Siouxsie and the Banshees - Once Upon a Time: The Singles
A diva gótica acaba de completar 50 anos; hora de relembrar seus tempos áureos
31.05.07 15:30
A garota enigmática de olhos pintados que tem a cara dos anos 80 agora é uma senhora cinqüentona. Susan Ballion, a cantora que o mundo pop conheceu como Siouxsie Sioux a partir de 1978, e cujo nome de guerra faz referência a uma tribo indígena norte-americana, fez aniversário no domingo retrasado (20/5).
Siouxsie foi a vocalista de um dos grupos mais significativos da cena pós-punk, The Banshees, que chegou a ter na formação inicial Sid Vicious (como baterista) e, mais adiante, o guitarrista Robert Smith, a voz e o cérebro do The Cure (o baixista Steve Severin e o baterista Budgie foram os integrantes mais constantes da banda). As banshees são entidades femininas da mitologia celta que anunciam a proximidade da morte. E têm uma bela voz como a de Siouxsie.
Once Upon a Time: The Singles, lançado em 1981, capta a fase inicial da banda inglesa, anterior ao mergulho na neo-psicodelia. Genericamente, o som é denso, com linhas de baixo consistentes, bateria tribal e guitarras climáticas. Como o álbum compila os primeiros singles, também há momentos de sonoridade punk, mais crus e diretos, como em "Hong Kong Garden", o primeiro single dos Banshees (que chegou ao top ten britânico).
No decorrer do disco, é possível perceber a evolução sonora da banda e a guinada para os sons rotulados de góticos, em faixas de maior complexidade como "Christine", "Israel" e "Spellbound". Apesar de Tinderbox, de 1986, ter sido o trabalho de maior sucesso comercial da banda, foi o pós-punk dos primeiros anos, muito bem representados nessa coletânea, que concedeu ao Siouxsie & the Banshees um lugar cativo em qualquer lista dos melhores da década que se recusa a morrer.