SB 2007 - Bonde do Rolê faz esquenta para turnê européia
Trio se sente mais reconhecido no exterior do que no Brasil
27.04.07 19:05
Há pouco tempo atrás, o Bonde do Rolê não passava de um nome da cena indie curitibana. O trio, composto pelos DJs e produtores Gorky, Pedro e a MC Marina, vinha com uma daquelas idéias tipo "por que ninguém fez isso antes?"Além do nome, o bonde pegou as baterias repicadas e marcadas do funk carioca e juntou com samples consagradas do rock, como o riff de "Man in the Box", do Alice in Chains. Por cima da mistura, foi só colocar vocais escrachados e fazer de seus shows uma verdadeira esbórnia que deu certo.
Hits como "Melô do Tabaco" foram parar no ouvido de Diplo via MySpace e a partir daí o trio de Curitiba não parou mais. Caiu no gosto de modernos e no lineup de festas mundo afora. É só dar uma olhada no MySpace dos caras para ver as datas em Berlim, Zurique, Lisboa e Londres. O seu primeiro álbum, Bonde do Role With Lasers, foi lançado pela Domino (a gravadora de Franz Ferdinand) e já está disponível para compra no iTunes. Apesar de não contar com as antigas músicas por causa dos samples não licenciados, hits mais recentes como "Solta o Frango" estão presentes. A vocalista Marina respondeu de Londres algumas perguntas para o rraurl.com
O Bonde do Rolê toca no Live Stage, entre 22h30 e 23h30, no sábado (5/5).
Onde estão nesse momento e o que estão fazendo?
Em Londres. São 8 da manhã aqui e eu não tenho nada pra fazer até o meio dia e isso tá me deixando entediada... É que ontem eu fui dormir cedo.
O que as pessoas podem esperar de sua apresentação no Skol Beats?
O de sempre que se deve esperar da gente. Diversão!
Foi frustrante não poder incluir faixas conhecidas de vocês no álbum?
Não. São faixas velhas que a gente já cansou na verdade. As novas podem não ter os samples, mas eu gosto delas tanto e às vezes até mais do que das velhas.
No show no Rec Beat esse ano você disse que nunca tinham tocado para um público tão grande. Agora estão excursionando e tocando em grandes eventos no exterior. Vocês ainda ficam nervosos quando sobem no palco nesses eventos?
Não mais. Mas o Rec Beat ainda foi o maior lugar que a gente já tocou. Ano passado no Pichfork a gente tocou pra umas 5 mil, mas no Rec tinha 10 mil. Acho que no verão, na temporada de festivais europeus, vai rolar. Por enquanto são shows menores. Variam de 200 a 3000 pessoas.
Vocês acham que fazem mais sucesso e são reconhecidos no exterior do que no Brasil? Por que?
Por causa da velha mania do público underground brasileiro de ser preconceituoso com relação a coisas que não são ligadas ao rock e ao eletrônico, ou com o fato de ser produto nacional e não modinha ditada pela NME.
Quem são as pessoas que mais lhe ajudaram no seu sucesso internacional?
O Diplo e o Eduardo, nosso empresário. Esses dois são foda.