Cinco perguntas para Ratier, Pareto e Morcerf, do Freak Chic
Arte do flyer por Rodrigo Braga
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Cinco perguntas para Ratier, Pareto e Morcerf, do Freak Chic
Projeto faz quatro anos no clube D-Edge, em São Paulo
27.04.07 20:10
Este mês é de comemorações para o projeto Freak Chic, no clube paulistano D-Edge. A festa completa quatro anos e continua uma das noites mais cheias da boate. Na semana passada, nem um aviso de "lotação esgotada" colado a parede fazia desistir de entrar quem estava na fila às três horas da manhã.

Da primeira semana de vida até hoje, algumas mudanças importantes aconteceram: Renato Ratier, que também é proprietário da casa, pouco conhecido na época da estréia, transformou-se num DJ residente convidado para tocar em festivais como o Skol Beats e o Nokia Trends. E os rodados Marcão Morcerf e Pareto, também residentes, ajudaram a noite reconhecida pela house music a se converter num caldeirão maior, que passou a levar electro-house e disco-punk para as pistas.

A vocação underground continua - mais pelo tamanho, que ficou apertado, do que pelos estrelados convidados estrangeiros. Mas é comum encontrar gente da moda, camarotes regados a champanhe e promoters agitados a noite inteira (são quatro atualmente). Há também quem reclame das filas longas, que em dias com muitos convidados do clube, demoram um pouco mais.

Assoprando as velinhas, o rraurl.com faz cinco perguntas para os residentes Renato Ratier, Pareto e Morcerf:

Marcão Morcerf: "diversidade e estilo é a chave do sucesso"
Marcão Morcerf: diversidade e estilo é a chave do sucesso
Quem é o mais freak e quem é o mais chic do trio? Por quê?

Ratier: O mais Freak é difícil escolher entre o Pareto e o Morcerf, mas com certeza o mais chique sou eu (risos). Porque é assim que a vida é...

Pareto: Acho que os três residentes se esforçam ao máximo, cada um a sua maneira, para preencher as duas lacunas, mas prefiro deixar para os frequentadores da festa a opinião sobre quem cai mais para um lado e quem cai mais para o outro. E eu tô falando isso enxergando pelo lado musical. Não vale dizer que eu caio mais para o freak só porque uso peruca na cabine, né?

Morcerf: Cada um tem os dois lados , por isto somos os residentes desta festa com este conceito, só que cada um expressa isto de forma diferenciada um do outro. E cada um tem seu publico próprio com isto. Ainda bem, né? Diversidade e estilo é a chave do sucesso.

O que mudou de significativo nesses quatro anos de projeto?

Ratier: O que mudou foi a evolução do som na noite e a entrada dos promoters Aury Parlatore, Vinicius Yamada, Yaya Pagh e Ricardo Oliveros a partir de maio de 2006.

Luiz Pareto: "sou eclético mesmo"
Luiz Pareto:
Pareto: Para mim a Freak Chic nunca parou de evoluir desde os tempos de abertura do clube até os dias de hoje e, apesar de ser considerada uma noite de house, purismo não é realmente o forte dos residentes. Quando a festa começou nosso som oscilava entre o funky house, Chicago house, tech-house e funky breaks. Nem completou um ano e o electrohouse e o discopunk já começavam a aparecer aqui e ali. Era já uma mostra do que estava para vir. E aí esse som veio com força e dividiu espaço com o acid house e o funky house.

Depois, o minimal (house ou techno) passou a costurar parte do som da noite. Nesse último ano, as novas - e algumas velhas - vertentes do som disco vêm abrindo cada vez mais espaço nos sets. Nu disco, cosmic disco, italo-disco se entremeiam com o ultra funky "fidgit house" e, é claro, também com algumas faixas de breaks, techno, tech-house, acid house e digital dancehall.

Morcerf: Todos amadurecemos e o som da freak chic tem sempre uma atualização vertiginosa. Sem falsa modestia é uma boas das festas do planeta, em sintonia fina com as novas tendencias da musica eletronica com um ponto de vista a partir da House Music, mas com possibilidade de fusão com muitos outros estilos da dance music. Os DJs convidados expressam isto , pois são escolhidos pelos residentes.

Destaquem dois convidados desses quatro anos cujo som deixou vocês passados.

Ratier: Munk e a primeira gig de Luke Solomon.

