Digitalism se inspira mais no electroclash que na new rave
Duo fala ao rraurl.com sobre seu sucesso no mainstream e admite acreditar que faz parte de uma nova geração de produtores
28.05.07 23:15
Jens Moelle e Ismail Tuefecki, do comentado duo de dance-rock Digitalism, falaram com o rraurl.com sobre seu álbum de estréia Idealism e revelaram que eles se inspiram mais no electroclash que na new rave. "New rave é mais essa coisa cultural do que música. Seu som é geralmente indie rock comum, que já existe há anos. Combinar rock eletrônico com música indie já foi feito pelo electroclash", aponta Jens.
"Nós amamos electroclash", continua. "Apesar de que na época estávamos isolados no nosso estúdio. Ele tinha alguns elementos mais obscuros e depressivos, enquanto agora está se tornando positivo novamente. Nós gostamos muito. Quando Radio 4 e Rapture surgiram foi incrível", diz.
A dupla de Hamburgo foi pega pelo selo francês Kitsuné há dois anos atrás. Assinou com a Virgin mais recentemente, quando explodiu no Reino Unido, apesar de permanecer relativamente desconhecida em seu país, como Jens admite. "Sempre há algum tipo de competição entre Hamburgo e Berlim e as pessoas de Hamburgo simplesmente não gostam das de Berlim e vice versa", diz Jens. "Não estivemos em Berlim muito tempo, mas gostamos de lá".
A banda chamou a atenção do mainstream pela primeira vez com seu single de estréia "Zdarlight" (que vendeu 20 mil cópias em vinil). Manteve-se no alto com sua faixa "Jupiter Room" e com remixes poderosos para "Close to the Edge", do Futureheads, e "Technologic", do Daft Punk. "A maioria das nossas idéias surgem quando remixamos alguém", admite Ismael. "Nós amamos grandes paradas nas músicas. Quando olhamos para o espectro sonoro das nossas faixas, às vezes 70% são compostos por essas paradas", diz.
Jens admite que a dupla está bastante ambiciosa com o sucesso no mainstream, trabalhando sete dias por semana, desenvolvendo novas idéias constantemente. "Eu nos vejo junto com o Justice e alguns outros produtores como sendo uma nova geração", diz ele. "A última vez foi há dez anos atrás quando bandas como Basement Jaxx, Daft Punk e Prodigy surgiram. Eles ainda estão lá e fazendo coisas realmente boas, mas nesses dez anos não apareceu nada de novo", conclui.
e que pretensiosos eles dizendo que fazem parte de uma geração que pela primeira vez em dez anos faz alguma diferença.
bom, eles mesmo se contradisseram porque primeiro eles dizem amar electroclash, depois dizem que nos ultimos dez anos nao aconteceu nada de novo. nem da pra argumentar que por o electroclash ter um pé e meio nos anos 80, ele não contaria como "coisa novas", afinal, segundo eles proprios o electroclash foi que misturou rock e electro. isso ja conta uma inovação. eles foram bem infelizes nesse comentário.