Underworld - Oblivion With Bells
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
  • Currently 0.00/5
Nota: 0.0 (0 voto)
login para votar!
ficha técnica
Nota: 3.1 / 5
Ano: 2007
Selo: TBD
Estilos: house, techno, rock, ambient
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Underworld - Oblivion With Bells
Novo disco do trio britânico soa datado, mas com dignidade
20.11.07 00:30
Quase vinte anos após ter lançado seus primeiros singles e uma década depois da estrondosa "Born Slippy", o trio britânico Underworld acaba de lançar um novo álbum. Oblivion With Bells marca a substituição de Darren Emerson - que vivenciou o Eldorado noventista da banda e marcou a sua guinada pop no começo da década passada - por Darren Price, DJ e produtor veterano que já havia feito alguns remixes para a banda.

Oblivion começa com "Crocodile", primeiro single que ganhou remixes oficiais de artistas como Oliver Huntemann e Pete Heller, além de um punhado de bootlegs que circularam pela rede nos últimos tempos. A faixa abre como se quisesse avisar que o Underworld não fez nenhuma grande reforma estética para se adequar aos novos paradigmas musicais dos anos 2000. Os vocais de Karl Hyde permanecem ecoando ao exagero, a linha melódica não passa de um sintetizador ziguezagueante e o clima epicamente sintético é o mesmo de "Two Months Off" ou "Cowgirl".

À PROVA DE HYPE
O álbum soa como o atestado de uma banda que passou incólume pelos vendavais do hype musical. Prova é "Holding The Moth", que mostra em seu arranjo enxuto e em sua letra que o clima de hedonismo cínico não se perdeu: "Who could dance like you / Dance like you / Pleasure" - imagem e semelhança de um grupo que não se deixou contaminar pela molecagem fluorescente francesa ou pela agressividade sonora vinda da costa oeste estadunidense.

Os vocais da ótima "Ring Road" - destaque do disco - são cantados limpos e sem filtros, quase que com uma levada rap, sobre uma pesada percussão tribal. As letras com pouco sentido, aparentemente saídas de uma cabeça cheia de ácido até a tampa, se juntam a sintetizadores climáticos e completam os elementos que incluíram o Underworld nos anais dos timbres eletrônicos. Oblivion ainda deixa espaço para algumas viagens menos felizes como em "Boy, Boy, Boy", com sua levada rocker blasé, ou as suspeitas (quiçá desnecessárias) "Cuddle Bunny Vs The Celtic Villages" e "Beautiful Burnout". A bela "Best Mamgu Ever" fecha o disco com acordes orgânicos e vocais gaguejantes servindo de textura ao fundo.

Ainda que seu auge remonte aos anos 90 e seu som esteja impregnado por chavões do passado, o Underworld consegue soar datado com dignidade. E mesmo pertencendo a uma geração que, via de regra, vive de vultos nostálgicos, fez um disco que poderia chamar atenção ainda que desacompanhado de toda história gloriosa de quem já foi um dos mais festejados nomes da música eletrônica.
MP3
Flash Content
Underworld - Best Mamgu Ever (mp3)

Flash Content
Underworld - Crocodile (mp3)

Flash Content
Underworld - Holding The Moth (mp3)

Flash Content
Underworld - Ring Road (mp3)


Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs e myspace.com/shfters