Um canudo para DJs e produtores
Universidade paulistana abre primeiro curso superior de música eletrônica
10.10.06 17:55
Parece que o brasileiro está mesmo levando a música eletrônica a sério. Com diversos escolas de discotecagem e produção pipocando país afora, a universidade paulistana Anhembi Morumbi se prepara para lançar, no ano que vem, um curso superior de Tecnologia e Produção Musical.
Carinhosamente chamado de "Produção de Música Eletrônica", ele tem duração de dois anos e pretende ensinar música a quem é técnico e ensinar a técnica para quem é músico. A idéia é formar alunos que saibam mais que configurar softwares, programar seqüenciadores ou trocar a agulha de um toca-disco. As matérias vão de teoria básica do som à ética profissional e desenvolvimento de videoclipes. Esta última será ministrada por Fernão Ciampa, do coletivo audiovisual Embolex. Fernão, que já deu aula na Universidade São Marcos e no Sesc Pompéia, também será o responsável pelas cadeiras de história da música eletrônica e cultura hip-hop.
A coordenadora, Marli Batista Ávila, é hoje responsável pela pós-graduação em Música Brasileira na própria Anhembi Morumbi. "Tenho conhecido muitas pessoas que atuam na área e notei que muitos deles não têm domínio da tecnologia de produção", diz Marli, que se considera profundamente ligada à música. "Tenho em minha própria casa um produtor musical, meu filho, que acompanha a carreira de cantora gospel de sua esposa há muitos anos", revela a coordenadora. Segundo Marli, o curso deverá ser reconhecido pelo MEC quando da formação da primeira turma. A mensalidade será de R$ 680.
Rafael Araújo, DJ, produtor e professor da Aimec (Academia Internacional de Música Eletrônica), com base em Curitiba e que há pouco abriu filial em Porto Alegre, considera importante a existência de uma graduação. Ele acredita que isso serve para mostrar que o ramo "não envolve apenas drogas e drogados".
Augusto Kobayashi, que recentemente desistiu da faculdade de psicologia, fará no próximo sábado a prova para ingressar no curso. "Acredito que vai haver muito mais conteúdo que nas escolas tradicionais. E tem também o diploma, que pelo menos no começo da carreira ajuda bastante", diz Augusto.
Quem estiver interessado, pode agendar a prova ou fazer o vestibular no dia 12 de novembro. Antes disso, é recomendável dar um sossega-leão para acalmar os ânimos da sua família.
Agora, se até na hora de fazer som eu tiver q apresentar um diploma, fazer dinâmica e falar com a mocinha do rh. aí eu paro e vivo de coco na bahia. juro mesmo.