Pukkelpop: quinta-feira, 17/08
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Pukelpop - Fotos: Jade Gola
22.08.06 18:40
Pukelpop - Fotos: Jade Gola
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Pukkelpop: quinta-feira, 17/08
22.08.06 18:05
Morning Wood
A Banda nova-iorquina abriu com empolgação, mas ficou na folia de estar no Main Stage e nas gracinhas de Chantal Claret, a vocalista que puxou três belguinhas, tirou suas roupas e deu uns malhos neles. Rock alternativo de boutique, pesado e engraçadinho.

Boys Zone
Electro sujo e gordo que lotou a tenda Boiler logo cedo. Remixes de Kaiser Chiefs e New Order e distorções com aura de turntablism foram o destaque.

The Infadels
A banda inglesa representa o lado mais pop da disco punk: faixas-singles, "I love you Belgium" o tempo todo e guitarras afiadas em detrimento aos beats, inclusive no hit Love Like Semtex, como o público roqueiro queria.

The Knife
A dupla sueca foi destaque absoluto do primeiro dia. Tapou o palco do Dancehall com uma cortina preta e só se via a sombra de dois mascarados em sintetizadores, teclados e microfone. Um Goldfrapp gótico, com toques de Siouxie & The Banshees, Enya e trance alemão. Pelas projeções visuais - luas lisérgicas, sombras coloridas -, a atmosfera e o sintetismo, é algo que tem que se ver. Heartbeats arrancou lágrimas de muito marmanjo fritando de tarde.

Snow Patrol
Perderam os equipamentos no check-in em Londres e fizeram um show acústico. Insuportável para quem não gosta de rock FM. Ah, que falta faz um baixo e uma bateria... Estavam tensos no começo e pediram aplausos. Era mais fácil ter entrado com um hit e ter conquistado o público naturalmente.

Dr. Lektroluv
Stefaan Vandenberghe não precisava pintar a cara de verde, se vestir a la James Bond e tocar com um telefone branco (!) para chamar a atenção. Seus sets de electro e house são potentes o suficiente para encher qualquer pista. O ET belga vai de New Order, Michael Jackson, Gigolo e techouse inglês sempre com a mesma característica: cuts e cues quebrando o quadril em qualquer mixagem.

Beck
O artista mais proeminente do rock de Los Angeles fez um show curto e previsível. Com a voz não muito potente e um visual caipira que lembrava os próprios flamencos, engatou Loser, Devil's Haircut e Where is it At? já no começo e gastou outra parte do tempo narrando um vídeo de marionetes no telão. Com sotaque red neck e fala rápida, só americano entendeu. E eles eram poucos por lá.

Phillipe Zdar (Cassius DJ Set)
Um set pesado e sem criatividade da dupla francesa. Nada de "french touch", mas sim techno-mais-do-mesmo com o BPM lá em cima. Perfeito para entender porque os contemporâneos e conterrâneos Daft Punk estão no topo e eles não. Uma pena.

Radiohead (foto)
Enfim eles chegam. Pontuais do começo ao fim, adequando as luzes ao clima de cada música e um mosaico de câmeras no telão mostrando Thom Yorke com cara de louco, mas muito profissional. Começou com Aircraft, Where I End and you Begin, Scatterbrain, e já distorceu sentimentos com Exit Music (for a Film), trilha sonora para qualquer fossa com conteúdo.

Sem Creep ou qualquer outra música da era The Bends, é um show focado na trinca OK Computer - Kid A - Hail to the Thief, cuja canção-título encerrou o show. Muito longe de qualquer influência grunge.

Idioteque, I Might be Wrong e Spinning Plates foram as canções mais aplaudidas até No Surprises, que, com sua alegre lira de fundo, contrastava com os vocais tristes de Thom. Perfeito para entender a importância do Radiohead como banda, muito além da inegável genialidade de seu vocalista e mentor. É bom não esquecer isso agora que Mr. Yorke enche a Europa com posters de seu álbum solo e adquire uma aura de John Lennon dos tempos modernos. Vida longa a Jonny Greenwood, Ed O'Brien, Colin Greenwood e Phil Selway... Pelo menos por mais 10 novos álbums e até eles tocarem no Brasil.

Foto: www.goformusic.be

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope