Chefão da Ed Banger ainda não enjoou do sucesso e já conhece cena brasileira de maximal
Pedro Winter aka Busy P. dispensa muitas apresentações, mas se elas são necessárias, basta entregar o currículo: gerentão do Daft Punk. É dele parte dos esforços desde os anos 90 para emplacar a dupla como expoentes máximos da eletrônica francesa. Evidência para tal afirmação é que lá por 96, 97 ele também cuidou da carreira do Cassius, que por um breve momento disputou de igual com o Daft Punk a medalha de ouro do
french touch.
Dez, onze anos depois disso, o Daft Punk são os robôs mais famosos do mundo, e hoje Pedro Winter tem uma nova função integral, seu selo Ed Banger. É uma "aposentadoria de luxo" do trabalho com a dupla, que nesse momento ainda bebe na fonte do mesmo sucesso de 2006, algo que parece não acabar.
NEGOCIANTE CARISMÁTICOMas o empresário/DJ adquiriu ares de Midas ao transformar o som de seu selo em nova sub-cena-gênero-vertente musical. Seus artistas são essenciais na nova música eletrônica barulhenta, electrão nervoso de alma rocker que aqui a gente já conhece muito como maximal. Como se não fosse suficiente,
SO ME, outro membro da Ed Banger, ajudou a criar com seus traços coloridos sobre bases brancas, a estética fashion e visual da então moda new raver.
Como Busy P. ele também é parte musical da turma, dono de confusões funkeadas com "Rainbow Man" e "Chop Suey". Simpático demais, Pedro Winter é o famoso entrevistado cativante. A boa vontade com a imprensa cria sempre um papo de amigo com jornalistas num nível sutilmente promocional. Pedro Winter é um verdadeiro mercante das artes musicais eletrônicas.
Então agora é a primeira vez que você toca como DJ após o sucesso Ed banger, certo?Exato, eu toquei aí em 2005, no Rio e em São Paulo. No Rio foi no Dama de Ferro, em São Paulo junto com Justice, não me lembro onde (foi no extinto Ampgalaxy). No Dama de Ferro foi excelente, lembro bastante, em São Paulo foi OK.
Não posso reclamar que ninguém lembra disso, eu sei que muitas pessoas só descobriram há pouco tempo todo esse som francês, o Justice, até mesmo o Daft Punk, muita gente descobriu só agora.
Como você definira seu set?Eu toco basicamente o que faço. Bits eletrônicos, barulheira, tento dar um pulo por diversas coisas, sempre.
Conte um pouco como você começou a trabalhar com música.Foi em 1995, eu era promoter em Paris, a partir de 96 comecei a agenciar o Daft Punk, até 2008, quando passei a me dedicar 100% à Ed Banger.
E o Daft Punk agora para 2008, quais os planos? Novas músicas?Sim, no momento eles estão em estúdio. Na verdade eles estão em estúdio o tempo todo, é o que eu posso dizer.
E como é essa nova fase do Daft Punk, tocando no Grammy com o Kanye West?É uma
vibe muito diferente, é bom, nos Estados Unidos não nos conheciam direito, agora todo mundo fala de Daft Punk por lá.
Toda a história do show deles foi muito insano, algo único que produzimos. Nunca nos esqueceremos disso. Foi algo grande demais até, tanto que as pessoas falam que o Justice é filho do Daft Punk, que é uma opinião exagerada.
Mas esse tipo de comentário chega a atrapalhar?Não de fato. Claro que há razões para isso, eles são franceses, o som hoje é parecido - antes não era, quando se pensa no Daft Punk mais antigo.
E a relação com o Kanye West hoje, como é?Muito boa, vou te contar o que houve.
Na época do EMA Kanye não nos conhecia, mas o DJ que o acompanha é A-Trak, que é excelente e nos conhece. Quando tudo aquilo aconteceu ele falou com o Kanye "você é louco! Esses caras são incríveis, são meus amigos e o som deles é demais". Acho que o cara ficou ultra envergonhado, e quando conheceu o So Me pediu desculpas, dizendo que estava bêbado pra caralho.
Depois ele me ligou pedindo para samplear o Daft Punk, eu disse que seria um prazer e ele aproveitou para se desculpar mais uma vez, eu disse "tudo bem, sem problemas".
Mas na época vocês fizeram uns cartazes tirando um sarro com a cara do Kanye, chateou vocês a atitude dele?Não, de maneira alguma. Na real, foi perfeito como promoção. Todo mundo no mundo inteiro falou disso na época. É bom que as pessoas vejam que não nos levamos tão a sério assim como pensam.
Pedro e Justice, filhos pródigos

Sobre a Ed Banger, o que você tinha em mente quando criou o selo?Eu criei a Ed Banger em 2003, época que eu já tinha feito um bom dinheiro trabalhando com o Daft Punk. Então eu quis criar algo que ajudasse a promover novos garotos que estavam produzindo música na França, dar eles um contexto melhor, ajudar a criar uma história. Aí juntei o SebastiAn, Mr. Flash, todos os outros com algumas exceções, claro, como Mr. Oizo e DJ Mehdi, que já estavam na estrada há um tempo.
Hoje muitos deles já lançaram material próprio e eu recebo cerca de 20 a 30 CDs e promos por dia. É muita coisa.
Aqui no Brasil têm rolado uma pequena cena claramente inspirada no som Ed Banger, já ouviu falar?Sim, sim, já ouvi comentários e li coisas na Internet. É algo que vocês aí chamaram de maximal, não? Conheço o Mixhell, o Iggor, e vi até que tem uma banda - não lembro o nome direito -
New Rave Kids on The Block? É assim?
Fico orgulhoso que muita gente tenha se identificado de maneira tão intensa assim.
Pote de ouro

Mas "maximal" é uma sonoridade ou um nome utilizado aí na Europa?Bem, eu já falei sobre meu som ser maximalista em algumas entrevistas...
Em breve será lançada a 3ª compilação do seu selo. O que você destacaria de ante-mão?É um pouco complicado pra mim apontar o que eu mais gostei, você pode imaginar, o que posso dizer honestamente é que esta é melhor que a segunda, um lançamento nosso que foi bem comentado.
Depois do Brasil, semana que vem você toca no Coachella com alguns acts do seu selo. Em 2006 o Daft Punk estourou ainda mais depois de tocar lá e esse ano o Justice ganhou ares de headliner. Qual sua opinião sobre o festival?É simplesmente o melhor festival do mundo. Estive lá nos últimos três anos e posso dizer, ultra-organizado, o sol se pondo no deserto, tem até grama sintética para as pessoas sentarem, é incrível, simplesmente incrível.
Esse ano estaremos lá eu, Justice, SebastiAn, Uffie e Kavinski.
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Busy P. toca essa quarta (16/abr) numa festa da Nike-Nokia Trends, na Barra Funda (São Paulo). Mais infos
aqui.
meu, o cara é o Tim Tones do disco punk / nu rave!
HAHAHA
...pára né : só o DONO da Ed Bang e manager do DAFT PUNK, aaaaaaaaaaaaahhhh entendiiii !!!
meu, o cara é o Tim Tones do disco punk / nu rave!
HAHAHA
...pára né : só o DONO da Ed Bang e manager do DAFT PUNK, aaaaaaaaaaaaahhhh entendiiii !!!
.vai ouvir DataBEE vai.
.kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
.mulek piranha ah ah ah ah ah ah ah ah .
.p3ac3.