Pilooski reaviva raridades com seus edits
Cédric Marszewski :: Pilooski
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us
Pilooski reaviva raridades com seus edits
Integrante da turma do DIRTY, Cédric Marszewski (Pilooski) é renomado feitor de edits
13.03.08 19:55
A dance music francesa tem cacife hoje não apenas por robôs mascarados e coloridos selos new ravers. Vem da terra dos brioches também a turma do site e selo DIRTY. Dessa turma de músicos, fotógrafos e artistas no geral, saiu um dos sites mais bacanas dessa década, fonte de divertidas entrevistas, sets e material virtual.

Faz alguns poucos anos que o DIRTY desencanou das funções jornalísticas e focou suas atenções no selo homônimo, tanto que esse ano eles foram agraciados com um showcase no Sónar by Day desse ano. Pilooski, DJ e famoso por seus edits, é um pequeno integrante dessa pequena máfia francesa.

Atração de sets esse fim de semana no Rio (69, sexta) e São Paulo (Vegas, sábado), Pilooski tem sido destacado dessa turma pela reconstrução de faixas velhas de rock e disco. Não é remix, mas sim edit, como ele mesmo explica. "Um edit é quando mexe nas faixas sem ter suas partes separadas. Já um remix, você muda mais, eu geralmente só mantenho a voz, quando há uma".

Discodeine
Discodeine
Esse trabalho é feito de maneira analógica por Pilooski, adicionando ou repetindo em novas camadas as batidas e linhas de baixo, além de pedais de efeitos e outros brinquedinhos gravados em seu computador. Ano passado a versão "re-edit" (edits não deixam de ser uma versão, igual é com os remixes) de Pilooski "Beggin'", do clássico grupo americano Frankie Valli & The Four Seasons, foi lançada legalmente com suporte da Warner britânica e alcançou um surpreendente primeiro lugar no UK dance chart.

Ainda no núcleo DIRTY, PIlooski é metade da dupla Discodeine, que surfou bem na onda space disco de 2007 com duas boas faixas. Conversamos com o homem por e-mail sobre os tais edits e suas referências musicais, todas bem obscuras e curiosas.

Qual foi seu primeiro edit?
Provavelmente algo das trilhas de Ennio Morricone e uma faixa velha do Underground Resistance que eu amo.

O que você conhece de música brasileira? Diga-me o que você conhece a respeito e como você poderia editar alguma coisa desse gênero.

Eu amo música brasileira. O material antigo do Mutantes é maravilhoso, Tim Maia, Azymuth, Caetano... A maioria das coisas tropicalistas, e também coisas brasileiras da new-wave dos anos 80. Eu acho que a música de vocês sempre tem boa melodia, a saudade é a chave, um pouco como os italianos, é algo dos latinos!

Com certeza, eu amaria fazer um edit dos Mutantes, mas será que há mesmo a necessidade disso?

E quais são os artistas ou músicas que você mais gostaria de editar?

Não faço muitos planos sobre meus edits, sobre o que vou fazer. O que tenho no momento são coisas psicodélicas da Jamaica que terminei recentemente. Algumas coisas de techno para o Turbo, do Tiga, e fiz também algumas coisas em roqueiras para a Stones Throw.

Qual o tipo de música impossível de editar?

Eu posso editar todos os gêneros, eu não me importo, desde que você possa fazer algo um pouco diferente e talvez mais psicodélico, respeitando o original ao mesmo tempo. Eu sou livre, como você pode ver...

Há alguma música que você tentou editar e não conseguiu pela complexidade ou por algum outro motivo?

Alguns eu nunca terminei porque eu percebia não haver muito uso para eles no final. Fiz um para o My Bloody Valentine, e o original era tão bom que eu simplesmente pensei "como eu posso fazer melhor que isso?"

Resuma em algumas faixas o melhor da disco music, na sua opinião

Disco é um estado de espírito para mim, então é difícil de escolher uma música. Eu gosto da grande maioria das produções de Patrick Adams ("Don't Let The Rainbow Pass You By", é uma de minhas velhas favoritas, bem pop e animada, é mágica e pode iluminar o seu dia), e gosto também da maioria das coisas do Arthur Russel. Coisas mais recentes dos irmãos Mizell.

Mas não gosto só das obscuras. Por exemplo, "I Feel Love" da Donna Summer, é uma canção doida, bem gay, eu sempre gosto de algo que tem um lado soturno, entende? Coisas intensas e perigosas ao mesmo tempo...

E as músicas (e artistas) também que criaram o pior desse gênero?

A maioria da disco francesa dos anos 70, quando eles tentavam copiar o Salsoul e o philly soul. Era uma piada.

Cite algumas músicas do rock antigo que podem ser tão dançantes quanto qualquer faixa atual de música eletrônica.

A maioria dos discos do Can são tão modernas. Tem as músicas do Brainticket, do Niagara - uma banda velha alemã, dos anos 70. Eu gosto do lado "viajandão" do rock, mas também o grande reverb que é o som de Phil Spector & Joe Meek. São produções dos anos 60, devem estar sumidas hoje em dia e ninguém nem notaria também, mas eles inspiraram tanta coisa que é lançada hoje em dia.

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Leia o blog da turma do DIRTY aqui, consulte a lista de edits deles aqui, e ouça abaixo alguns edits de Pilooski para artistas como Edwin Starr, John Miles e Alan Parsons Projects.

MP3
Flash Content
alan parsons project - i robot (pilooski edit) (mp3)

Flash Content
Edwin Starr - Get Up (Pilooski Edit) (mp3)

Flash Content
John Miles - Stranger In The City (Pilooski Edit) (mp3)

Flash Content
Frankie Valli & The Four Seasons - Beggin' (Pilooski Edit) (mp3)

Flash Content
the pointer sisters - send him back (pilooski edit) (mp3)


Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola
it's like the 60s, with no hope
comentários
Rodrigo SM
Rodrigo SM(15.03.08)
0AprovadoQueima
Tropecei na Stranger In The City esses dias. Belo bassline. A ver o que será o set...