O alemão Boris Brejcha acaba de iniciar sua turnê pelo Brasil. No último dia 22, Boris tocou em um evento exclusivo para 300 pessoas, ao lado de nomes como Electroholics, Carlos Gualda, Bernardo Campos, Pedro Mezzonato e João Paulo. Pra quem ainda não conferiu seu live P.A., o produtor está no Brasil
até o dia três de maio,quando terá passado por Belo Horizonte, São Paulo, Campinas e Goiânia.
Pouco antes de subir ao palco carioca, o Brejcha conversou com o
rraurl.com e falou um pouco sobre seu trabalho, suas aspirações e sobre o calor baiano.
Os dois selos pelos quais você lançou faixas - Harthouse e Autist - tiveram um rápido crescimento no ano passado. Quais são as novas tendências de cada selo e as razões para esse sucesso? Talvez a razão seja eu! (Risos)
Estou brincando, acredito que as gravadoras são ótimas e têm diversos bons produtores. Posso citar como exemplo o Vanesty, da Autist, que é um moleque de apenas 15 anos e já faz diversas boas produções para sua idade. Acho que a qualidade dos produtores é a maior razão para o sucesso.
E quanto às novas tendências, acredito que a maior delas seja a concentração de um pequeno grupo de bons produtores, trabalhando com um enorme suporte.
Você pode diferenciar seu trabalho como Boris Brejcha de seu projeto paralelo ANNA? A maior diferença é que o som do ANNA é mais minimalista e experimental. Num projeto, tenho mais liberdade para inovar criando alguns tipos de sons que são diferentes de tudo que já foi feito antes.
Um dos aspectos mais comentados de sua apresentação no festival Universo Paralello foi o fato de você ter tocado usando umas máscaras esquisitas... Você pode
nos explicar o porquê disso e se há alguma ligação entre as máscaras e o Brasil? Teremos outras surpresas como esta em sua turnê em nosso país? (Risos) Eu adoro essas máscaras! Por quê? Não sei… Usá-las é a mesma coisa que produzir aqueles sons surreais. Usarei máscaras muitas vezes mais, quando forem ocasiões especiais como aquela.
Me vendo tocar assim, o público sente algo de místico. É uma ótima combinação: A música, as máscaras...
Você vem lançando EPs que contém diferentes tipos de música, incluindo diversos gêneros de low-bpm. De onde você tira inspiração para esta inovação ao criar tamanha diversidade de texturas e elementos que caracterizam suas faixas? Nenhuma pessoa sente a mesma coisa todos os dias. E a maior inspiração vem do curso natural da vida. Eu trabalho com esta experiência e pego algum elemento do cotidiano todos os dias, viajando ou fazendo qualquer outra coisa... Acredito que é a melhor forma de se produzir música do jeito que você se sente. Então, você consegue um resultado muito melhor e mais emocional.
Sua primeira apresentação no Brasil foi no festival Universo Paralello. Como foi a experiência e quais as diverenças você pode ver entre o UP e os festivais europeus? Foi sensacional! Não consigo descrever com palavras! Este festival trouxe grandes influências para o meu trabalho e minha música. A maior diferença é o clima, eu estava assando como um frango!
A maior diferença para com os festivais europeus é, sem dúvidas, o clima. É uma festa para todos os tipos de pessoa, sem contar que ainda é na virada do ano.
É realmente muito legal. Seus maiores ideais de paraíso se tornam verdadeiros: Calor, boa música o tempo todo, ótimas pessoas, um lugar alucinante e uma praia linda bem em frente.... WOW!
Suas produções são ótimas!