Uma das notícias mais legais da semana é sem dúvida a nova edição do FILE -
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, que começa nesta terça (05/ago) e vai até o final do mês. É uma excelente chance tanto para aficcionados por tecnologia, arte e multimídia quanto para o público leigo - que a cada ano se encanta mais com as possibilidades que estes três ingredientes podem proporcionar juntos.
Ano passado o File recebeu um público de mais de 30 mil visitantes, e cerca de 50 mil são esperados este ano. É recomendável chegar bem cedo: as filas para interagir com as obras costumam ser enormes.
Esta nona edição do festival leva o nome de "File - 2008 Milhões de Pixels", e tem como proposta a construção de "um mundo de transversalidade", declara Ricardo Barreto, um dos idealizadores do evento. O nome é uma referência a um dos principais destaques do festival, que exibirá vários vídeos através de projetores 4k, com imagens de 8 milhões de pixels por frame - para quem não entende nada do jargão eletrônico, isso significa uma definição de imagem 24 vezes maior do que a de uma televisão.
Takahiro Matsuo

Um das maiores estrelas desta edição é a performance do grupo norte-americano
Graffiti Research Lab, que traz uma espécie de "caneta" de grandes dimensões capaz de grafitar todo tipo de lugar em grande escala, como paredes de prédios e monumentos, desenhando com luz. O grupo não divulga o itinerário nem as datas das suas intervenções, então as chances de encontrarmos bichos e coisas diferentes decorando lugares completamente inusitados na cidade são enormes. Outra área que é uma das mais concorridas do evento é dedicada aos games, que trazem instalações interativas de artistas estrangeiros e nacionais. Fique de olho na obra "Transpose" de Jonah Warren & Steven Sanborn (EUA), um instrumento que captura os movimentos do usuário por meio de uma câmera de vídeo e as traduz em som e cor em tempo real, permitindo que ele crie suas próprias canções.
Outra instalação importante é "Phantasm" do japonês Takahiro Matsuo, onde o visitante segura uma esfera reluzente que libera uma luz pálida, enquanto borboletas brancas aparecem e se movimentam lentamente, perseguindo a esfera ao som de uma melodia de piano.
MÚSICAA música eletrônica também está muito bem representada no FILE, dentro do File Cinema Documenta - uma mostra audivisual sobre temas ligados à cultura eletrônica. Entre outros, estão dos documentários
OHM+ The Early Gurus of Electronic Music de Thomas Ziegler, Jason Gross e Russell Charmo (EUA),
Slices, Pioneers of Electronic Music - Vol.1 - Richie Hawtin Documentary de Maren Sextro e Holger Wick (Alemanha),
Panoramika Eletronika de Carlo Sansolo (BRA) e
Dub Echoes de Bruno Natal (BRA).
O Hipersônica é a mostra dedicada à manifestações musicais, visuais e performáticas da arte eletrônica. Nesta edição se apresentam nove artistas brasileiros e estrangeiros que trabalham no limiar da música e da imagem.
05/ago (TERÇA-FEIRA)20h Andrei Thomaz (Brasil)
21h Bernhard Gal (Áustria)
06/ago (QUARTA-FEIRA)20h +Zero [a.k.a. +zero do brasil] (Brasil)
21h luiz duVa (Brasil)
07/ago (QUINTA-FEIRA)20h Henrique Roscoe (a.k.a. 1mpar) (Brasil)
21h Jose Hinestrosa & Tetsu Kondo (EUA)
8/8 (SEXTA-FEIRA)20h N-1 (Brasil)
21h Wilson Sukorski (Brasil)
SERVIÇOFILE - Festival Internacional de Linguagem EletrônicaGaleria de Arte do Sesi -av. Paulista, 1.313, tel. 3146-7405
Quando: de 05 a 31/ago (ter. a sáb., das 10h às 20h. Seg.: 11h às 20h. Dom.: 10h às 19h)
Cinema Documenta : ter. a dom., às 12h30 e 18h30
Cinema Digital : de 5 a 7/8, às 13h, 16h e 19h
Hipersônica : 5 a 8/8, às 20h e 21h. Retirar convite no dia a partir das 12h
Chegue cedo! As filas costumam ser grandes!Quanto: grátis
Classificação: livre (algumas áreas não são recomendadas para menores de 10 anos)
Site: www.file.org.br
pena o Hipersônica não ter mais um formato festivo.