Pareto: Lembro que fiquei bem passado com o som que Luke Solomon fez na primeira vez que tocou na festa. Não cheguei a ver a DJ Heather tocando na Freak Chic, mas tenho certeza que ficaria passado com o som da moça. Todas as vezes que ouvi o som dela na gringa sempre me surpreendeu. Do som tocado atualmente na Freak Chic sou fã de vários produtores, mas em nível de discotecagem me incomoda um pouco a linearidade. Não tem jeito, sou eclético mesmo.

Morcerf: Luke Solomon no primeiro momento house de Chicago, Ali Schwarz na primeira apresentação demarcando o momento electrohouse, e como já estamos atualmente num novo momento mais focado na nu disco, ainda estamos aguardando o convidado ícone que irá demarcar no campo dos convidados internacionais este período. Enquanto isto, como pratas da casa, vamos afiando a pista, ouvidos e corações. Daí é moleza pra eles, né? (risos).

Que tipo de gente vai no Freak Chic? É o mesmo público do começo?

Ratier: Gente bonita e interessada em música de qualidade e diversão.

Pareto: O público da nossa noite é bem misturado. Modernos, gays, héteros, playboys e todos muito animados e muito afim de dançar um bom som, que é o que importa. Sem isso não tem vibe. Tem gente que é frequentador de carteirinha desde o início, outros começaram a frequentar a menos tempo, e tem aqueles que frequentaram bastante no começo, sumiram e depois voltaram com força total.

Morcerf: Todo tipo de gente que aceite a diversidade de som e público como um fundamento da cultura de clube contemporânea. O som é diversificado, o público também. Mudam algumas caras, mas o sucesso é uma constante, e os fiéis também.

Contem uma história absurda que aconteceu nesse tempo.

Ratier: "o mais chique sou eu, (risos) porque é assim que a vida é"
Ratier:
Ratier: Luke Solomon, depois que acabou seu set, começou a me cutucar e dar socos atrás de mim como se estivéssemos brigando na cabine no meio do meu set, as pessoas não estavam entendendo nada, uma brincadeira "nonsense".

Pareto: Tem tantas, mas no momento só consigo lembrar do dia que abri para o Abe Duque. Estava tocando e de repente vi uma grande movimentação de homens de terno pelo ambiente e me perguntei "quem é aquele novo segurança entrando na cabine?" Para minha surpresa era o próprio Abe Duque que chegava para tocar em traje social. Parece que ele é conhecido por sempre tocar de terno e camisa social, só que eu não sabia disso...

Morcerf: Ahn??? Esqueci! Mas é incrível ser um DJ cinquentão e estar construindo já há quatro anos aqui no D-Edge uma noite tão fresca, atual, sempre renovada. Sinto realmente muito prazer nisto.

Danilo Poveza
Danilo Poveza
comentários
D.Junkie
D.Junkie(12.05.07)
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Preciso ir mais vezes...big respect!!!
New Maris
New Maris(10.05.07)
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A Freak Chic é a melhor da cena, e a prova disto é este time de residentes.
Lembro da primeira vez que Pareto comentou q. ia estrear uma noite de house na barra funda... e euzinha estava lá na primeira Freak Chic e até hoje tenho meu lugar cativo.
Saúde clubber para todos!
ale
ale(09.05.07)
1AprovadoQueima
é incrivel ter um lugar tão bacana como d-edge e os garotos ai de cima são estrelas!!!
adoooooro....
parabéns pela dedicação!!
O D edge era minha segunda casa em Campo Grande, agora tá aí bombando em SP, cheio de pessoas educadas e garantindo sempre seu bem estar. Renato, grande amigo,evoluindo cada dia mais no seu som sempre fino e de qualidade. Pareto e Morcef, pessoas incriveis com um som absurdo e indispensável no seu dia a dia. Momentos inesqueciveis vc com certeza passa no d edge e que as vezes são dificeis de descreve-los. casei, mudei mas estou sempre qui torcendo para o sucesso de todos vcs!! muitas saudades ...
para os preconceituosos: bye bye tristeza não precisa voltar!!
venham mais à BH e não esqueçam de sua amiga..
Nadião

freak chik: LPG - luxo, poder e glória

arrasa!!!!
Tadeu
Tadeu(09.05.07)
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faz tempo que não vou mas morro de saudades do clube e do nucleo "campograndense" de SP... qualquer dia apareço!! Os três arrasam e o som sempre muito bom desde o i'nício e para toda eternidade... aehahehaehaehahe amém!
 
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