Thomas Mars, do Phoenix: "Daft Punk é um modelo para nós"
Sr. Marido da Sofia Coppola
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Thomas Mars, do Phoenix: "Daft Punk é um modelo para nós"
Vocalista do Phoenix em entrevista pré-show no Brasil
06.12.07 19:50
Phoenix, nome de uma cerveja X, de um pássaro mitológico e/ou de uma banda parisiense de um rock sensível que almeja o pop e conquistou o mundo através de trilhas sonoras de filmes.

A união de quatro amigos nascidos em 1977 resultou em um dos maiores grupos alternativos franceses. Calçando uma sonoridade setentista eles adotaram o inglês como língua que transmitiria sua emoções e buscam se reinventar a cada novo lançamento.

Semana passada, o rraurl.com bateu um papo com Thomas Mars, vocalista e fundador da banda, que estava em Paris, com a sua filha Rommy, fruto da sua união com a cineasta Sofia Coppola. Ele no contou sobre o novo álbum, sobre o modelo de sucesso que seguem e sobre filmes.

Afinal, o mundo os conheceu com "Too Young", música presente na comédia-romântica O Amor É Cego, e dois anos após se tornaram cult ao ilustrar a confusão solitária de Scarlet Johansson com a mesma música em Encontros e Desencontros.

Vocês vieram da mesma cena que Air e Daft Punk, mesmo soando diferente deles. Você consegue relacionar sua música com a deles?

Eu não sou um grande fã de música eletrônica. Apesar de que eu gosto de Daft Punk e suas crias, os "mini-Daft Punks". Mas apesar de sermos de estilos diferentes nós nos relacionamos no jeito em que fazemos música. Na França, nós temos nosso próprio modo de fazer as coisas, tudo é feito por nós de maneira bem caseira.

Quando e como vocês decidiram que não queriam mais ser uma banda de apóio e decidiram formar a sua própria?

Nós já tínhamos nossa banda antes disso, mas queríamos aprender a tocar de verdade. Então, acompanhamos o Air por dois meses na turnê. No final, quando nos sentíamos seguro o bastante, deixamos a turnê, fomos ao estúdio e gravamos nosso primeiro álbum.

Que influências do French touch você possui em sua música?

Nós não somos influenciados pelo french touch. O Daft Punk, por exemplo, é apenas uma geração mais velha que a nossa. E apesar de eu nunca ter os encontrado, crescemos no mesmo lugar, freqüentamos os mesmos lugares e até desconfio que eles possuem a mesma coleção de discos que eu. No entanto, os encara como um modelo para nós.

Vocês tocarão num festival aqui no Brasil com bandas dos mais variados estilos. O soft-indie-rock vai descer bem?

Sim, isso não será um problema. Isso até ajuda na verdade, nos faz sentirmos únicos. Gostamos de tocar em festivais por causa disso, lá você conhece bandas que não conheceria normalmente. Eu só conheço uma música do She Wants Revenge, ou seja não conheço nada, e o Underground Resistance só de nome, vou dar uma procurada depois nas outras bandas para me preparar para o dia. Qual o nome dos australianos mesmo?

Van She.

Van o quê? Nunca ouvi falar.

Filmes foram muito importantes para o Phoenix, mas quando vocês decidem que um filme é bom o bastante para emprestar uma música para ele?

Isso que eu gosto no mercado musical, uma vez que você termina de gravar um álbum, ele não é mais seu. Ele pode tocar em todo lugar, inclusive supermercados, padarias e, quem sabe, até em filmes. O problema é que nunca dá para assistir um filme antes dele ir ao cinema para autorizar uma música. É meio arriscado, mas nesse caso você tem que confiar apenas nos seus instintos.

E como é a composição para essas trilhas?

Não agimos diferente, na verdade. Para Marie-Antoinette, último filme da Sophia Coppola, fomos chamados para representar e tocar uma música. E, apesar do filme se passar no meio do século 18, a música que tocamos, "Ou Boivent Les Loups", soa atual. Então não é que fizemos algo pensando na trilha sonora, ela simplesmente saiu, como qualquer outra.


Phoenix tocando "Ou Boivent Les Loups" em Marie-Antoinette de Sofia Coppola

Planos para o novo álbum?

Estamos compondo e ensaiando as coisas novas, ainda. Provavelmente será mais roqueiro e deve ser lançado em algum momento de 2008 (o site da banda indica a época do verão europeu). Mas já espero poder tocar algumas novas aí Brasil, além de ter um ótimo tempo, aproveitando bastante o seu país.

Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
bad rabbits and good habits.
comentários
Felipe  DC
Felipe DC(11.12.07)
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(L)
Raphael Caffarena
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Um encontro rraurl nos comentários. Gilberto está perdendo!
Gaía Passarelli
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concordo com Igor. o disco desse ano pra mim é todo hit!
Igor Lopes
Igor Lopes(08.12.07)
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... não é à toa q eu já sou top listener do Phoenix no Last.FM. hhehehe
Igor Lopes
Igor Lopes(08.12.07)
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Nusssss....
Mas o álbum mais recente, pra mim, é só hit atrás de hit! :)
Somado à "If I Ever...", vai ser um show sóóóó sucesso!
 
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