Cinco perguntas para Dave Clarke
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Cinco perguntas para Dave Clarke
DJ/produtor lança coletânea de remixes e diz que o vinil morreu
13.02.07 20:45
"Estou otimista e empolgado com relação ao futuro da música. Os dinossauros estão perdendo seu domínio, o DJ superstar está morrendo e tem uma porrada de música ótima por aí. E o MySpace permite que artista fale com artista sem barreiras."

O ícone do techno britânico, Dave Clarke, admite que começou o ano rejuvenescido por estar tirando suas primeiras férias longas em muitos e muitos anos. Mas ele confessa que o que realmente tem o estimulado é a constante transformação tanto da cena dos clubes quanto da indústria musical, com a digitalização sendo um assunto de especial interesse.

"O vinil está morto, não há futuro comercial sustentável para ele", ele afirma. "Haverá lançamentos em sete polegadas para a ocasional guitar band e o vinil continuará existindo em Berlim e na Alemanha por um tempo mas em todos os outros lugares ele já era."

Uma coletânea de remixes seus acaba de sair do forno: Dave Clarke Presents Remixes & Rarities (1992 - 2005). Inclui versões suas para faixas de Slam, Fischerspooner, Laurent Garnier, Gary Numan e Chemical Brothers, entre vários outros.

Quais são as implicações para o mundo dos DJs se o vinil desaparecer?

Se adapte e sobreviva é a mensagem evolutiva... isso pode ser aplicado à tecnologia. A maioria dos DJs que conheço já tem muita música em CD então não vai ser o fim do mundo. Os perdedores serão os caras com a cabeça enfiada na areia. Nos últimos cinco anos venho trabalhando para implementar uma solução digital, passando toda minha música para esse formato. Também faz sentido ecologicamente. Tento ser o mais "verde" possível dentro do meu trabalho. Agora não preciso mais queimar toneladas desnecessárias de carbono carregando 30 quilos de vinil toda semana. O vinil é ecologicamente irresponsável, CDs são melhores e HDs são ainda melhores levando em conta peso e manufatura. Não há mais necessidade de discos serem transportados até a loja ou de serem entregues pelo carteiro. Quem ganha é o meio-ambiente e o DJ por ter que aprender novas habilidades

E sets feitos no laptop, com programas como Ableton Live, onde dá para encaixar as batidas perfeitamente e sem esforço. Que impacto esse processo está tendo no papel do DJ?

Sempre houve DJs sem habilidade, aqueles que levantam os braços depois que fingem equalizar algo ou colocam CDs mixados para não precisar tocar no pitch. Isto não mudará apesar da democratização da tecnologia musical. Alguns DJs falam todos felizes sobre o Ableton e alguns desses DJs não sabiam mixar antes e agora não precisam mais, mas eles são comerciais e não representam nada. Alguns outros DJs estão criando novas e empolgantes paisagens musicais sonoras. Minha escolha pessoal é o Serato porque permite mixagens precisas. Na minha visão, o Ableton é uma ferramenta de produção e não de DJ.

O quanto você se vê como uma marca? O quanto você tem que levar em conta o que o nome Dave Clarke representa?

Não me vejo nem um pouco como uma marca, mas outras pessoas vêem. O que eu represento é música inovadora e empolgante, do tipo que não toca na BBC, e toco isso para público que tem a mente aberta. Eu também tenho grande prazer em lançar artistas apenas pela sua música e não porque eles tem o mesmo empresário que eu.

Falando de álbuns de música eletrônica, parece que o gênero segue sendo dominado por singles com pouquíssimos títulos sobrevivendo ao teste do tempo, com exceção de nomes com Leftfield, Underworld, Orbital e The Prodigy. Por que tão poucos grandes álbuns aparecem?

Quase todos os álbuns de música eletrônica eram lixo, particularmente porque era uma maneira de muitos artistas honestos finalmente serem pagos por alguns grandes singles mas também porque era uma maneira de vários artistas desonestos terem seu álbum feito por produtores de talento (e que nem sempre levavam crédito). Álbuns foram feitos principalmente para artistas de rock mas mesmo agora todo o conceito de álbum está de saída porque a maioria das pessoas não tem capacidade de manter a atenção por um álbum inteiro. O que é uma pena, porque é assim que você aprende a amar as faixas menos óbvias.

Os downloads digitais estão transformando a indústria musical muito rapidamente. O futuro da música é gratuito?

