Há nove dias, clubbers e fãs de música eletrônica enfrentaram um temporal para prestigiar a primeira Dance Parade de Nova Iorque, que foi criada para protestar contra as infames regulamentações municipais contra festas baseadas na Lei dos Cabarés, de oitenta anos atrás.
"É algo que toda tribo em Nova Iorque faz", a organizadora da Parada Liat Tamam contou ao
Gothamist. "Hoje em dia qualquer tribo em Nova Iorque tem sua própria Parada", ela completa.
Enquanto centenas dançavam ao longo da Brodway, o DJ Larry Tee e o jornalista Matt Kalkhoff ficaram longe. Larry porque estava fora da cidade e Matt por causa do tempo.
"Eu queria ir e estava planejando fazer isso até o dia do evento. Infelizmente estava chovendo e fazendo frio naquele dia, então desisti", ele diz. "Alguns amigos estavam planejando comparecer comigo, mas concordamos que o tempo não estava muito convidativo para atividades ao ar livre naquele dia", confessa.
Sob chuva, performance de tango

Larry disse: "Ninguém da minha turma tinha falado sobre a parada e não havia escutado nada sobre a Dance Parade exceto que era algo mais dirigido para a 'dança' num contexto da dança moderna, dança étnica, dança da popozuda, dança peruana, etc. O que me contaram é que não seria um plebliscito sobre as licenças de boates de Nova Iorque, mas de qualquer maneira eu estava fora da cidade. Aqui sempre teve fechamentos de clubes e quando a coisa fica muito feia, os clubes mudam para o Brooklyn e essa parece que é a tendência hoje em dia", ele opina.
"Há mais espaço para vida noturna no Brooklyn e menos polícia vigiando cada movimento seu, também menos venda de bebida e menos segurança. Os clubes têm que ficar mudando, fechando e abrindo e se movimentando e tornando a vizinhança fervida, assim elas conseguem funcionar; é o ciclo de uma cidade vibrante", ele diz.
Matt, um dos jornalistas-chave da noite e repórter da cena gay de Nova Iorque, concorda que poucos clubbers estão engajados em lutar contra a Lei dos Cabarés. Para ele, "apesar de eu achar que todo mundo concorda que essa situação é ridícula, penso que isso não afetou todos diretamente 'ainda' para justificar mais ação, pelo menos não o tanto para que o povo em geral se preocupe. Existe, claro, um grupo com gente de voz ativa trabalhando duro para chamar atenção para a situação, mas ainda sem muito sucesso."
Imagina que merda, a música rolando, um monte de gente de pé, mas não pode dançar.
Malditos americanos !