eu bem que desconfiava que essa cena toda... a moça é tão carismática e tem um rosto tão classudo que poderia ser atriz. Meus sexto sentido não falhou! Ela já atuou num curta-metragem, que acaba de ser postado no Youtube. O filme "Two Parts Man" é uma viagem bem locona que foi rodada quando a DJ morava na Inglaterra, em meados dos anos 90. Trata-se de um road movie em torno de uma egotrip. Não entendeu? Nem eu. E nem a Mara!!! Mas vale a pena ver a interpretação da nossa amada DJéia do barulho (tem cena de atendimento, suicídio, um bafo!). Resolvi tirar a limpo essa história de Mara Bruiser (que é Mara Branco no RG) envolvida com a sétima arte e bati um papo rápido por email com ela. Confere:

Como rolou o convite para fazer o filme?
Mara Bruiser - Foi em meados de 94...95...estava morando em Londres e o produtor Alex Bicat, um playboyzinho metido a cineasta underground, me convidou pra ser a atriz principal do seu primeiro curta. Ficou impressionado com minha voz na época... hahaahahahahaaha!

Você já fez curso de atriz?
Mara Bruiser - Nunca!! Fiz uma peça na escola uma vez, eu era a bruxa na história da Rapunzel... traumatizou!

Pensou em seguir carreira?
Mara Bruiser - Não, depois da minha atuação à la Sofia Loren gótica, desisti!

Você era daquelas que fazia teatrinho na escola só pra beijar o gatinho da classe?
Mara Bruiser - Como bruxa era difícil, viu, hahahahahaaha!

Conta um pouco sobre o enredo do filme, please
Mara Bruiser - Então... nem eu entendi direito até hoje. Mas pelo que o produtor explicou pra gente, era a história de um cara que tinha um dilema com o próprio ego. Os dois caras no filme são um só. Um, o ego, o outro, ele mesmo. Tanto que, quando o cara se mata, o ego tem a cabeça explodida no meio do nosso sexo. Ou vice-versa, hahahaahahahaha. E por aí vai a viagem!

E aí, anima voltar a atuar?
Mara Bruiser - Se alguém tiver coragem de me convidar...é noise!!

Tá aqui o filme

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Balanço do Sónar 2008: Roisin Murphy sobe, Hercules & Love Affair despenca
25.06.08 17:1510 comentários
Mesmo num ano em que as moças foram tema de inspiração, o Sónar 2008 teve testosterona exalando da maioria de suas tendas (especialmente na parte noturna do festival), com DJs tocando músicas do Justice até rachar e uma estética Ed Banger se impondo em vários sets.

Ainda assim, a irlandesa Roisin Murphy colocou todo mundo no bolso e fez uma das apresentações mais impecáveis do Sónar. Profissional, seu show teve figurinos ótimos, banda afinada, duas backing vocals incríveis, repertório dançante e uma enorme presença de palco.

Marcado para sexta-feira às duas da manhã no palco SonarPark, o show de Roisin acontencia no mesmo horário das apresentações de Justice (no SonarClub) e Richie Hawtin + clã do Minus (SonarPub). Minha indecisão sobre o que assistir durou poucos segundos. Claro que Minus e Justice são legais, mas alguma coisa me dizia pra ir ver a irlandesa.

No dia seguinte, fiquei bem feliz quando ouvi que os próprios donos do Sónar estavam tratando Roisin, entre eles, de a "musa do Sónar", de tão bom que o show havia sido. Pena não ter visto Justice nem o showcase da Minus. Mas festival é assim, e quanto menos ansiosa por ver tudo eu vou me tornando, mais shows de qualidade eu acabo vendo. Ponto pra Roisin, fervida e muito profissa.

Agora, meninos, o grande "desce" desse Sónar foi mesmo o Hercules & Love Affair, né? O que era aquela banda? O que eram aqueles metais? Tinha um gato dentro abafando tudo? Ou de duas uma: 1) os músicos titulares perderam o vôo em Nova York e tiveram que ser substituídos às pressas por músicos ali das Ramblas 2) O Andy Butler está levando seu sucesso tão numa boa que dispensou músicos de verdade e recrutou amigos que tocavam na fanfarra da escola, na época do colegial.

Foi bem estranho ver a grande promessa do Sónar fazer tão feio. Fiquei pensando nas caras dos promotores de outros festivais que escalaram o Hercules como headliner neste verão europeu vendo aquilo. Mas, também, como adivinhar? H & LA fez o disco que todo mundo ouviu e dançou no início deste ano. E mesmo quando tocaram o mega-hit "Blind", nem os mais fritos conseguiam se empolgar, especialmente pela ausência do vocal de Antony.

