29.04.08 18:54

Acho que falar do Magal realmente não requer muitas apresentação, certo? Talvez baste dizer que caras como Mau Mau se inspiraram nele - e em Renato Lopes - no começo da carreira. E que foi Magal, ao lado de Marquinhos MS, que começou a botar lenha na fogueira da música eletrônica no país, ajudado na missão pelo já citado aqui Renato Lopes.
Lá se vão 25 anos desde que o rapaz começou a virar discos por aí. Confira neste rápido bate-papo o que mudou na visão do mestre (o cara foi o primeiro DJ que vi tocar, no Rose Bom Bom, e era gentil o bastante pra me escrever os nomes das músicas em pequenos pedaços de papel, que eu levava, com muita vergonha, até a cabine).
Você está comemorando 25 anos de carreira, né? Qual a maior mudança que você nota na noite?
Muita coisa mudou nesses 25 anos. Hoje graças à internet as pessoas saem de casa sabendo o que vão ouvir, a informação está aí, só não vê quem não quer, diferente daquele tempo quando as coisas rolavam no boca a boca. Mas a maior mudança mesmo está na cena e nos clubs. Tudo é muito profissional, bem organizado, diferente de quando comecei em 1983.
E a função do DJ, está um pouco mais fácil comprar discos etc... Fora isso, o que mudou?
Olha, pra um cara que come e respira musíca como eu, estou vivendo no paraíso. Hoje ser DJ está na moda, todos querem tocar e tem espaço pra isso. Mais para o DJ sobreviver nos dias de hoje ele tem que ser diferente, ter um bom background, conhecer muita música. Chegar lá é fácil, difícil é se manter.
O que falta fazer (na sua carreira)?
A produção é meu pricinpal objetivo,quero me dedicar mais a isso, o problema é que minha vida profissional e minhas obrigações como pai tem tomado muito tempo.
Conta algum momento que vai entrar pra sua história, como inesquecível
Eu me lembro quando comecei a tocar que o meu sonho era colocar as mão num par de Technics MK2 . Hoje eu sou tratado como um Rei pelos clubs onde passo. Esse momento que estou vivendo será inesquecível pra mim.
Vc tem duas filhotas... como faz pra conciliar a vida de pai de família com horários tao malucos?
Ser pai é maravilhoso e por causa disso minha vida se tornou bem mais saudável. Eu termino meu set e vou pra casa, acordo cedo e fico com elas sempre que posso. Dou aulas duas vezes por semana, o resto do tempo fica pra organizar minha agenda e produzir.
Que tipo de som tem te agradado?
O novo techno. Tenho tocado algumas coisas da Drumcode ( selo de Adam Beyer ), Alexi Delano, Xpansul, Len Faki, Ben Klock... No meu carro eu ouço de tudo, Dead Can Dance, This Mortal Coil, Radiohead, Chic, Gino Soccio, Cerrone, My Blood Valentine...
Fala um pouco sobre o disco Killa Beat... como rolou de gravar?
Eu já trabalhei com o Gonçalo Vinha em outros CDs ( Kraftwold e Body Control). Ele queria muito fazer um CD mixado comigo , e o Alex ( dono da Killa Beat ) queria divulgar o selo dele aqui. Então conversamos e resolvemos juntar o útil ao agradável. O curioso é que esse disco era pra ser lançado há um ano, mas a burocracia e alguns contratempos impediram que isso acontecesse.

Magal escondia um topete rockabilly embaixo do boné. Na cabine do Rose, com Angelo Leuzzi (ô, calça linda)
Claudia Assef (clauassef @ uol.com.br)
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.
Clau é autora do livro Todo DJ Já Sambou, trabalha como editora de internet, toca discos por aí e prefere tintos suaves, mas potentes.

Muita honra ter feito junto com ele a track q está no cd.
Muito feeling!!
abss