Cinco perguntas para Legowelt
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Cinco perguntas para Legowelt
Danny Wolfers assume a influência de filmes antigos de terror europeu
02.04.08 15:05
Muito além das platéias abarrotadas e dos palcos iluminados de seus superstar DJs, a Holanda possui uma rica tradição no lado mais obscuro da dance music. São artistas influenciados pelos sons mecânicos de Detroit, pela acidez de Chicago e pelos sons que antecederam a explosão ítalo-disco na Itália. Entre esses, poucos são tão influentes como o produtor Danny Wolfers, homem por trás do projeto Legowelt.

Danny responde ainda por incontáveis pseudônimos, como Gladio, Salamandos, Smackos e Venom 18. Assumidamente influenciado por filmes antigos de horror europeu, ele começou a produzir ainda na década de 90 com um Yamaha DX21 e um Poly 800. Hoje ele é dono de um selo, o Strange Life, mas continua compondo faixas de electro lo-fi tributárias à dance music produzida em décadas passadas.

Legowelt desembarca no Brasil no próximo dia quatro, quando começa seu pequeno tour pelo país. A primeira apresentação será no Clube Clash, em São Paulo, e no dia seguinte ele estica até Campinas, onde toca no Kraft. Aproveitando sua passagem, convidamos Danny a participar de nossas cinco perguntas da semana, onde ele falou sobre seus pseudônimos, o trance na Holanda e listou alguns de seus filmes de horror favoritos.

Por que você usa tantos pseudônimos? De onde você tira esses nomes e quando decide que é o momento para criar um novo?

É porque há todo um conceito ou algo assim. Algumas músicas são feitas por outra personalidade na minha cabeça, mas não que eu tenha algum distúrbio com personalidades múltiplas, é só um conceito. Quando produzo já estou com a cabeça de uma pessoa que faria aquele tipo de música. Ou algumas vezes é simplesmente um estilo diferente que precisa receber um outro nome.

Analógico mesmo
Analógico mesmo
Como é o seu live? Que aparelhos você usa atualmente e o que o público deve esperar das suas apresentações aqui no Brasil?

Uso bateria eletrônica, samplers e sintetizadores. É uma apresentação bastante improvisada, com deep techno de Detroit e faixas ácidas de Chicago. Mas também devo tocar algumas faixas "clássicas" do Legowelt nessa turnê.

A Holanda é bem conhecida por sua forte tradição em exportar DJs de trance. Qual sua opinião sobre essa cena? Você acha que ela acaba eclipsando outros aspectos da música eletrônica do país?

É uma cena completamente diferente e eu não ligo para ela. Mais pessoas gostam porque é de fácil acesso, como a música pop. Eu não acho que eclipsa outros aspectos da dance music holandesa porque é simplesmente o que a maioria gosta, e se não houvesse o trance, eles ouviriam outras coisas, mas provavelmente não dariam bola para esses outros estilos.

Você assume em sua biografia que sua música é bastante influenciada por trilhas sonoras de filmes de terror europeus. Você pode dizer quais são seus três filmes de horror favoritos?

1. De Lift, de Dick Maas, um filme holandês dos anos 80 em que o próprio diretor fez a trilha usando um Jupiter 8, acho. É uma trilha incrível, muitos simples, como John Carpenter. O filme é sobre um elevador que possui vida própria.


Trailer de De Lift

2. Phenomena, o famoso filme italiano de Dario Argento. É sobre uma garota (Jeniffer Conelly) que precisa ir a uma escola suíça e conhece um professor que consegue controlar insetos com o poder da mente. E então há um serial killer e um macaco que a ajuda. A trilha sonora é incrível, com faixas do Goblin, Motorhead, Iron Maiden e Bill Wyman, dos Rolling Stones.

3. Cannibal Man, ou La Semana del Asesino, um filme espanhol de 1972 dirigido por Eloy de la Iglesia. É um filme profundo que não é sobre canibals de forma alguma, mas é um comentário social sobre a Espanha na época de Franco no começo dos anos 70 e um retrato de um homem que cai na insanidade por acidente.

Quais são seus próximos planos? Espera lançar material novo em breve?

Sim, há um disco saindo por um selo italiano, parecido com trilhas sonoras de filmes policiais da Itália dos anos 70, com muitas wahwahs, clavinetas e coisas assim. Também algum material de acid e techno pela Bunker, algo como faixas bizarras de Chicago old school. E no meu próprio selo, Strange Life, haverá material do Twilight Moose, do tipo electro de Detroit. E muitas coisas mais!

Marcus Vinícius Brasil
Marcus Vinícius Brasil
twitter.com/marcvs e myspace.com/shfters
comentários
powerpill
powerpill(04.04.08)
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Squadra Blanco é ele tb é?
:O
foda!
Rodrigo
Rodrigo (03.04.08)
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No Brasil, o Legowelt saiu do gueto eletrônico pra conquistar a moçada depois daquela vinhetinha da MTV em que dois moleques estão discotecando numa laje, ao lado de um prédio. Aí o da pick up rola "Disco Rout" , o outro desce do murinho e os dois começam a pular... Muito foda a vinheta e o som.
Alain Patrick
Alain Patrick(03.04.08)
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Ficamos muito felizes em trazer o Legowelt. Aguardem, em breve, tem mais................ :)

FMAM Crescendo Staff
pqp esse é o cara ... diretamente saido de algum filme scifi das antigas uahauh .. horror addicted ainda, é dos meus !
Giordano Bruno
Giordano Bruno(02.04.08)
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Faltou Squadra Blanco, Polarius, Franz Falckenhaus... E por aí vai.
Hehe.
Meu produtor favorito, meu sonho era poder ir em alguma das apresentações...
Sei que vou me arrepender profundamente de não ir.
Valeu rraurl pela entrevista!
 
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