Capítulo à parte eram as duas vocalistas. Sem dúvidas, elas devem ser boas DJs ou boas amigas. Mas cantoras, não, por favor. Cereja do bolo foi o figurino da vocalista mais alta, que parecia tirado de uma sátira da banda Calypso. Tudo bem que a Europa vive seu verão mais trash 80's dos últimos tempos, mas parecia que a moça ia começar uma aula de lamba-aeróbica, e não um show de um dos artistas mais falados de 2008.

Mais sobre o festival, nas fotos que você vê aí embaixo. É bom estar de volta :-)


Vários babies circularam pelo Sónar Dia com fones como este


Não faz a fashionista: usar sapato novo no festival custa caro


Drink de caneta Bic e a agradável grama do "Ibira" (aka Sónar Village)


Aqui não tem dogão: na saída do Sónar Noite, carnes não-identificadas


C-H-I-C: Roisin deviria ter escrito aquele livro


Efedemin: um DJ com nome de remédio, só pode ser ótimo!


Daedelus brilhou no showcase da Ninja Tune


A baixinha Goldfrapp vira gigante no palco


A-Track e DJ Mehdi: som de bofe muito bem mixado!


Eu gosto tanto de berinjela que virei uma


Roisin Murphy dá uma cabelada no line-up


Falando em cabelo, Alison Goldfrapp esqueceu a chapa
Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Saí de férias e esqueci de avisar...
12.06.08 13:356 comentários
Só duas semanas depois de sair de férias, encontro um tempinho pra sentar no computador do meu amigo Russell Skellon e escrever umas linhas: estamos em fase de reestruturação mental (também conhecida como FÉRIAS!) para voltar com força total no final de junho.
Depois de uma semana deliciosa em Paris, agora estou em Londres com o maridão, curtindo amigos e coisas que você só faz aqui. Pena que tem que pagar tudo em pounds... mas tudo bem, o bom é que, depois, quando você vai pra outro país da Europa, acaba tendo a falsa impressão de que tudo é incrivelmente barato...

Terça passada fomos ao George & Dragon (tradicional pub do babado em Shoreditch) e tomamos vários pints e margueritas com a Eli e o Bruno, do Tetine. A poucos metros dali, no Favela Chic, tava rolando show do Motel, o grupo do Ricardo Athaide, Geanine Marques e Paulo Bega. Eu tinha recebido umas músicas deles do Roque Castro, gostei bastante. Pois é, eles estão em Londres e fazem outro show aqui na próxima segunda, não lembro onde. O Ricardo me contou que eles resolveram mudar de nome (não é mais Motel) por causa de uma outra banda que já usava. Desculpem aí, mas não lembro o nome novo que eles escolheram. Conversa de pub não dá pra guardar muita coisa.

Amanhã tem show do Tetine no Working Men's Club, em Bethnal Green. Depois eu conto e posto fotos. Agora vou lá na Tate Modern ver a exposição dos grafiteiros brasileiros. Beijo, fui.

PS - Feliz aniversário, måe!
Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Homem de Ferro é um engodo!
18.05.08 04:0011 comentários


Sou muito, mas muito fã dos primeiros discos do Black Sabbath. Então quando vi o trailer de "Homen de Ferro" na TV, fiquei alucinada pra ir assistir ao filme num cinema bom, porque a idéia de ouvir "Iron Man" no sistema dolby de uma sala com acústica perfeita me deixou louca.

Finalmente consegui ir ver o filme. Grande decepção do ponto de vista musical. Fiquei as pouco mais de duas horas esperando "a" cena em que Robert Downey Jr. vestisse sua (bacaníssima) armadura e saísse voando ao som de Ozzy mandando "has he lost his mind? Can he see or is he blind?".

Meninos, não é que a música só toca nos créditos, baixinha, e limaram o vocal do Ozzy?! Puta merda, isso não se faz!

No começo do filme, outro hit à la Guitar Hero rola, também num som miado: "Back in Black" num volume baixo deveria ser proibido pelo Condephat.

Resumo da ópera? "Homem de Ferro" tinha todo o potencial para ser o filme mais rock'n'roll dos últimos tempos. Mas o bom mocismo de Hollywood infelizmente não deixou que isso acontecesse.

PS - Apesar da minha decepção pelo no show do Black Sabbath, a ótima atuação de Robert Downey Jr. (tinha que ser ele, pelo histórico bebum e arruaceiro de Tony Stark) vale, sim, a ida ao cinema.

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Novo da Ellen Allien sai no fim do mês
15.05.08 22:009 comentários
Da capa eu gostei.



Ainda não ouvi nada que tenha vazado de "Sool", quarto disco da DJéia, produtora e empresária Ellen Allien, então ainda não dá pra falar do som. O lançamento está programado para o começo do pico do verão Europeu, final de maio. Depois disso, ela tem datas programadas pra viajar loucamente.

