Cinco Perguntas para Efdemin
Phillip Sollmann aka Efdemin
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Cinco Perguntas para Efdemin
Autor de "Acid Bells" busca ânsia por profundidade na música eletrônica atual
28.02.08 19:50
Do deep ao click, a house minimalista segue um desempenho exemplar desde que "Easy Lee" surgiu, desde que Richie Hawtin começou a riscar seu Final Scratch. Akufen, Swayzak, Isolée e afins, cada um com sua peculiaridade e sonoridade plástica, deram uma azeitada na pentelhice techno-bolha do less is more eletrônico.

Duas novas vias dessa geração de houseiros ultra-inorgânicos são fundadas no mesmo selo (alemão, claro): Efdemin e Pantha du Prince, ambos do staff da Dial Records, fundada no fim da década passada em Hamburgo por Carsten Jost.

Não que "houseiro" seja a palavra mais apropriada, no sentindo househead da coisa: aqui não tem hedonismo fácil e glamour norte-americano. É techno minimalista de atmosferas sentimentais, hipnóticas e groove processado de forma industrial, uma estética kraut do som de Chicago, resposta alemã ao techno quadrado e repetitivo que a excessiva cena minimalista local produziu.

EFDEMIN DU PRINCE
O Pantha du Prince é mais humano, violinos em eterna melodia que dão um ar trance, quase de fábula de tão emotivo. Efdemin é mais urbano, o minimal em sua versão "house fino", deep alemão. Enquanto o Pantha teve destaque pelo conjunto do álbum This Bliss, Phillip Sollmann e seu projeto Efdemin foram aclamados por "Acid Bells", panelaço que se esfarela em 10 camadas surrounded antes do momento acid-bombator.

Flash Content
efdemin - acid bells (mp3)
Efdemin - Acid Bells

Conversamos com ele sobre suas influências, minimal, house e afins.

Você cresceu na música e produz desde os anos 90. Mas agora você tem um hit, "Acid Bells", e despontou. Qual é a sensação?

A real é que eu me sinto bem e aprecio muito a resposta à minha música. Estou bem feliz por esta música porque ela trilhou um caminho numa esfera diferente da que meu som costumava estar, então as pessoas perceberam que não sou limitado a um tipo de música, o que é muito importante para mim.

Foi com o house que sua música foi além do minimal e techno da cena alemã, pode-se dizer "house is back", ou na verdade ela nunca foi embora?

Para ser honesto, eu acho que a house music sempre foi forte e eu não quero tomar parte nessa discussão minimal vs house, whatever. Mas você pode sentir uma ânsia por música com maior profundidade atualmente, pois tudo ficou muito estrito e sem emoção nos últimos anos. Eu tive que perceber, como DJ, que meu estilo ficou mais e mais reduzido nesse tempo - e isso não significa que ele tenha ficado minimal, de maneira alguma.

Conte um pouco sobre seu histórico musical: o que você sempre ouviu e o que te levou a produzir música eletrônica.

Lá vai: pop (rádio), indie/punk, hip hop/jazz/soul, "intelligent techno", house, música experimental, música clássica contemporânea, techno e Harry Patch.

Os artistas eletrônicos hoje em dia, por mais conceituais e experimentais que possam ser, sempre ansiarão ir além do underground? Por isso o tradicional processo de lançar álbuns, remixes, singles, EPs?

Eu só posso falar por mim mesmo, nunca segui um plano quando criei meu álbum. Depois de lançá-lo fiquei surpreso com as reações, convites, pedidos de remix e etc.. Então eu escolhi as melhores faixas e fiz o que podia, não tive nem tempo de pensar na problemática "underground vs mainstream" ainda. Será que deveria? Acho que tenho que deixar essas coisa longe de mim - e concentrar na música.

O que está por trás da Dial Music? Você e o Pantha du Prince foram os grandes nomes do selo ano passado.

A Dial é um grupo de amigos com background e interesse em música e artes similares. Me sinto muito bem lá (ao mesmo tempo que estou atento para as coisas que um selo sempre podem trazer de preocupação). Não nos importamos muito com vendas, hypes - tudo isso. Se podemos lançar nossa música numa plataforma, nós ficamos felizes.
E verdade que o selo é eclético demais. O próximo álbum por lá sairá em março, do Dominique. É é um trabalho muito bom, boa guitar music. Confira.

Phillip também lançou um álbum homônimo do Efdemim e atualmente foca atenções em outro projeto, Pigon.

Flash Content
Efdemin - Lohn & Brot (mp3)
Efdemin - Lohn and Brot

Flash Content
EFDEMIN - efdemin - joni (mp3)
Efdemin - Joni

Flash Content
Pigon - Cottonwood (mp3)
Pigon - Cottonwood

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope
comentários
Psycho
Psycho(29.02.08)
0AprovadoQueima
Como é que se pronuncia o nome desse moço?
Tem um podcast dele sensacional no Resident Advisor. Peguem lá.
Rafael Amorim
Rafael Amorim(29.02.08)
0AprovadoQueima
Acid bells é loka!! mas....
Bergwein, é a faixa mais linda que já ouvi de minimal..
Carten jost quando tocou na e.edge um tempo atraz
foi perfeito, desde de então virei meus ouvidos pro minimal alemão e conheci seu companheiro de sêlo, efdemin...Valew pela materia Jade!!!
Modern Process
Modern Process(29.02.08)
0AprovadoQueima
verdade Augusto,faixa que é do começo de 2007 e que eu fui só ouvir recentemente com o Techjun tocando e se não me falha a memória o Sasha Funke tbm tocou ela por aqui .

track foda! que na pista é muito mais techno do que house.
Spavieri
Spavieri(28.02.08)
0AprovadoQueima
me gusta !
Merli
Merli(28.02.08)
1AprovadoQueima
Tem uma faixa dele, Just a Track. Que tem um vocal no qual fala algo assim "...if house is the nation I wanna be the president ...". É muito boa, procurem.