Psy-funk, bate-cabelo, pop, electroclash reprocessado... Vale de tudo pra mistura mais vaga (e das mais disseminadas) da música eletrônica atual
07.04.08 22:10
Houve uma época - não faz muito tempo -, como era legal demais ir à D-Edge ou a outro clube bem escuro e dançar qualquer set/remix/bootleg/faixa do Tiefschwarz. Claro que para muitos ainda é legal, mas assim como os contemporâneos minimal e psy, o electro house, subgênero vago que não diz nada, mas no ouvido soa tão único, voou para bem longe de pistinhas da Barra Funda e alcançou o inalcançável.
Primeiro, as paradas de sucesso. Depois, os rentáveis filmetes publicitários. Daí para as infinitas possibilidades do pop e do underground bagaceira, ninguém segura!
Ida Corr vs. Fedde Le Grand - Let Me Think About It
Essa musiqueta safada do fim de 2007 tocou de versões tribais extended em pistas com bees descamisadas até festas de formaturas, no final da noite, quando o DJ cansado de tocar Ivete a pedidos, se arrisca a por um som mais "bacana".
São vários os elementos que explicam o sucesso: as chibatadas sintéticas gritadas pelas gostosonas, o loop-buzina sintético tão característico, ou a paradinha com os vocais... O ponto é que esse combo holandês-dinamarquês de DJ/cantora extraiu cirurgicamente o bombator-requebrado do electro house e fez com que os ouvintes não passem batido ao som.
DJ Hanny - Danza do creu (electro house)
Mas aqui chegamos ao limite de tudo, a estratosfera que uma sub-sub-sub-concepção musical da dance music pode chegar: o electro house virou "carimbo eletrônico de qualidade" e agora é base para qualquer coisa, qualquer mix.
Então um misterioso DJ Hanny criou, veja só, a versão electro house da Dança do Créu, o maior sucesso anal brasileiro desde Carla Perez. Conceito? Underground? Pista inteligente? Só se você ouve o Judge Jules tocando minimal sexta a noite na Transamérica.
Spektrum - Kinda New
Passado o susto, vamos relembrar um bom momento do electro house mundial, lá dos idos de 2005. "Kinda New", do Spektrum, de sintetismos ultra-orquestrados, mas que te fazem quebrar a cintura (é essa a essência electro house: o equilíbrio entre barulheira inorgância e elementos humanos rebolativos). E o vocal we all live and die? Um clássico...
ah jade, acho que se vc não tivesse percebido, não teria dado tanto destaque... mas enfim...só foi um desabafo...acho uma grande bobagem querer satirizar erros bobos de português...
mas tem coisa nova e boa sim.... é só procurar.
Valeu pela conversa gente, bóra pra um outro tema hehehe...
E chega de neura! Thanks God, it's Friday!
mas enfim...só foi um desabafo...acho uma grande bobagem querer satirizar erros bobos de português...
e to mesmo sem trabalho! é sexta...hahahahhaha