Cinco perguntas para o Confraria das Artes
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Cinco perguntas para o Confraria das Artes
Conheça o clube de Floripa que mistura vanguarda com mainstream, culinária com nightlife
19.09.08 14:40
No dia 22 de novembro Steve Aoki será acrescentado à (já impressionante) lista de atrações internacionais recebidas pelo clube Confraria das Artes em Florianópolis, rol este em que figuram nomes como Guy Gerber, Mathew Jonson, Booka Shade e Cobblestone Jazz, .

Responsável pela única vinda de Sebo K ao Brasil - antes que ele fosse considerado terceiro melhor DJ do mundo pela Resident Advisor Awards de 2007 - a casa é uma das poucas opções na ilha e capital catarinense para quem gosta de house, minimal, techno, trance, dub, enfim, música eletrônica no geral.

Luciano Magalhães de Sousa, mais conhecido como DJ Britto, é o diretor de Marketing do Confraria Das Artes, além de DJ da casa e residente mensal do D-Edge, em São Paulo. Ele explica o critério utilizado para escolha dos músicos e fala a respeito do público freqüentador e sobre a casa em geral. Conheça agora um pouco mais do Confraria, porto seguro da noite catarinense desde 2003.

Como decidem quais as atrações que vão tocar no Confraria?

Um clube não é feito só de conceito, vanguarda e tendência. Existe a necessidade de informar às pessoas da sua cidade, estado ou país que você entende de música; mostrar para as pessoas locais o que existe em termos de arte. Mas também existe o contrapeso do aspecto comercial, pois um clube precisa de público, precisa que as pessoas freqüentem a casa e consumam dentro do estabelecimento para que ele continue aberto.

Já faz cinco anos que o Confraria está aberto. Não podemos ser exclusivamente preocupados com o público trendsetter. Esse é o segredo de qualquer clube. Eu diria que o Confraria é dividido por igual. Metade da preocupação é com vanguarda e a outra metade está focada em fazer o que tem que ser feito para o clube funcionar. Se a casa vai muito para o lado comercial, compromete o público; se vai muito para o lado conceitual, compromete a continuidade do negócio.

Como que você caracteriza o público da casa? O que mais agrada esse público?

Floripa vem mudando muito nos últimos anos porque está crescendo, recebe muita gente de outros estados e turistas de outros países. O nosso público é bastante heterogêneo. Primeiro, tem o público local, que tende a ser mais conservador. Também tem um público que se mudou de outras cidades - como São Paulo e Rio de Janeiro -, ou turistas de fora do país que acompanham clubes. E ainda tem o florianopolitano que viaja mais, conhece outras casas e é familiarizado com a tendência mais cosmopolita do Confraria.

Acredito que o que agrada os freqüentadores é todo um conjunto de coisas como a sofisticação do restaurante, a decoração e a música.

Quanto tempo leva para organizar a vinda dos músicos?

Isso é muito relativo. A média eu diria que é de dois ou três meses, mas o Cobblestone Jazz, por exemplo, levou um ano para trazer. Hoje em dia, por causa da Internet, está cada vez mais fácil entrar em contato com essas pessoas.

Como que o público recebe essas atrações? Quais foram as mais bem recebidas?

O público costuma receber com mais entusiasmo as atrações mais famosas. Alguns dos mais bem recebidos foram Booka Shade, Satoshi Tomiie, John Digweed, Layo & Bushwacka!.

As apresentações mas surpreendentes para o público, que não necessariamente conhecia os artistas, foram a do Nôze, da Magda, da Anja Schnider e a histórica do Cobblestone Jazz.

Porque o Confraria das Artes deixa todos os artigos da sua decoração disponível a venda? De onde surgiu essa idéia e como ela está relacionada com a apresentação da casa?

A idéia de fazer isso foi do dono, Ricardo Grunfeld, que quis fazer com que o Confraria das Artes fosse, não só uma casa noturna, mas também um antiquário e um restaurante. Ele quis brincar com o requinte da decoração de todas as décadas, então temos peças dos anos 70, 80, 90... Conforme vão vendendo as peças, o lugar vai sendo reciclado, a decoração vai se alterando.

Acredito que o clube seja um lugar refinado. Julgo que o Restaurante é o melhor lugar para se comer em Floripa. O Chef [Luiz Emmanuel] já recebeu o prêmio de Chef Revelação 2006 das revistas Veja São Paulo, Gula e Prazeres da Mesa. A carta de vinhos é assinada pelo mesmo sommelier do Fasano.


BOOKA SHADE LIVE @ CONFRARIA (2007)

Paula Reverbel
Paula Reverbel
sorria, vc está sendo tirado
comentários
Alex Dias
Alex Dias(24.09.08)
0AprovadoQueima
fui a primeira vez
mes passado
e gostei bastante ;)
cami serelepe
cami serelepe(22.09.08)
0AprovadoQueima
adoro o Confra! o Britto ajudou o club se tornar referência eletrônica de vanguarda em Floripa (que tem seus altos e baixos nessa cena)
Danee
Danee(18.09.08)
0AprovadoQueima
Santa Catarina mais uma vez entre os grandes! Parabens ao Confraria!
Spavieri
Spavieri(18.09.08)
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Grande Britto, o homem de bom-gosto de Floripa.
Abs!
Monstro
Monstro(18.09.08)
0AprovadoQueima
bom mesmo.
 
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