UNKLE - War Stories
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ficha técnica
Nota: 9 / 5
Ano: 2007
Selo: Surrender All
Estilos: trip-hop, downtempo, rock, ambient
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UNKLE - War Stories
James Lavelle voltou com o novo álbum do seu projeto junto de Richard File
31.07.07 16:50
Três anos depois, James Lavelle ressuscita o UNKLE, mais uma vez ao lado de Richard File. O terceiro disco da banda/projeto, War Stories, acaba de ser lançado nos Estados Unidos, quinze dias depois da Europa, Austrália e mais de um mês depois do Japão.

Se desta vez a lista de convidados não é tão estrelada assim, a grande novidade é que o próprio Lavelle resolveu mostrar a voz. É ele que canta a incrivelmente viciante "Hold My Hand", praticamente uma irmã perdida de "Detroit", a faixa que Jim Reid, do Jesus and Mary Chain, cantou em Evil Heat (2002) do Primal Scream: vocais baixos embalados em uma espécie de mantra de guitarras meio hipnótico. Difícil achar alguma pista onde isso não vá funcionar. O DJ, produtor, dono de selo e agora cantor também divide os microfones com Richard File em "Morning Rage".

Para duas outras faixas, ele chamou mais uma vez Josh Homme, do Queens of the Stone Age, que colabora com as guitarras da instrumental "Chemistry" e os vocais de "Restless", a faixa mais predominantemente rock e que até funciona bem, mas não evita a sensação de "já ouvi isso antes". O segundo nome mais conhecido do disco é também o mais surpreendente. Depois de tanto cantar Doors por aí, parece que Ian Astbury gostou de explorar seus tons mais graves e é assim que ele canta a bela e quase sombria "When Things Explode", que fecha o disco em grande estilo (Astbury também canta em "Burn My Shadow", que não está no disco mas pode ser ouvida no site da banda e foi lançada como single).

Mas, antes disso, ainda há espaço para mais gente. 3D, do Massive Attack, dá um clima quase etéreo a "Twilight", lembrando alguns dos melhores momentos de sua banda de origem (clima que aparece também em "Price You Pay", os seis minutos mais ambient do disco). E até os menos célebres fazem bonito. A banda inglesa The Duke Spirit empresta a sua inspirada vocalista Liela Moss e suas poderosas guitarras a "May Day" e o também inglês Gavin Clark (quem?), ex-Sunhouse e ex-Clayhill dá um ar retrô a "Keys to the Kingdom" e "Broken", essa última praticamente uma relíquia arqueológica escavada de algum lugar dos anos 80. Até a voz do sujeito – que atualmente em carreira solo grava uns folks nada demais – soa nostálgica, quase um Jimmy Somerville sem afetação. Já os californianos do Autolux não acrescentam muito, com a bonitinha mas facilmente esquecível "Persons & Machinery".

Pra quem pretende investir, vale a pena gastar uns dólares extras na versão especial, que vem com um segundo disco, com as versões instrumentais de todas as faixas e um lindo livreto de 50 páginas que inclui pinturas feitas por 3D – também autor da capa – especialmente para o disco. O site Sleevage publicou algumas das fotos.

Fabiana de Carvalho
Fabiana de Carvalho