Devotos do combo disco-house do aclamado selo norueguês Feedelity lembram que a trajetória dos lançamentos da casa se resumiu, até fins de 2007, apenas a lançamentos assinados pelo chefão Hans-Peter Lindstrøm. Foi justamente em novembro do último ano que certificamos que, ao contrário do que o catálogo do selo pode sugerir em uma primeira vasculhada, Lindstrøm quer, sim, engrossar o caldo de sua lista de apostas em novos produtores. Quem quebrou com graça e talento a seqüência de 12" matadores de Lindstrøm - dentre os quais "I Feel Space" e "The Contemporary Fix" - foi Dominique Leone, um nerd boa-praça do Texas.
Com pinta de quem faria sucesso estarrecedor na pista de qualquer
Ursound ou Bearland, o barbudinho Leone é graduado em música e um dos colaboradores mais afiados do site californiano Pitchfork Media.
Dominique Leone EP marcou seu ingresso no time Feedelity ao destacar a exótica "Clairevoyage", um curioso medley prog-disco realizado em parceria com Lindstrøm e a gigante turma do
Mungolian Jet Set, encabeçada por Pål Nyhus e Knut Petter Sævik. No fim, a peça passou por 16 produtores e músicos até ser concluída. "O Mungolian Jet Set não tem medo de maximizar o número de elementos presentes em uma faixa", conta Dominique. "Fazem verdadeiras sinfonias disco, tudo bem fora do comum". Outro destaque do EP foi "Conversational", que acabou integrando a compilação de Hans-Peter para a série "Late Night Tales", do selo Azuli, ao lado de nomes como Dusty Springfield, Carly Simon e Sly & The Family Stone.

Leone conheceu Lindstrøm ao sondar o nórdico sobre um possível remix para uma das atípicas experimentações realizadas em seu estúdio, em São Francisco. "Nem acreditei quando o Hans-Peter respondeu dizendo que havia adorado as faixas e que queria lançadas pelo Feedelity", lembra. "A idéia inicial era lançar o EP com um remix dele, mas ele não ficou satisfeito com nada do que fez. No fim, o Mungolian entrou na história e fez a faixa comigo, o Lindstrøm e aquela galera toda".
NOVO SELOFoi a partir desse contato que Lindstrøm resolveu inaugurar seu selo
Strømland com o álbum de estréia de Dominique. Entusiasmado com a contratação, Lindstrøm tem levantado a bandeira do americano sem parar, argumentando que seu novo álbum é "inteligente, mas não-pretensioso" e "divertido para caralho". "A música do Dominique sempre me tira de órbita", contou Lindstrøm ao rraurl. "Ele realmente precisa ser ouvido e acho que, com o tempo, isso vai começar a acontecer".
Para a produção do álbum, Dominique bebeu em fontes como Can, Debussy, Todd Rundgren, Harry Nilsson e Olivia Newton John e foi milhas além do foco em uma monotemática space disco - rótulo-chefe associado a Lindstrøm e já um tanto massacrado como clichê. O trabalho, definido pelo rapaz como "prog disco minimalista encontra ‘Abba Beach Boyz Noise'", chega às lojas neste março. "Não sei a data exata do lançamento, mas já estou tendo um feedback bem bacana de algumas pessoas que receberam promo", conta.
Para o Strømland, formado em parceria com Joakim Haugland, fundador do selo
Smalltown Supersound, Lindstrøm já promete mais novidades. Em sucessão ao lançamento do álbum de Dominique, ele garante o relançamento de um 12" de um obscuro franco-norueguês. "A reedição será de um disco de 1979 do Alf Emil Eik, que faz tipo uma mistura entre rock progressivo e jazz. Fechei um remix do Todd Terje para a faixa, que deve anteceder o lançamento", anuncia Lindstrøm.
Enquanto não arrumamos algumas faixas para streaming direto aqui, você pode ouvir as produções de Dominique no
MySpace dele.
não sei quanto ao Dominque, mas estou ouvindo o pessoal do Mungolian Jet Set, e que som doido... to pirando
abss
Para o Lindstrom puxar o saco assim, o cara deve ser bom mesmo.