Tribe sete anos leva 22 mil para Itu
Foto da Tribe 6 anos, em SP
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Tribe sete anos leva 22 mil para Itu
Com três tendas e público gigantesco, festa chega ao seu sétimo ano de realização
17.12.07 18:55
A fazenda Maeda, enorme pedaço de pasto localizado no município de Itu, recebeu no último sábado (15/12) a sétima edição de aniversário da Tribe. Tradicional reduto de adeptos do trance e de suas vertentes, o evento durou até o meio da tarde do domingo e reuniu cerca de 22 mil pessoas, segundo a organização. Artistas como Infected Mushroom, Stephan Bodzin, Astrix, Gui Boratto, Wrecked Machines e Pedra Branca se apresentaram nos três palcos montados na fazenda, e não faltou sol para aquecer os ânimos dos presentes. Como já é de praxe, teve até caminhão pipa na pista para refrescar.

O acesso para a Maeda tinha organização policial e esteve bem mais tranqüilo que o de outras festas realizadas no mesmo local, mesmo nos horários de pico. A revista feita pelos seguranças particulares foi rigorosa, com direito a procura por LSD na bateria de celulares. A maioria das críticas ficou por conta do sistema de som do palco principal, que chegou a desligar completamente mais de uma vez.

Mas apesar dos contratempos, a estrutura faraônica da Tribe - tanto dos palcos quanto das pistas - estava belíssima, contou com muitos banheiros, praça de alimentação variada e espaço suficiente - problema que obrigou a organização a levar o evento da pedreira de Pirapora do Bom Jesus para a Maeda. Tudo estava bem montado, principalmente para uma festa que não leva o título de nenhuma grande corporação no nome. Só faltou mais sombra, o que levou o público a se amontoar no World Music Stage durante os momentos mais quentes do dia.

MÚSICA PARA TODOS OS GOSTOS
Entre as apresentações musicais, as mais concorridas foram as da ala israelense, como sempre. A trinca Pixel - co-autor do hit "Face It" -, Astrix e Infected Mushroom levou o público ao êxtase durante as primeiras horas do amanhecer. Esses últimos fizeram seu tradicional show com guitarras e vocais ao vivo, apresentando hits dos álbuns mais recentes - como "Becoming Insane", "Muse Breaks", - além de faixas mais antigas. O brasileiro Wrecked Machines e sua parceria com o holandês GMS também segurou os ânimos em alta com remixes para Depeche Mode e X-Noise. Na tenda Club, o Wrecked deu as caras ao lado de Marcelo V.O.R. com seu projeto de electro-house Velkro.

O encerramento do evento ficou por conta do paulistano Gui Boratto, ícone brasileiro na cena eletrônica mundial que desfilou hits do seu álbum Chromophobia, lançado pelo selo alemão Kompakt, e outras novidades. O produtor Stephan Bodzin e o live da dupla D-Nox & Beckers fizeram a alegria dos adeptos dos BPMs mais lentos, tendo esses últimos tocado basicamente material de seu último disco, Left Behind, e hits de sua fase mais progressiva que os tornaram habitués desse tipo de evento. No World Music Stage, o destaque foi o show da banda Pedra Branca - que mistura elementos indianos, cítaras e percussão ao vivo a bases de trip hop.

Apesar de algumas nuvens negras que ameaçaram o evento durante a tarde, a única lama da festa foi ocasionada pelos chuveiros instalados pela organização e pela mangueira do caminhão pipa. A aguardada performance do artista plástico americano Alex Grey - alardeada como principal atração da noite - durou boa parte do evento, tendo como resultado a pintura de um painel em forma de cubo com esqueletos psicodélicos. Dessa vez não houve peladonas e nem fatalidades, e a Tribe 7 anos passou justificando o porquê de ser considerada uma das principais festas do calendário raver brasileiro.

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
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