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CASE: Jonty Skrufff
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CASE: Jonty Skrufff
Nosso colaborador mais inglês fala um pouco sobre as músicas que ele gosta e toca
08.05.08 18:15
Da vasta rede de colaboradores do rraurl.com há os que estão anos nessa vida online, os que aparecem e somem, os que são cativos e fiéis e os internacionais, que encontra na exótica figura do inglês Jonty Skrufff seu maior exemplo hoje em dia.

Faz mais de um ano que Jonty apita aqui para gente boas-novas sobre música, festas, drogas/polícia, Europa e outros meandros da vida clubber que o jornalismo consegue alcançar. Bom colaborador que é, Jonty não deixa de fazer visitas anuais a terras brasileiras, onde mostras suas habilidades como DJ.

Jonty toca profissionalmente faz três anos, rodando da Sérvia à China com seus sets que, baseados no techno e no electro, abrangem nas pistas muito dos assuntos que ele trata como jornalista.

Qual foi o primeiro hit que você tocou tanto que o vinil quase desapareceu?

Felizmente eu desencanei do vinil há dois anos já, e posso dizer da primeira faixa que toquei na minha primeira festa foi "We Are Your Friends", do Justice (chamada "Never Be Alone" na fase Gigolô). Funcionou muito bem.

Como você definiria sua música hoje? Solta aí um chart seu bem atual...

No momento estou chamando meu som de ‘rocking electro-disco-tech', em outras palavras, dance música pra cima, energética e suja, empacotada com bass e molhada de sexo. Tem sombras de maximal e ecos da new rave, mas é essencialmente música eletrônica que eu amo, com momentos de baixo pesado.

Um top 5 rápido, hmmmm, tem o fantástico EP "Lunar", do M.S.K.; "Pretty Girl" (Stuffa & Andy); "Technik" do Zoo Brazil (inacreditavelmente boa); "Belmondo", nova do Alex Gopher e tenho que falar também da minha estréia como produtor: "Trainwreck", em breve.

Jonty em Pequim
Jonty em Pequim
Existe ainda um atraso na música que surge em Londres para o resto do mundo? Você lembra de alguns exemplos desse "delay"?

Vários bons lançamentos saindo constantemente de muitos lugares e que se tornam hits depois de um tempo, não só em Londres. Um bom exemplo é o Justice vs Simian com "You Are My Friends": este foi lançado primeiro cinco (!) anos antes de se tornar um hit gigantesco (apesar de já ter estado presente na cena electroclash).

"Jupiter Room" do Digitalism é outra faixa que eu toquei non-stop por um ano antes de ouvir qualquer outro DJ tocar. Há de se dizer que no caso de vocês, brasileiros, o público é bastante diferente de qualquer outro lugar. Muitos de vocês (não todos), por exemplo, parecem odiar as faixas de baile funk que detonam os clubes em todos os outros lugares; sem surpresar no porquê - vocês são todos tão quentes! E sobre Londres, eu acho que Berlim hoje é mais excitante - metade da cidade parece estar em Berlim o tempo todo.

Londres é cheia de brasileiros. O beat ghetto brasileiro como o funk é uma realidade por aí, então?

Sim, era algo muito forte ano passado mas hoje parece que não há tantas boas faixas pipocando no momento. Tenho a impressão de que é uma música que vai ter que se esforçar demais para continuar (o que é uma vergonha). A cena new rave de Londres já implodiu e a música falhou em viajar para todos os lados (todo mundo de fora parece odiar isso, a não ser o lado mais estranho de Berlim).

Jornalismo ou DJing? O que te faz pesquisar mais sobre música?

Ambos - há uma perfeita sinergia entre cada papel: cada um envolve incansável imersão pessoal na música - minha paixão e vida.

Você consegue identificar os artistas mais noticiados em seus boletins?

Contribuidores regulares para o Skruff incluem Larry Tee, Dave Clarke e agora DAVE The Drummer, que tem aparecido bastante. Um elenco bem varido fala conosco também, do Pet Shop Boys à instituição gay nova-iorquina Daniel Nardicio, a lenda. Eu pareço cobrir bastante o Tiësto também, mas não é nada pessoal.

Dê um exemplo de seqüência de faixas que você tocaria num set, misturando diferentes gêneros e estilos?

Eu tento manter tudo versátil sempre que possível: do minimal ao electro sujo e rocking, baixo estonteante de techno pesado - tudo misturado junto para efeitos de dança, e vocais: muitos deles. Seqüência de faixas? Seria entregar o ouro! Venha me ver sábado n'A Loca e você descobrirá.

Um pouco de futurologia: quais faixas dessa década até agora serão obras-primas da música eletrônica no futuro?

Boa pergunta, hmm, eu espero que a minha "Trainwreck", mas além disso, eu não sei se isso realmente importa. Dance music - e a vida clubber - é principalmente sobre viver o momento e extrair o máximo disso. Enjoy yourself, é mais tarde do que você imagina.

Jade Augusto Gola
Jade Augusto Gola (jadegola @ rraurl.com)
aboutfunk
comentários
Benjamin Ferreira
0AprovadoQueima
e além de um profissional competente e dedicado, uma pessoa adorável!

Michell
Michell (12.05.08)
1AprovadoQueima
ae supla!!!!!!!!
atum
atum (10.05.08)
0AprovadoQueima
adoro um rápido top 5
Carol Campos
Carol Campos (09.05.08)
0AprovadoQueima
o set na Quebrada do sábado passado foi excelente!
Joel Guglielmini
Joel Guglielmini (09.05.08)
0AprovadoQueima
"Eu tento manter tudo versátil sempre que possível: do minimal ao electro sujo e rocking, baixo estonteante de techno pesado - tudo misturado junto para efeitos de dança, e vocais: muitos deles."
E ponto!
Curitiba ferveu com o set dele na festa Robotika no clube Vibe.
Um dos melhores sets que já ouvi na vida!
proximos