Conheça o clube de Floripa que mistura vanguarda com mainstream, culinária com nightlife
No dia 22 de novembro Steve Aoki será acrescentado à (já impressionante) lista de atrações internacionais recebidas pelo clube Confraria das Artes em Florianópolis, rol este em que figuram nomes como Guy Gerber, Mathew Jonson, Booka Shade e Cobblestone Jazz, .
Responsável pela única vinda de Sebo K ao Brasil - antes que ele fosse considerado terceiro melhor DJ do mundo pela Resident

Advisor Awards de 2007 - a casa é uma das poucas opções na ilha e capital catarinense para quem gosta de house, minimal, techno, trance, dub, enfim, música eletrônica no geral.
Luciano Magalhães de Sousa, mais conhecido como DJ Britto, é o diretor de Marketing do Confraria Das Artes, além de DJ da casa e residente mensal do D-Edge, em São Paulo. Ele explica o critério utilizado para escolha dos músicos e fala a respeito do público freqüentador e sobre a casa em geral. Conheça agora um pouco mais do Confraria, porto seguro da noite catarinense desde 2003.
Como decidem quais as atrações que vão tocar no Confraria?Um clube não é feito só de conceito, vanguarda e tendência. Existe a necessidade de informar às pessoas da sua cidade, estado ou país que você entende de música; mostrar para as pessoas locais o que existe em termos de arte. Mas também existe o contrapeso do aspecto comercial, pois um clube precisa de público, precisa que as pessoas freqüentem a casa e consumam dentro do estabelecimento para que ele continue aberto.
Já faz cinco anos que o Confraria está aberto. Não podemos ser exclusivamente preocupados com o público
trendsetter. Esse é o segredo de qualquer clube. Eu diria que o Confraria é dividido por igual. Metade da preocupação é com vanguarda e a outra metade está focada em fazer o que tem que ser feito para o clube funcionar. Se a casa vai muito para o lado comercial, compromete o público; se vai muito para o lado conceitual, compromete a continuidade do negócio.
Como que você caracteriza o público da casa? O que mais agrada esse público?Floripa vem mudando muito nos últimos anos porque está crescendo, recebe muita gente de outros estados e turistas de outros países. O nosso público é bastante heterogêneo. Primeiro, tem o público local, que tende a ser mais conservador. Também tem um público que se mudou de outras cidades - como São Paulo e Rio de Janeiro -, ou turistas de fora do país que acompanham clubes. E ainda tem o florianopolitano que viaja mais, conhece outras casas e é familiarizado com a tendência mais cosmopolita do Confraria.
Acredito que o que agrada os freqüentadores é todo um conjunto de coisas como a sofisticação do restaurante, a decoração e a música.
Quanto tempo leva para organizar a vinda dos músicos?Isso é muito relativo. A média eu diria que é de dois ou três meses, mas o Cobblestone Jazz, por exemplo, levou um ano para trazer. Hoje em dia, por causa da Internet, está cada vez mais fácil entrar em contato com essas pessoas.
Como que o público recebe essas atrações? Quais foram as mais bem recebidas?O público costuma receber com mais entusiasmo as atrações mais famosas. Alguns dos mais bem recebidos foram Booka Shade, Satoshi Tomiie, John Digweed, Layo & Bushwacka!.
As apresentações mas surpreendentes para o público, que não necessariamente conhecia os artistas, foram a do Nôze, da Magda, da Anja Schnider e a histórica do Cobblestone Jazz.
Porque o Confraria das Artes deixa todos os artigos da sua decoração disponível a venda? De onde surgiu essa idéia e como ela está relacionada com a apresentação da casa?A idéia de fazer isso foi do dono, Ricardo Grunfeld, que quis fazer com que o Confraria das Artes fosse, não só uma casa noturna, mas também um antiquário e um restaurante. Ele quis brincar com o requinte da decoração de todas as décadas, então temos peças dos anos 70, 80, 90... Conforme vão vendendo as peças, o lugar vai sendo reciclado, a decoração vai se alterando.
Acredito que o clube seja um lugar refinado. Julgo que o Restaurante é o melhor lugar para se comer em Floripa. O Chef [Luiz Emmanuel] já recebeu o prêmio de Chef Revelação 2006 das revistas
Veja São Paulo,
Gula e
Prazeres da Mesa. A carta de vinhos é assinada pelo mesmo sommelier do Fasano.
BOOKA SHADE LIVE @ CONFRARIA (2007)
mes passado
e gostei bastante ;)
Abs!