Podcasts e DJ mixes também ajudam a colocar o nome do inglês em circulação novamente
O novo EP do Four Tet, projeto do inglês Kieran Hebden, acaba de ser lançado pela Domino. Apesar de conter apenas quatro faixas,
Ringer tem feito barulho digno de um álbum, o que prova que o formato LP não passa mesmo de um cacoete da indústria fonográfica que já poderia ter sido superado.
A sonoridade do disco é novidade até para quem está acostumado com o som de Kieran. Ao invés de melodias movediças construídas sobre bases orgânicas e loops de bateria inconstantes, os trabalhos de
Ringer são bem mais lineares. As faixas são longas, variam pouco e geralmente têm batidas retas do início ao fim. É como se o Four Tet tivesse se aproximado do techno abstrato desde seus lançamentos anteriores.
Mas os fãs não precisam se preocupar. Ainda há muitos samples de tamborins descontrolados, sintetizadores jazzísticos se contorcendo e muitos motivos para viajar alto ao ouvir as músicas do EP.
E como Kieran não é bobo, ele anda trabalhando duro para manter o nome em circulação. Só nos últimos tempos, ele assinou um
podcast para o site australiano
Resident Advisor (muito recomendado, por sinal) e para o blog
Allez-Allez. Ambos, é claro, com músicas de
Ringer mixadas a grandes figuras da música eletrônica como Plastikman e Inner City (em um remix feito por Mathew Jonson, do Cobblestone Jazz).