Documentário discute assuntos polêmicos no mundo do hip hop
Beyond Beats and Rhymes consegue depoimentos sobre masculinidade e sexismo de quem nunca falou sobre o assunto
02.03.07 19:15
A rede de TV americana PBS apresentou na semana passada, como parte de sua aclamada série Independent Lens, o documentário HIP-HOP: Beyond Beats and Rhymes (hip hop: além de batidas e rimas). O filme vem causando grande repercussão desde sua estréia no festival Sundance, no início do ano passado, por tratar de questões polêmicas como masculinidade, sexismo, homofobia e violência na cultura hip hop. Mas foi com esta exibição em rede nacional, entretanto, que o documentário realmente começou a realizar a função para o qual foi produzido: colocar estas questões na pauta tanto do grande público como da própria mídia.
HIP-HOP: Beyond Beats and Rhymes nasceu quando o diretor Byron Hurt assistia a videoclipes de hip hop e percebeu que todos eram praticamente idênticos: homens mostrando seus dólares em carros caros enquanto mulheres semi-nuas exibem-se em segundo plano. Em resposta, o diretor decidiu que era hora de questionar a representação de gêneros no hip hop, exatamento sob o enfoque dos estereótipos difundidos pelo estilo. Para isso, conta com depoimentos de nomes importantes da indústria como Carmen Ashhurt-Watson (Def Jam), Stephen Hill (BET), Emil Wilbekin (Vibe); ativistas e educadores como Kevin Powell, Jackson Katz e o reverendo Conrad Tillard; além de entrevistas com rappers como Mos Def, Fat Joe, 50 Cent, Talib Kweli, Chuck D e Jadakiss.
Como parte do engajamento da proposta, HIP-HOP: Beyond Beats and Rhymes é apoiado pela Community Engagement Campaign, uma campanha nacional que pretender encorajar jovens a refletir sobre o impacto das imagens de gênero e violência que reproduzem em si mesmos, seus relacionamentos e comunidades. A campanha atuará em parceria com a mídia para difundir suas ações e realizará workshops, além de exibir o documentário em diversas escolas, universidades e bibliotecas públicas.
Para quem está no Brasil e não quer ficar de fora desta discussão, um bom começo é o site do documentário que fala tudo sobre o filme e a importância das questões abordadas. O site traz ainda uma breve história do hip hop, glossário e uma seção para você mostrar que o hip hop pode tratar de muitos assuntos e de diferentes perspectivas. Lá, é possível enviar letras de músicas, vídeos com performances ou mesmo gravar uma música em recado na secretária eletrônica.
É interessante o filme mostrar como o hip hop comercial influencia o comportamento dos jovens: o preconceito, o consumismo, as rivalidades e a carnavalização... Hip hop de qualidade é o que prega a conscientização e mostra a cultura de rua. Há diversos grupos no meio underground e várias pessoas que não são homofóbicas e que são contra a violência e qualquer tipo de preconceito. É necessário discutir este assunto dentro e fora das escolas para que as pessoas comecem a se conscientizar e a criticar a imagem que as gravadoras comerciais passam através do comportamento desses grupos comerciais, das imagens de seus videoclipes e das letras inconscientes.
sou negro e sempre curti rock e eletronica, mas de boa, este movimento hip hop me envergonha, pois os negros tem que viver no mundo globalizado, e n'ao no sub do submundo.
hip Hop é muito bom mas o Marchismo , a violência que os "manos" fazem e se comportam é o que estraga , fica dificil até ir a uma festa ou um show do estilo , pois malucos de diversos morros ou não logo já te olham de lado e sempre tentendo intimidar , é foda .
e 50cent é uma merda , ouvir aquilo ali é o mesmo que consumir asneiras , na minha opinião claro !!#$
e 50cent é uma merda , ouvir aquilo ali é o mesmo que consumir asneiras , na minha opinião claro !!#$