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Rock nacional é tema de exposição no MIS
Arquivo do Rock Brasileiro traz fotos, gravações e objetos desde os anos 50
11.07.07 21:30
Os EUA tem iniciativas como o Hall da Fama do Rock'n'Roll e na Inglaterra se lançam guias turísticos com pontos importantes da história do rock. Já a memória do rock brasileiro está em grande parte espalhada por empoeirados sebos do centrão de São Paulo, em velhas revistas Bizz e Pop ou em vinis fora de catálogo.

Graças ao pessoal do Arquivo do Rock Brasileiro um pouco dessa escassez de informação está sendo reparada. Eles estream hoje (11/7), no MIS (Museu da Imagem e do Som), uma exposição com imagens de personagens do rock nacional, gravações antigas recuperadas, discos de vinil, livros, revistas, entre diversos tipos de artefatos. O acervo de áudio incui o primeiro rock gravado no Brasil, "Rock'n'Roll em Copacabana", de Miguel Gustavo, lançado em 1957. Entre as fotos, se destacam os trabalhos de Mário Luiz Thompson e Conceição Almeida.

Mas há muito mais por trás do evento. Entre 17 e 22 de julho, rola a mostra "Arquivo do Rock no Cinema Brasileiro", focado em curtas e documentários. Uma preciosidade aqui é Essa Rua Tão Augusta, curta de Carlos Reichenbach de 1967 que mostra a Galeria Ouro Fino na época, com artistas de rua e a moçada dançando rock and roll. Tem também uma porção de documentários sobre movimento punk, incluindo o elogiado Botinada e o raro Pânico em SP, de 1982. Outra curiosidade é Rock, de 1976, que mostra a movimentação roqueira na periferia paulistana nos anos 70 e que traz imagens da república onde moravam os Novos Baianos.
Nosso amigo Erasmo Carlos
Uma série de shows também está programada, sempre aos sábados às 21h: Made In Brazil (14/7), The Jordans (21/7), Ricardo Soares (28/7) e Violeta de Outono (4/8). Os ingressos custam entre R$ 10 e R$ 15.

O projeto Arquivo do Rock Brasileiro tem grandes ambições. Seu objetivo principal é montar um vasto e inédito acervo do rock nacional. Para tanto, já conseguiu captar R$ 190 mil pela Lei Rouanet, através de patrocínio da Petrobrás. O site do projeto quer ter 600 gravações recuperadas no ar até o fim do mês. A curadoria do ARB é do jornalista e pesquisador Airton Mugnaini Jr. Enquanto que a organização é de André "Pomba" Cagni, da Associação Cultural Dynamite, e responsável pelo projeto Grind, n'A Loca.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
comentários
cury
cury(17.07.07)
0AprovadoQueima
Camilo, o Rock and Roll Hall of Fame decepciona tanto ...
Desde que mudamos para ca todo mundo que vem nos visitar em Cleveland quer ir la e acaba sendo uma grande decepcao. Uma pena um acervo tao bacana ser tao mal aproveitado.