A crew do Skweee
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A crew do Skweee
Um panorama dessa sonoridade synth-funk originário da sueca, uma promessa a se atentar
16.09.08 12:55
Foi aqui no site, num RRTV especial do Sónar 2008, que eu descobri o Synthetic Skadinavian Funk, ou melhor, o Skweee. De cara foi das coisas desta edição do festival que me chamou mais a atenção. Esta nova sonoridade, estranhamente quebrada e sintetizada - com grande potencial pra fazer a gente balançar o esqueleto, é, sem muita surpresa, que se tratava de um gênero criado por suecos. Mais uma vez os suecos!

A proliferação de idéias musicais no país escandinavo nas últimas décadas é algo que merece atenção e tem material para uma grande pesquisa, coisa de nível acadêmico. Não vou
Pavan
Pavan
nem me dar o trabalho de enumerar aqui os artistas dos mais variados gêneros que têm ganhado destaque em inúmeros informativos musicais ao redor do planeta. O Skweee talvez seja o primeiro gênero genuinamente criado na Suécia. O nome, que lembra bem o grunhir de um porco (skweeeeeeee), foi dado pelo primeiro DJ do gênero, o também produtor Kool DJ Dust. Segundo Pavan - outro pai do gênero, dono do Flogsta Danshall, primeiro selo especializado - o estilo ganhou esse nome por ser onomatopéico, o que reforça a idéia de ter alguma coisa de natureza suína nisso.

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Pavan - War Again (mp3)

ELECTRO HIP HOP DE BAIXO BPM
Mas, afinal, o que é o Skweee? O funk sintético escandinavo faz jus ao nome, trazendo influências das bases sintetizadas da música negra americana de meados dos 70's e do hip hop old school - Kool Moe Dee parece ser discografia básica para todos dessa crew. Aqui o hip hop ganha um make-up electro, coisa que vem tornado-se freqüente ultimamente. Mas não soa como o club rap de A-Trak e Kid Sister, nem como os Ed Bangers Feadz e Uffie. E também não é limitado, porque em certas produções notaremos um flerte com dubstep; em outras é ainda perceptível uma roupagem 8-bit - menos exagerada, talvez mais minimal do que o costumeiro entre os chip tunners. Aliás, minimalismo é característica predominante entre os produtores do estilo, além da baixa velocidade das produções, normalmente entre os 80 e 100 BPMs (com raras exceções). Sendo assim, algumas produções poderão encontrar paralelo com o glitch dos alemães Siriusmo, Modeselektor e Jahcoozi. O finlandês Claws Costeau é um bom exemplo dessa relação.

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Claws Costeau - The Franzzz Conncection (mp3)

Fato é, que mesmo com pouco tempo de existência - o primeiro release oficial data de 2004, mas foi somente a partir de 2006 que houve maior número de produções lançadas pelo Flogsta Danshall, levando à conseqüente consolidação da cena - o Skweee rapidamente ganhou força e identidade o bastante para atravessar a fronteira de seu país de origem e ganhar adeptos na Finlândia, onde o selo Harmönia é seu representante oficial desde 2006 (ano emblemático para os seguidores do estilo). De lá pra cá, ambos os selos lançaram compilações - Harmönia Presents Skandinavian Skweee Vol. 1 e Vol. 2, do lado finlandês, e Museum of Future Sound 1 e 2, dos suecos - além de diversos EPs em vinil formato 7" (outra marca dos escandinavos).

OS NOMES
Mesak, Randy Barracuda, Fresh DJ, Eero Johannes
Mesak, Randy Barracuda, Fresh DJ, Eero Johannes
Além dos já citados Pavan e Kool DJ Dust, outros nomes comuns na cena são Beem, Mesak, Randy Barracuda, Rigas den Andre, Boys of Calígula, Claws Costeau, Mrs Qeada, Slow Hand Motem. Este último, por sinal, é uma grande exceção: não é um produtor local, já que é canadense e permite-se ser um dos poucos cantores da crew escandinava. Outra característica ainda marcante no Skweee é a ausência de vocais na grande maioria de suas produções. Salvo as aparições de Pubs P., sueco radicado na Califórnia e MC oficial dos skweeers, as rimas não são elemento comum no gênero, o que pode torná-lo um tanto cansativo para ouvidos mais acostumados à presença vocálica.

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panseno/motem - hood is good (mp3)

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Beem - The Famous (mp3)

Mas, o clima de união visto no Sónar deste ano, e no vídeo "Skweee Like a Pig" (assista abaixo), deixa a sensação de otimismo em relação à cena. Já começa a surgir frutos do colaboracionismo entre os membros de cada selo: Markis Sage é a dupla formada por Mesak, do Harmönia e por Rigas den Andre, do Flogsta Danshall. Além dessa união, está previsto o lançamento de um split dos selos, comemorando a bem sucedida apresentação no festival espanhol.

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Markis Sage - The Mighty Vallatron (mp3)


SKWEE LIKE A PIG


Suécia, Finlândia, Inglaterra, Alemanha, Espanha, Holanda, Canadá e Estados Unidos já se renderam ao novo som que vem da Escandinávia. Os primeiros passos já foram dados e o caminho ainda é longo. Então, avante SKWEEE!!!


Rodrigo Roman
Rodrigo Roman
comentários
Flavio M Hebaru
Flavio M Hebaru(16.09.08)
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aaah..tudo questao de gosto pessoal.. eu gostei da sonoridade de tecladinho de crianca. Originário da China e tudo...squenta a cabeca nao..se nao curtiu, ok...
andre
andre(16.09.08)
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Putz, acho que coisa tá começando a ficar sem critério...
Sugar Bounce
Sugar Bounce(16.09.08)
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Ah! para com isso meu!!! que sonoridade que nada, essas músicas parecem as que vem programadas nos tecladinhos de criança. Originários da China.
CAiovzKy
CAiovzKy(16.09.08)
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curti, sonzeira master!
Flavio M Hebaru
Flavio M Hebaru(16.09.08)
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BTW.... mais doque a sonoridade, oque mais me chamoua a atencao foi a festa dos caras... Em tempos de megaraves e festivais com nome de telefone com top dj,s a precos abusivos, nada melhor q uma festa com a molecada fazendo seu proprio som, com os amigos.. isso sim , me parece uma FESTA... A Iluminação dos caras da de 10 em qquer megafestival...kkk
 
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