Parada GLBT arrasta 3,5 milhões em São Paulo
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Parada GLBT arrasta 3,5 milhões em São Paulo
Multidão foi a maior de todas as edições mas ficou menos colorida.
11.06.07 15:45
Nunca a Parada Gay sentiu tanto o efeito das três milhões de pessoas que estavam lá. Patrocinadores deram as caras, o turismo aumentou e políticos de mais partidos surgiram apoiando os gays. Enquanto isso, a avenida Paulista ganhou mais assaltos e ocorrências médicas. A festa do domingo deu certo, levou mais gente do que esperado e pela progressão é possível que aumente no ano que vem. Mas a Parada definitivamente mudou.

Com mais gente, a distância entre os trios aumentou e às vezes não se ouvia música entre um caminhão e outro. A decoração também já viu dias melhores. Poucos balões coloridos dividiam espaço com banners burocráticos e go go boys pouco entusiasmados. As drag queens fantasiadas no chão se dispersavam na multidão. Poucas famílias com criança estavam na calçada, talvez assustadas pelas notícias na internet dando conta dos furtos que estavam rolando. À noite a polícia prendeu uma jovem com 12 celulares e três câmeras fotográficas! Coisa de festa grande, que é o que a Parada Gay significa para muita gente e nada mais. Na falta de eventos gratuitos, com música e espírito de tolerância, a Parada é uma das poucas opções que a população tem. E nessa conta dá-lhe mais consumo irresponsável de álcool... Num relato do site Mixbrasil um jornalista viu até gente fazendo cocô na rua.

No entanto a melhor notícia nasce da própria semana do orgulho GLBT. Os dias que antecedem a Parada nunca foram tão movimentados. As festas promovidas no feriado foram um sucesso, o shopping Frei Caneca lotou e a feira no Anhangabaú vendeu pencas. O set do Fischespooner no Gloria estava cheio, ainda que fosse apenas um deles se apresentando. A feira da Benedito Calixto lotou de gente comprando e bebendo na rua. A festa da The Week, a maior boate gay de São Paulo, não acabou antes das onze horas de domingo.

Jeitinho espanhol
Segundo a Polícia Militar, a avenida Paulista tem condições de receber um milhão de pessoas por vez. O cálculo para a Consolação não existe, mas espalhar eventos pela cidade pode ser um bom negócio.

Por exemplo, Madri, capital da Espanha e que ficou em terceiro lugar para as Olimpíadas que Londres vai realizar, receberá na próxima semana a Europride, a parada gay européia. Todo ano, uma cidade que tenha uma parada com estrutura relevante é escolhida para ser a oficial de toda Europa.

Por lá, um bairro chamado Chueca, decadente nos anos 80 e reerguido como ponto gay e de boates e restaurantes, celebra a Parada da cidade quatro dias antes do desfile. Como em dias de quermesse daqui, as ruas do bairro ganham quatro palcos diferentes e um pouco distantes. Todos os bares da região montam seus balcões para o lado de fora da calçada e o dia do desfile já é a quinta noite de festas. Não estaria na hora de pensar em outros jeitos de fazer o evento por aqui?

Danilo Poveza
Danilo Poveza
comentários
Zabiela..... homofobia é (poderia ser) crime....... vai estudar cara
mas primeiramente vc deve ver o significado de homofobia (e não vale wikipedia..... rsrsrs)

quem sabe estudar sobre racismo, sexismo, e outras fobias construídas na sua infância.........
Zabiela..... homofobia é crime....... vai estudar cara


Severino
Severino(13.06.07)
0AprovadoQueima
Se as pessoas ja sabem que podem ser assaltadas, não entendo porque saem de casa montados de aparelhos caros e chamativos....
DANIEL
DANIEL(12.06.07)
0AprovadoQueima
CONCORDO COM O FELIPE E O JADE, ASSALTO TEM TODO DIA, E ROLA MUITO MAIS BAXARIA E DESTRUIÇÃO QUANDO CERTAS TORCIDAS INVADEM A PAULISTA.FORA A BAIXARIA OFICAIL DO NOSSO QUERIDO CARNAVAL EM FEVEREIRO.
 
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