Cinco perguntas para Eskimo
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Cinco perguntas para Eskimo
O inglês John Ford fala sobre new rave, seu live maluco e até Aphex Twin
06.03.07 20:15
Cabelo cor de fogo, pele clara e performances estasiadas. Essa não é exatamente a imagem que a maioria de nós faz de um esquimó, mas foi esse o apelido adotado pelo inglês John Ford, o Eskimo. Homem por trás de um dos projetos de psytrance mais populares de hoje, John, ou DJ Junya, é conhecido dentro e fora do mundinho psy, tanto pelo som pauleira quanto pelas suas apresentações explosivas.

Filho de um dos pioneiros da cena psicodélica inglesa, John Phantasm, o menino prodígio começou a discotecar com apenas nove anos(!), e de lá pra cá conquistou seu lugar ao sol com suas faixas ácidas e, principalmente, seu live cheio de macaquices. Que o diga as dezenas de milhares de brasileiros que se escaldam diante do inglês em raves como a XXXPerience, onde ele figura como headliner garantido.

Aproveitando sua passagem pelo Brasil, onde toca em festas como o Chemical Music Festival (nas três edições, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba) e no aniversário de quatro anos da rave Orbital, convidamos Eskimo para responder, por e-mail, nossas cinco perguntas dessa semana. Fã de Aphex Twin e feliz com a invasão minimal e electro-house na cena psy, Junya está lançando a série Balloonatic, um total de três álbuns, que chega aqui no Brasil pela Trade Sound.

Em uma entrevista, você mencionou que Aphex Twin é uma de suas influências. De que maneira ele influenciou o seu trabalho?

Acho que é porque quando ouço a música dele, sinto que ele não faz aquilo apenas pelo sucesso. Ele simplesmente faz a música em que acredita. Muitos produtores só fazem faixas que eles sabem que as pessoas vão gostar e não o que eles realmente querem produzir. Aphex manda bem no que ele gosta de fazer.

Como funciona seu live? O que você usa? Você não parece girar muitos knobs e mexer nos controladores durante suas apresentações.

Eu uso uma configuração simples, com um laptop Mac, placa de som Rme e talvez um sintetizador. Eu prefiro assim porque minhas músicas são muito complicadas e se eu quiser operar todos aqueles sons, seria muito confuso. Além disso, eu acredito que a música eletrônica deve ser mais simples. Quero que as pessoas ouçam as músicas exatamente da mesma maneira que eu as fiz no estúdio.

No Brasil, o minimal e o electro invadiram a cena psicodélica com uma força enorme. Como você vê isso?

Eu acho ótimo, a única maneira que uma cena musical tem para sobreviver é evoluindo. Acho que quanto mais estilos e sons invadirem a cena será melhor, porque as pessoas de fora vão começar a ouvi-la. Fico feliz com a forma que as coisas estão indo, mas música é como moda, e estaremos todos usando algo novo no mês que vem (risos).

Qual o melhor conselho que seu pai te deu sobre a indústria fonográfica?

Não confie em ninguém!(risos) Acho que ser eu mesmo e não tentar ser algo que não sou.

Há muito hype hoje em dia em torno da "new rave" no Reino Unido. Como um legítimo raver, o que você acha dela (roupas fluorescentes e bandas como Klaxons e Simian Móbile Disco)?

Boa. Acho ótimo fazer parte de uma cena, e enquanto as pessoas estiverem felizes com suas roupas fluorescentes e essas coisas, eu estarei feliz também. Mas vocês não vão me ver com camisas rosas ou luvas brancas [aquelas luvinhas do Mickey, clássicas na cena raver inglesa no início dos anos 90] esse ano (eu espero).

Joaquim Lefévre
Joaquim Lefévre
comentários
rafoso
rafoso(07.04.07)
0AprovadoQueima
Only King!
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kiko
kiko(07.04.07)
0AprovadoQueima
THE KINg!
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