Poucos imaginam que Mathew Jonson, cabeça por trás do grupo canadense Cobblestone Jazz, trabalhava como salva-vidas antes de mergulhar no techno improvisado. "Também já dei aulas de natação e trabalhei instalando sistemas de som e iluminação" revela Jonson, que começa hoje (11/abr) sua pequena excursão pelo Brasil.
A primeira apresentação será em Florianópolis, na Confraria das Artes, e no sábado (12/abr) os canadenses aterrisam em São Paulo para tocar no clube D-Edge. Mathew adianta que o show contará com uma polpuda parafernália analógica, que inclui um "Fender Rodhes, Jomox, TR 606, computadores, vocoder, efeitos, etc".
Future jazz

O trio, formado também por Tyger Dhula e Danuel Tate, vem embalado pelo recente lançamento do álbum
23 Seconds, seu último trabalho de estúdio. Hits como "Dump Truck" e "India in Me" não devem faltar, assim como muita improvisação e motivos de sobra para dançar.
Fã de acid house (um de seus últimos remixes é para a clássica
"Higher State of Consciousness", de Josh Wink), Mathew Jonson respondeu às cinco perguntas dessa semana. Ele falou sobre seus primórdios como clubber, a formação em música clássica e de quebra deu algumas dicas para quem quiser se iniciar na sonoridade movediça do jazz.
Como começou seu envolvimento com a música eletrônica? Você se lembra de que gênero gostava de ouvir quando começou a sair para clubes?Eu comecei com a eletrônica altamente influenciado por meu pai. Ele toca muitos instrumentos e também sempre esteve envolvido com tecnologia musical. Foi depois de quase dez anos produzindo que eu entrei em contato com clubes, já que eu era bem jovem. Aí eu comecei a ouvir muita house, drum and bass, techno, trance, ambient, etc. Mas minhas verdadeiras raízes estão no hip hop, jazz, electro e na música clássica.
Como é o processo de composição das faixas do Cobblestone Jazz? Os solos de teclado ouvidos nas músicas são realmente improvisados durante as gravações?O processo muda o tempo todo, mas improvisar é certamente o principal elemento. É difícil quando compomos trechos separadamente. Parecem soar um pouco artificiais quando fazemos isso, então preferimos improvisar. Há muitas faixas que são gravações de jams simplesmente com um corte no começo e no fim. Em outras gastamos um pouco mais de tempo na engenharia.
Quais os próximos planos com o Cobblestone Jazz? E seus projetos solo?Vamos trabalhar em alguns singles para lançar no final desse ano. Excursionar com esse álbum é o que estamos fazendo na maior parte do tempo. Eu estou construindo um estúdio em Berlim e gastando o máximo de tempo que eu tenho lá. Faz muito tempo desde que eu estive realmente compromissado com produção, então acho que agora é o momento.
De onde vocês tiram os nomes para as músicas? Sou especialmente curioso em relação a "India in Me", você pode contar a história por trás do título?Eu pratico yoga e meditação regularmente, e o som me lembrou disso por alguma razão. Ambos têm raízes em práticas originárias da Índia. Mas nossos títulos geralmente não significam muita coisa além da verdadeira relação com a música.
Se alguém que nunca ouviu jazz te perguntasse por algumas dicas no gênero, quais discos você recomendaria para um bom começo?Biches Brew, do Miles Davis,
Headhunters, do Herbie Hancock, e
The Köln Concert, de Keith Jarret, são alguns dos meus favoritos.
fiquei mto mto mto triste de não poder viajar neste dia para SP. perdi : /
se tiverem o set gravado, vou ficar mto feliz
ouvi de uma pessoa que foi: "foi o set da minha vida"
: (
;)
emocionante o que eles fazem ao vivo.
abs.