CASE: Daniel Wang
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CASE: Daniel Wang
Chino-americano, produtor de neo-disco, residente em Berlim e beneficiário de hype norueguês
12.02.07 15:30
Ele é um dos maiores devotos da disco music mas não gosta de house music clássica e do termo retrô – "gosto de música pura". Ele faz "filtered disco" e "leftfield disco" (disco alternativa) mas gosta de percurssão africana, e agora ele mama nas fartas tetas do boom da space disco gerado na Escandinávia.

Eis Daniel Wang, DJ e produtor californiano que estudou psicologia e literatura, mas descobriu o que queria fazer trabalhando numa loja de discos e sintetizadores velhos. Esse trampo fez ele ter na ponta da língua uma crítica venal, quase purista: "As pessoas confudem sons com músicas, então ouvimos loops estúpidos de computador, rappers roubando clássicos soul e electro. Tem que entender a composição como um todo: acordes, paradas, pontes..". Essa estrutura clássica seria o princípio básico de seu DJ set, que paulistanos apaixonados por um globo espelhado e pelo clima kitsch de um Studio 54 poderão ver sexta (16/2), no Glória.

Synths aéreos, batidas em swing lo-fi, climinhas pipocando no espaço. Por mais que Wang não goste de muita tecnologia, o sintetismo de sua música é inegável, basta ouvir seus bons hits: "Rings of Saturn" e "24 to Vector Z" (de seu álbum-compilação Idealism), "Pistol Odero" e "Berlin Sunrise", retrato charmoso da cidade que o chino-americano adotou há poucos anos.

Tentamos dar uma xeretada no case dele, antes de sua vinda para SP.

Space disco tem muita ênfase no bassline. Quais são os melhores baixos que você já ouviu na vida?

"Mysteries of the World" (MFSB), "Magnificient Dance" (The Clash), "Just and Illusion" (Imagination) e "Evolution", do Giorgio Moroder (ele usava um Phaser para fazer a faixa mais deep e esquisita). Sempre gostei do baixo, mas em algum momento eu percebi que a composição total é mais importante.

Se você pudesse ter sido o autor de alguns hits dos anos 70, quais teriam sido?

São tantos... "He's the Greatest Dancer", do Sister Sledge; "Relight my Fire", de Dan Hartman. Também "Underwater", do Harry Thurman; "What You Wont Do for Love", de Bobby Caldwell e qualquer coisa feita pela Salsoul Orchestra. Mas aí, como todos sabemos, depois de 1983 tudo ficou rígido e chato…

E quais são as maiores esquisitices fora-70s do seu case?

Bem, eu gosto de "Behind the Garden", de Andreas Vollenweider, porque é uma faixa de 78, meio disco, tocada por harpas elétricas. Amo "Drum Song" do Earh, Wind & Fire porque é percurssão + sons de Kalimba. Alguns jazzistas japoneses dos anos 70 como Spectrum e Yoshida Minako também. Você não entende nada do que eles cantam, mas o som é quente!

E quais são suas faixas e artistas prediletos da neo-disco?

Nial Connolly, um cara que faz trippy disco, um lindo gay "bear" de Glasgow, ele lançou um EP pela Radius recentemente. Brennan Green é claro, e noruegueses como Lindstrom & Prins Thomas, eles realmente sabem o que estão fazendo.

E o que você ouve quando você quer fugir de qualquer som retrô?

Ouço muito jazz clássico e básico em casa... Chopin, qualquer coisa dela, mas talvez coisas delicadas como "Clair de Lune", de Debussy. Não gosto de ópera alta, gritante. Gosto da pop-orquestra alemã, coisas de James Last, ele faz ótimos arranjos.

Cite algum gênero ou estilo musical recente que não tenha nenhuma influência da disco.

Não há QUASE NADA de QUALQUER música com batidas hoje em dia que não tenha sido influenciado ou feito de fato nos anos 70. Assustador, porém verdadeiro! Esse é o resultado de tanta tecnologia.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope
comentários
Cheeko
Cheeko(02.03.07)
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E, só um detalhe: CHINO-AMERICANO? Affe...
Cheeko
Cheeko(23.02.07)
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Em tempo:
To label Danny Wang a purist would be too easy. His philosophies about dance music go beyond those of the average Garage-lamenter, making him one of the few outspoken producers walking the back-to-basics talk. Having fashioned his recordings "From frustration and love" in Chicago earlier this decade, Danny relocated to New York, where his understanding of underground club music and culture deepened through associations with the House of Ultra Omni and their voguing balls. Friendships with DJ/producers like Danny Krivit and Francois Kevorkian inevitably followed, reinforcing his faith in the classics, as well as his disdain for the majority of contemporary house music. -- M. Eugene Lemcio.
Cheeko
Cheeko(23.02.07)
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Affe, agora o Daniel Wang vira notícia? Bem-vindos a 1996. Mas, para além do hype recente de alguém a já debulha há muito tempo, para quem quiser saber de onde ele veio (trutinha da molecada do Brooklyn q orbita em torno do Morgan Geist) bvale muito a pena ouvir o único álbum dele "I Was A Disco Malcontent", q na verdade é umna coletânea de alguns Balihu antigos.
k
k(12.02.07)
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"gosto de música pura"

eu tenho medo dessas palavras.. Pura.. Purista..