Polícia suspeita de apoio da Chilli Beans às raves
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Polícia suspeita de apoio da Chilli Beans às raves
Empresa considera "inacreditável" a situação mas está tranquila
28.08.07 18:50
Quem nunca comprou um convite de festa ou pegou um flyer na Chilli Beans? A maior rede de lojas de óculos do país cresceu junto com a música eletrônica e agora enfrenta uma grande encrenca por causa dessa velha parceria.

O motivo é uma rave ocorrida em Ribeirão Pires (ABC paulista), onde pelo menos duas pessoas foram parar no hospital por abuso de drogas. Médicos acionaram a polícia e uma força-tarefa baixou na festa que, se descobriu então, nem alvará tinha. Lojas da Chill Beans na região venderam ingressos para a festa e o logo da empresa estava no flyer.

A Polícia Civil de Ribeirão Pires/Santo André agora quer saber "até que ponto a Chilli Beans está relacionada com a rave e se lucra com a venda de entorpecentes", conforme palavras do delegado Marcelo Bianchi, da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), ao Diário do Grande ABC.

O rraurl.com conversou com outro investigador da DISE (que preferiu não se identificar) que confirmou que "a Chill Beans está sendo investigada num possível custeio do tráfico. Quando começamos a investigação, a marca surgiu como a grande patrocinadora desse tipo de evento."

O investigador continuou: "Não achamos que a empresa venda, mas o crime do tráfico não se restringe apenas àqueles diretamente envolvidos na venda, trata-se de uma máquina bem maior, onde atuam pessoas até conceituadas na sociedade. Mas é importante ressaltar: ainda não temos nenhum indício, estamos apenas investigando."

180 PONTOS-DE-VENDA NO BRASIL
Parece absurdo que uma empresa com 180 pontos-de-venda no Brasil, quatro em Portugal e uma nos EUA e que vendeu ano passado aproximadamente um milhão e trezentas mil peças iria se aventurar no crime e vender ecstasy em PVTs no ABC. A empresa considera as declarações da polícia levianas e sem critério.

"É inacreditável essa situação, mas estamos tranquilos", declarou ao rraurl.com Tatiana, assessora de comunicação da Chilli Beans. Segundo ela, a empresa está completamente aberta às investigações policiais, fornecendo todos os documentos solicitados.

A polícia diz estranhar o fato de que a Chilli Beans se associa a esses eventos mas diz não ganhar nenhum dinheiro com isso. "Não lucramos com venda de ingressos", confirma Tatiana. "Para nós isso é uma ferramenta de marketing para divulgar a marca, um serviço que oferecemos aos nossos clientes. Além disso as festas tem sinergia com a marca, sempre tiveram. As pessoas estão lá para se divertir, não acreditamos que toda festa vai ser alvo da polícia."

ME = DROGAS?
Tal atitude da polícia pode abrir um precedente perigoso: e se outras empresas deixarem de apostar na música eletrônica com medo de serem envolvidas de tabela em investigações ligadas a raves e entorpecentes? Quando perguntado se a polícia considera que todas festas de música eletrônica tenham ligação com drogas, o investigador é cauteloso: "Olha, é complicado falar isso, é como dizer que no pagode tem maconha, ou que na feijoada tem pinga. Mas nós sabemos que a maioria das pessoas que freqüenta essas festas usa a droga sintética, o tal do ecstasy."

"Para vender ingressos de festas, sempre pedimos documentação e alvará," garantiu Tatiana. "Mas a questão do alvará não é tão simples: muitos conseguem alvará um dia antes da festa acontecer, o próprio Skol Beats já chegou a conseguir alvará faltando três dias para o evento."

Tatiana admite também que muitas franquias fecham acordos com festas locais e nesses casos "pode não haver tanto controle" da documentação. "De qualquer forma, como podemos ter controle sobre o que rola na festa, sobre a organização? Nem quando fechamos patrocínio oficial de eventos grandes, através da compra de cotas, temos o direito de palpitar nessas coisas."

Ela também negou que a loja vai parar de vender ingressos de festas. A única coisa que muda agora será um rigor bem maior quanto a documentação dos eventos.

Camilo Rocha
Camilo Rocha
Putz! Putz!
comentários
Juliana
Juliana(29.03.08)
0AprovadoQueima
Estou decepcionadissima com o poder q a midia tem, de fazer com q as pessoas enxerguem aquilo q ela dita, e por outro lado tenho consciência de q um dia essa midia ficara sem crédito algum. Acredito fielmente na JUSTIÇA, e sei q a verdadeira sera provada, então quem ainda não a conhece, sentirá orgulho dessa empresa brasileira, q leva o nome do Brasil pelo mundo. Chilli Beans, orgulho internacional...
marcela
marcela(13.09.07)
1AprovadoQueima
q absurdo!!
tanta gente precisando ser investigada!politicos por exemplo!sou cliente da chilli beans ha muito tempo!
galera animada!
conceito bacana!
isso se chama inveja!
se nos prendermos a midia ,viveremos soh de sensacionalismo!
por exemplo se eu disser a madonna esta gravida tds acreditam ,pois a verdade ngm buscasoh falta do q fazer!
tenho dito!
Danny Black
Danny Black(05.09.07)
-1AprovadoQueima
Matéria muito bem publicada pelo dj/jornalista Camilo Rocha. Estou morando longe do Brasil, e a única coisa que analiso é a completa deficiência de nossa politica policial, que a corrupcão e a defasagem acabam ridicularizando uma corporacão inteira, pelo fato de que: o que prescisa ser combatido é o tráfico, que é conivente com o crime organizado. O problema é que se acabar o crime organizado, as corporacöes, desde as bases até o alto escalão serão banidas do país. Ficaremos sem esse circo armado que é a policia brasileira. Mais estamos mal acostumados, e proválvelmente sentiremos falta de batidas policiais e de extorcões escraxadas, dentro da raves ou fora delas.
Imoral.
Chá
Chá(03.09.07)
1AprovadoQueima
Não concordo que a Chilli Beans tenha qualquer tipo de envolvimento com drogas ou similares. Sou frequentadora de raves desde o começo da cena no Brasil, sou DJ amadora e escuto música eletrônica a mais de 10 anos. Para mim a música e o local são mais do que suficiente para garantir diversão de primeiríssima qualidade. Hoje temos ótimas organizadoras de eventos desse porte, porém criou-se um preconceito tão grande em relação a esse tipo de festa, que eu acabo não indo mais para não me aborrecer. Esse fds tentei ir em uma, e após ter até o meu sutiã revistado, passando por imenso contrangimento, resolvi ir embora da festa. Nunca usei drogas na vida, mesmo frequentando clubes, raves e a cena underground. Não concordo com essa mentalidade da sociedade de que música eletrônica é pretexto para drogas, porém há de se concordar que isso acontece, e que isso é culpa de pessoas sem o mínimo de bom senso e de festas não bem organizadas. Não sou a favor de leis de regulamentação para realização de raves, mas talvez esse tipo de medida, possa controlar as pessoas que estão interessadas somente consumir ou revender entorpecentes. Quem sabe assim, "filtra-se" o público frequentador das PsyGode e Micaraves, deixando-as apenas para as pessoas que realmente se interessam pelo prazer da música.
luis
luis(01.09.07)
0AprovadoQueima
manda a policia da uma batida no banheiro das festas de pagode e de outras babinhas por ai pra ver se não vão querer pegar no pé dos patrocinadores>>>>
 
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