Baixista do Blur faz documentário sobre cocaína
Alex James e a preciosa em estado bruto
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Baixista do Blur faz documentário sobre cocaína
A convite de Álvaro Uribe, músico viaja à Colômbia para ver os estragos que a indústria da droga causa ao país
31.01.08 17:50
Como a maioria já deve saber, o Blur, um dos bastiões do que nos anos 90 se convencionava chamar de "Britpop", vem se reunindo de volta com sua formação clássica, incluindo o arredio guitarrista Graham Coxon, que deixou o grupo no início de 2002 para se dedicar a uma (excelente) carreira solo. Outro de seus membros, no entanto, vem encontrando atividades menos, err, ortodoxas, para se dedicar em seu tempo livre.

Conhecido por sua pegada discreta no palco e por seu jeito viajandão fora dele, o baixista Alex James apresentou recentemente um documentário para a rede britânica BBC. O detalhe fica por conta do tema do filminho: a cocaína, e seus efeitos nocivos para a Colômbia, país que fornece a maior parte da droga consumida no Reino Unido.

Alex e Damon Albarn
Alex e Damon Albarn
Na produção, exibida esta semana no Reino Unido, James, que viajou à Colômbia a convite do presidente Álvaro Uribe, aparece reunido com um traficante, um assassino de aluguel dos cartéis produtores da droga e uma "mula" (pessoa encarregada de transportar a droga em viagens internacionais), além de oficiais da Polícia colombiana, com os quais acompanhou operações de destruição de laboratórios de refino e de erradicação manual e aérea de plantações de coca.

Nada de errado, se o baixista não tivesse admitido em sua própria autobiografia, publicada no ano passado, ter usado e abusado do entorpecente durante os anos 90, chegando a gastar mais de um milhão de libras (segundo seus próprios cálculos) em cocaína e champanhe quando sua banda estava no auge do sucesso.

Sobra até para o Brasil, citado no livro por ocasião dos shows realizados pelo Blur em Rio e São Paulo, em 1999. Passagem, segundo o relato do próprio músico, regada ao aditivo contra o qual agora milita.

"Eu estava no famoso Copacabana Palace, na suíte em que Orson Welles e Marlene Dietrich costumavam ficar. Decidi chamar algumas das fãs mais bonitas para subir ao meu quarto. Após coloca-las para dentro, cai na cama e deixei-as cobrirem-me de beijos e champanhe. Eu parei de fazer sexo ocasionalmente, mas só para consumir mais drogas. Foi uma boa noite, mas nada atípica, durante os anos 90", relata o músico.

CRÍTICAS
No entanto, ao contrário de sua banda, quase uma instituição em terras britânicas, o novo projeto de Alex James não foi recebido de forma unânime no Reino Unido. O jornal "Guardian", um dos mais prestigiosos do país, não perdoou os atos contraditórios do músico, e detonou o que considerou uma hipocrisia de sua parte.

"Parece que James continua vivendo sob efeito desde que largou as drogas; no último verão, contava alegremente histórias sobre suas noitadas regadas a cocaína para impulsionar as vendas de sua autobiografia, e agora vem com um momento de ‘esclarecimento' para promover seu novo programa de TV", criticou.

:: Leia aqui uma coluna de Alex na revista The Spectator. E aqui, fotos dele na Colômbia.

Guilherme Sorgine
Guilherme Sorgine
comentários
Bruno Guerra
Bruno Guerra(04.02.08)
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huhuhu
é, pelo jeito ninguém põe fé no sujeito hein?
Fernando Ribeiro
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nuossa... não chamam mais de britpop??? ai, o que ser as bandinhas indies-britânicas-pop chamadas??

99??? isso quer dizer... 9 anos? poutz... cadê minha bengala!!???
pencas de padê! hahahaha
Tati Oldfield
Tati Oldfield(01.02.08)
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É...nos anos 90,o Blur era bem junkie...e o Alex continua numa buena com o pó...aff.
ivi brasil
ivi brasil(31.01.08)
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muuuuuuuuuito padê!