As mulheres estão no comando não só no pop. Anja é chefona do techno berlinense.
Bom mês para os minimalistas em abril. Depois do techno requintado do Cobblestone Jazz, é a vez dos donos da casa do gênero, os alemães, mostrarem de novo a que vieram. Quem faz as vezes da casa é uma senhorita, de simpático nome: Anja Schneider.
Atração do Projeto HOME no Rio (sex, 18/abr) e da D-Edge (sáb, 19/abr), Anja já foi bastante
apresentada aqui no
rraurl desde o ano passado, quando a bonita garota germânica começou a inflar atenções além de seus programas de rádio e sets eventuais, fato causado pelo êxito de seu selo Mobilee Records e de
seus artistas.
Agora ela põe ainda mais à prova seus dons musicais com o lançamento de
Beyond The Valley, um cauteloso
debut na produção musical, sem medo de pedir ajuda ao know-how de um produtor como
Paul Brtschitsch (dez reais pra quem falar rápido esse nome, sem cuspir), que a guiou por um universo mitólogico de blips contidos.
Como DJ, Anja passeia bem entre as sutilezas do house e do techno, sempre por um fio condutor minimalista. "Meu som é ‘techi- minimal -hypno-techno- funk'", resume a própria.
As comparações com a Ellen Allien são quase óbvias, o que você acha disso?Eu conheço Ellen há mais de dez anos e sempre a respeitei. Claro que muita gente tenta comparar a gente porque somos ambas garotas, DJs, produtoras e donas de selo. O Mobilee e o BPitch Control foram construídos no mesmo esquema familiar.
Mas musicalmente somos completamente diferentes. O lançamento dos dois álbuns agora foi um acidente. (
Sool, a ser lançado em maio) é o quinto álbum de Ellen e o meu será estréia. Então ela está nesse meio com muito mais experiência.
Que outros DJs e produtores alemães são referências para você?No momento temos vários artistas talentosos na Alemanha, como Sebo K e Pan-Pot, além de muitos outros.
Beyond The Valley é como uma leitura étnica do techno. Qual é a idéia do álbum? É um lugar onde tudo pode acontecer, um lugar para se esconder onde você pode encontrar um monte de criaturas engraçadas, inspiradoras. Tudo é possível, é um pouco perigoso mas sempre atraente.
Fale um pouco sobre como a produção do álbum.Eu co-produzi
Beyond The Valley com Paul Brtschitsch. Nós usamos o
Logic, mas usamos algumas máquinas analógicas. Produzimos diariamente durante meio ano, e antes de começar ouvimos um monte de discos para descobrir o que nós dois gostávamos e para onde essa jornada poderia ir. Você encontrará muitas raízes Detroit comparadas com novas estruturas de minimal.
E o que você ouve fora do espectro da música eletrônica?Se eu te contar o que tem no meu iPod, você vai rir. Tem Johnny Cash, Kate Bush, funk antigo, jazz e até hip hop.
que noite! :)