Dez anos após o lançamento de seu álbum de estréia, cantora volta à relevância em 2008
20.05.08 15:50
Os últimos anos têm assistido a uma virada do pop feminino sueco. Além do prodígio Lykke Li, que a cada dia ganha mais espaço e atenção no noticiário musical, até a misteriosa Sally Saphiro aproveitou o bom momento astrológico para lançar um disco de remixes. Mas de toda a feminilidade escandinava, poucas estão em um momento de
Demolidora!
maior brilho que Robyn, que apesar de estar longe de ser uma novidade na praça, experimenta agora uma espécie de ressurreição graças ao desembarque de seu último álbum em praias norte-americanas.
Mercadologicamente, isso significa muito. Robyn, antes restrito às vizinhanças do círculo polar, alçou o vôo pop desejado por muitos artistas: acertou em cheio o abastado mercado norte-americano e agora mama nas tetas do Tio Sam. A agenda de shows de Robyn está cheia, seu rosto angelical estampa algumas das publicações mais importantes do hemisfério norte e seu nome voltou a fazer barulho em blogs (Perez Hilton foi um dos que apadrinhou a garota no país) e Pitchforks, mesmo uma década depois do lançamento de seu álbum de estréia.
Em uma edição recente, a revista Wired definiu a sueca como a anti-Britney Spears. O artigo mostrava, passo a passo, o porquê dela ter se tornado tudo aquilo que sua replicata decadente poderia ter sido. Entre as escolhas enumeradas estão:
1996-97 Robyn chama o produtor sueco Max Martin para sua estréia, Robyn Is Here. Ela chega ao top 100 da Billboard. Convidada para excursionar com os Backstreet Boys, ela nega: "Não era a coisa certa a fazer".
1998 Britney chama o produtor sueco Max Martin e grava a música "Baby One More Time". O álbum homônimo ganha disco de platina e ela é convidada para abrir uma turnê dos Backstreet Boys. Britney aceita, e sua carreira ganha força.
Musicalmente, também não há como negar as semelhanças. As faixas de Robyn se aproveitam de bases eletrônicas contagiantes, pensadas para o consumo fast-food, para passar uma imagem de pop menos massificado. Mas ainda assim é fácil encontrar "With Every Heartbeat", o maior hit do disco, tocando em FMs brasileiras, por exemplo. E em qualquer pista gay, nos incontáveis remixes tribais, progressivos e bate-cabelos. A faixa estourou no ano passado, e graças aos remixes (entre os mais tocados está o do Punks Jump Up) apareceu nas pistas de dança embaladas por ares maximalistas.
UNDERGROUND E MAINSTREAM Os discos de Robyn saíram por algumas das gravadoras mais cobiçadas da indústria - de majors a selos independentes como Konichiwa, Universal e Interscope. Além disso, alguns dos artistas mais interessados no mercado eletrônico colocaram as mãos em suas faixas. De Trentemoller (que assinou uma reinterpretação matadora para "Konichiwa Bitches") a Pete Tong, os vestígios de Robyn estão por todo o canto (até para o Basement Jaxx e Snoop Dogg ela colaborou).
As letras podem ser sussurradas ou cantadas em ritmo de rap, e tem um quê exótico que só uma cabeça muito acostumada ao frio poderia conceber: "I put my laser on stun / and on the north pole I'll ice you son / You wanna thrilla in my nilla / ... / Wanna taste of vanilla", rima a garota na já citada "Konichiwa Bitches".
Vídeo de "Handle Me"
Uma espiada nos créditos do último álbum da garota mostra que ela tem bala na agulha. A lista de colaboradores é extensa, e é possível encontrar nomes conhecidos como o de Björn Yttling (do trio Peter Bjorn & John, que também produziu o debut de Lykke Li). Até a sacrossanta dupla The Knife dá as caras, assinando a produção de "Who's That Girl". Além das já citadas, "Handle Me" é outra que ganhou vídeo, repercussão pesada em blogs e muitos remixes, como prova uma rápida pesquisa na Hype Machine.
O retorno de Robyn sinaliza que a indústria fonográfica, por mais que seja surrada pelo compartilhamento digital, ainda tem força para mexer com carreiras e definir a cara do cenário musical. Por mais decepcionante que seja atestar isso, no caso dessa sueca é bom saber que majors ainda podem levar à luz da relevância alguns talentos que merecem ter seu lugar ao sol.
gostei do trabalho da amapô...
ehjheuhauhauhauaio...
É outra cantora.
http://en.wikipedia.org/wiki/Robin_S.
Rolava tanto na MTV que eu até enjoei, mas eu gostava,