Essa é difícil. Eu ainda gosto de comprar música apesar de que sei que boa parte do dinheiro nunca vai chegar no artista. Mas cada vez mais percebo que não posso encontrar essa música numa loja, mesmo que eu encomende, então eu compro online. Não acredito que música deveria ser gratuita, a não ser que o artista assim o queira. Música tem um valor. O artista mostrou dedicação e deveria ser recompensado. Se um pedreiro pirateia música será que ele acredita que seus serviços deveriam ser fornecidos de graça? Downloads gratuitos é por causa das gravadoras terem abusado da ganância por tanto tempo mas, ironicamente, é o artista que também sofre.

Jonty Skrufff
Jonty Skrufff
comentários
dj.pitspin
dj.pitspin(13.11.08)
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BOM EU LII.. OS COMENTARIOS E SÓ TEM UMA COISA A DIZER... OQ FAZ, OQ É UM DJ? ....... SERA Q ELE VAI SE PREOCUPAR COPMQ PRIMEIRO... SE ELE ESTA USANDO EQUIPAMENTO DE QUALIDADE TECHNOLOGIA DE PÓNTA OU SE VAI USAR VINYL CD ETC...OU SE ELE VAIS E PREOCUPAR EM Q PUBLICO ESTA ALI PRA VER ELE ESCUTAR..Q REPERTORIO ELE VAI FAZER ALII... O PRINCIPAU É VISAO PISTA TOCOU AGITOU E NINGUEM PAROU DE DANÇAR ... 1º REPERTORIO NAO IMPORTA Q TIPO DE MIDA EQUIPAMENTO ELE VAI USAR .. POR TANTO Q SEU PULBICO DANCE DANCE DANCE.. MUITOO E PONTO FINAL.ADORO VINYL TOCO DESDE 1992 MAS.. SE O VINYL ACABAR .. NAO VOU PARAR DE TOCAR.. PQ O CORAÇAO SEMPRE VAI BATER... O PÚBLICO SEMPRE VAI ESTAR ALI.. COMPARECENDO PRA SE DIVERTIR ESCUTAR SUAS MUSICAS PREDILETAS.. SEU DJ Q TEM MAS AFINIDADE COM SEU TIPO DE SOM TECNICA ETC... E PRINCIPALMNETE COM SUA INSPIRAÇAO SUA VISAO DE PISTA....ÉSSE É O PRINCIPAL PAPEL DO VERDADEIRO DJ.. E É A UNICA COISA Q IMPORTA .... ABRAÇO
Raphael Siq
Raphael Siq(19.06.07)
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Até eu chegar nos meus 90 anos o vinil continuará presente no cenário eletrônico...Mas o que importa é que hoje ele ta presente e forte como sempre então aproveite quem quiser...só quem tem vinil sabe do tesão que é mixar com ele...
Cabe a nós Geração da transição "analógia/digital" não deixar o vinil morrer...
E mais, nada se compara sensação de economizar uma graninha, ir até uma loja de disco e passar horas garimpando o que há de bom e de novo, torcar ideia com a galera que ta na loja aprender e ensinar sobre musica...
Abs
RS
css
css(02.05.07)
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Dave Clarke, um dos pioneiros do tecno na Inglaterra, anunciou recentemente que está deixando de fazer viradas com vinis. No lugar, o top está discotecando com CDs. "Eu sei que muito de vocês ficarão desapontados, mas, mesmo amando vinil, esse tempo já deu", diz Clarke em seu site (www.daveclarke.com). "Isso irá acelerar a evolução das minhas músicas e também de outros produtores nos clubes. Assim, ficará mais barato lançar e será possível trabalhar com selos menores", argumenta o DJ. Tecnicamente, ele acredita que "as freqüências de baixo ficarão mais gordas, e a flexibilidade em mixar sem utilizar vinil é demais".

Clarke deixa claro que não está trocando vinis por laptops e programas de computadores, como Final Scratch ou Albeton, como já fez o DJ Sasha.
ESSE CARA NAO SABE NEM O QUE FALA CADA HORA FALA UMA COISA PRIMEIRO DIZ QUE NAO USARIA FINAL S MAS AGORA USA SERATO ACHO QUE ISSO FUNCIONA ASSIM QUEM PAGA MAIS LEVA RSSS
DJ K.E.E.R.
DJ K.E.E.R.(07.03.07)
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Lógico q o vinil morreu, mas só para ele. Continua sendo um grande produtor e pode se dar o luxo de tocar com o que quiser, oq acho uma pena, pois seus dj sets de vinil eram maravilhosos.
O cara tem seu valor na história da música eletrônica underground e é um gênio, né?

não troco o prazer de tocar em um vinil por nada nesse mundo, e digo:
em berve estarei prensando a minha bolacha! aguardem.
bjos
energy
energy(02.03.07)
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ele usa o serato na sldz 1200 da technics quer dizer continua tocando com cd so que somente usa o serato para levar as musicas em vez de varias pastas de cds
 
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