Dead Can Dance, My Bloody Valentine e a volta dos que não foram
MBV de volta, em shows e relançamentos
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Dead Can Dance, My Bloody Valentine e a volta dos que não foram
Bandas inglesas tem suas discografias remasterizadas e lançadas novamente
16.06.08 18:30
Dead Can Dance, 1989
Dead Can Dance, 1989
Favoritos entre os góticos dos anos 80, o Dead Can Dance está tendo sua discografia completa relançada pelo selo 4AD. Uma das grandes gravadoras dos anos 80, a 4AD tinha em seu cast diversas bandas que poderiam ser chamadas de "góticas", mas deixando um pouco os riffs de guitarra de lado para concentrar em climas mais etéreos e produções sofisticadas. Entre os colegas de selo da banda estavam o Cocteau Twins e This Mortal Coil.

Liderado pelo casal Brendan Perry (guitarras) e Lisa Gerrard (vocais), o Dead Can Dance começou como uma banda tradicional de estilo gótico/pós-punk, mas logo começou a adquirir outras influências e foi mudando seu som, se especializando numa sonoridade ambient com referências étnicas e de world music. Há quem diga que a banda se tornou muito chata, e de fato a linha new age-medieval que passaram a seguir não é para qualquer gosto, mas para quem gosta duma linha mais viajandona os discos posteriores são uma boa pedida.

Os relançamentos incluem um total de nove discos, que também estão incluídos num box set especial. São eles: Dead Can Dance (1984); o EP Garden Of Arcane Delights (85); Spleen & Ideal (85); Within The Realm Of A Dying Sun (87); The Serpent's Egg (88); Aion (90); Into The Labyrinth (93); o ao vivo Toward The Within (94); e Spiritchaser (96).

Resta saber se a banda vai voltar a excursionar para promover os discos, já que não gravam há mais de dez anos. Em 2005 Perry e Gerrard chegaram a fazer uma turnê mesmo sem material novo sendo lançado, o que deixa a hipótese aberta novamente. Uma curiosidade sobre a banda é que chegaram a ser sampleados pelo Future Sound Of London na clássica "Papua New Guinea", hino rave do início dos anos 90.

TEMPESTADES DE FEEDBACK
Outra banda que está voltando com shows anunciados para os próximos dias na Inglaterra é o My Bloody Valentine. Com seus climas oníricos e sobreposições de guitarras barulhentas, situados em alguma zona fantasma entre Sonic Youth e Cocteau Twins, a banda foi um marco da cena indie rock do final dos anos 80/começo dos 90, sendo uma grande influência para a geração shoegazer e posteriormente por nomes da essenciais da então fervilhante cena eletrônica, como os Chemical Brothers.

MBV e o jeitão shoegazer de ser
MBV e o jeitão shoegazer de ser
Seus dois principais discos também estão sendo relançados em versão remasterizada, com diversas faixas bônus: Isn't Anything, de 1988, e Loveless, de 92, este último em CD duplo. Resta esperar que os EPs da banda também sejam relançados, já que estes têm diversas músicas que não estão presentes nos discos e que estão entre as melhores da banda.

Liderada por Kevin Shields, a banda já vinha ensaiando um retorno há diversos anos, sempre adiado. No meio tempo Shields gravou com o Primal Scream e realizou alguns projetos solo, entre eles a trilha sonora de Encontros e Desencontros (de Sofia Coppola). Vale lembrar também que "Soon", faixa de Loveless, rendeu um remix de Andy Weatherall bastante tocado na época.

Já resenhado aqui no rraurl, o gótico clássico do Bauhaus voltou com novo álbum, "Go Away White", mas a banda se desfez depois do lançamento. Pelo jeito o mercado de retornos e relançamentos anda bastante lucrativo...


My Bloody Valentine - Soon (Andy Weatherall Remix)

Daniel Solyszko
Daniel Solyszko
comentários
Catarina Liarth
Catarina Liarth(19.06.08)
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E lá se vão meus cabelos brancos. Ai, se recordar é viver...
Raul Cornejo
Raul Cornejo(18.06.08)
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Só lembrando q esse remix do Weatherall de 1990 de "Soon" do MBV é a planta baixa do q depois veio a se tornar o Big Beat. Dá para ver, inclusive, q os Dust Brothers (agora Chemical Brothers) se inspiraram infinitamente nessa faixa para criar sua sonoridade própria (principalmente como fica claro ao ouvirmos ser debut,"Song To Teh Siren"). Aliás, foi nas festas do Weatherall q o Tom e o Ed fizeram suas primeiras gigs e acabram por explodir.
Fernando Ribeiro
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coisa boa tem que voltar mesmo... ainda mais num cenário indie atual que o que mais se vê é cópia-pastiche da década de 90...

eu adoraria que relançassem os discos do Moonshake! :D
Motor
Motor(17.06.08)
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Pudera! Uma delícia de som que o DCD nos permite, é coisa rara. Conhecí a pouco mais de um ano, me encantei e virei fã! Delícia de obra!

;)
Manu
Manu(17.06.08)
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Parabens pra quem teve o provilegio de ver DCD ao vivo... Acho que foi uma das primeiras bandas que ouvi qdo comecei a ouvir musica. De-mais! Repeat direto no Towards The Within e Into The Labyrinth. E o que a Lisa faz com a voz, vibrando alucinadamente, é algo que nunca vi alguem repetir.
 
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