O que eu sei sobre "Sool" é que o disco é inspirado em formas, desenhos e arquitetura. E, bom, depois de um álbum morno, como foi seu "Boogiebytes", seria muito bem-vindo um discaço. Tudo bem que "Boogiebytes" nem era um disco de produções. Neles, sim, a minha colega alienígena costuma caprichar. Vou dizer que se este "Sool" bater no calcanhar de "Orchestra of Bubbles", dela em parceira com Apparat, já tá valendo.

Os primeiros remixes já estão engatilhados. A faixa "Elphine" sai no final de junho, retrabalhada por Troy Pierce, e "Out" sai no meio de julho, com remix do Audion (Matthew Dear).


Ellen vestiu o disco!

Enquanto não pinga aqui alguma faixa do novo disco, resolvi postar um set histórico, pelo menos pra mim e pra meia dúzia de gatos pingados que estava no Susi in Transe numa quinta-feira regada de catuaba em maio de 2003. Pequeno parêntese sobre a noite: era uma Ambiance, festa que eu fazia com a Bru Monteiro, e tínhamos um cachê miserento pra pagar pra moça. Ela topou apenas porque em BH, onde eu a conhecera, havia dito que o lugar era extremamente underground. Übbercool girl.

Quanto ao set, ele só foi gravado porque meu amigo Serginho sempre foi um cara ligado em tecnologia. Hail Sete!

Enjoy:
Ellen Allien @ Ambiance 05, 2003







Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Lov.e vai virar Granfino Club
13.05.08 19:3712 comentários

Granfino de camiseta?! Pode sim.

Menos de um mês após sua festa de encerramento, o clube Lov.e e seu anexo, o Loveland, já têm destino certo. Os dois serão integrados após reforma que os tranformará no Granfino Club.

O responsável pela compra dos dois ambientes é o empresário Artur Ribeiro, ex-dono do Jazzy e do Deep. Ele também é o responsável pelo nome debochado do novo clube. "É uma tiração de sarro, lógico", diz.

Ele conta que após a reforma pesada que pretende fazer, os dois ambientes vão manter as características um de bar e o outro pista de dança, como no passado. "Mas haverá uma integração. Sempre que a parte club abrir, o cliente que estiver no outro ambiente poderá entrar e vice-versa", adianta o empresário, que vai investir 24 horas de seu tempo no Granfino.

Mas e o som? "Onde ficava o Loveland, vamos derrubar paredes pra colocar mais mesas, e o som vai ficar entre as mais diversas variações do jazz. Já na pista de dança, quero investir muito em house music e vertentes", explica Artur.

Ainda sem previsão de estréia - "tudo vai depender do ritmo da reforma" - o Granfino pretende atrair um público mais maduro. "Já viu como os clubes foram invadidos por adolescentes, molecada? Nada contra, mas prefiro fazer algo voltado para outro público", diz.

Logo mais posto o logo do Granfino Club aqui.
Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
O pioneiro, de volta aos toca-discos
08.05.08 21:432 comentários
Imagina a cena: um senhor de idade aproveita o burburinho causado por um festival de música eletrônica para divulgar flyers de sua festa, na qual ele mesmo será o principal DJ da noite.


Seu Osvaldo does BPM, em BH, 1 de maio de 2008

Se o senhor em questão for o seu Osvaldo Pereira, responsável por ter dado o pontapé ao ofício de DJ no Brasil em 1958, a cena fica bem mais fácil de visualizar. Semana passada, depois de um bate-papo promovido pelo festival BPM (Beats por Mineiros), em Belo Horizonte, seu Osvaldo e o filho Tadeu, um dos declarados quase 20 DJs da família, fizeram as vezes de divulgadores, distribuindo o flyer abaixo:



A festa em comemoração aos 50 anos da discotecagem no Brasil está marcada para o dia 14 de junho, a partir das 22h, e terá seu Osvaldo e dois de seus filhos na cabine (Tadeu e Dinho). Conforme prometido no miolo da filipeta (ou circular, como diria seu Osvaldo), haverá "abertura das cortinas" (ele costumava tocar com as cortinas fechadas no final dos anos 50), vídeos retrospectivos e depoimentos dos DJs da família.

Do som, devem-se sair clássicos dos bailes nostalgia, de Ray Connif a samba-rock. O traje recomendado é o "esporte chic" (eu nunca entendi direito esse termo...), então capriche no visual e evite boné e tênis.

Festinha altamente recomendada para pessoas de mente aberta e que saibam respeitar as idiossincrasias dos mais velhos. Inspiração para a ravéio que um dia eu ainda vou fazer!

Cinquetenário da Música Mecânica
14/06, a partir das 22h
Local: Cassasp Club (r. Tenente Rocha, 387, Santana, informações 0/xx/11/2909-9533 e 2909-9684)
Preços: de R$ 10 (ingresso antecipado) a R$ 60 (kit com quatro convites e mesa reservada)
www.orquestrainvisivel.com.br

Claudia Assef
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
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