Em entrevista à TV Brasil, presidente brasileiro critica postura de políticos sobre o tema
Você pode achar que o presidente Lula é várias coisas, mas careta ele não é. Depois de entrar num bafafá ao retrucar a vontade federal e de governadores como o paulista José Serra de proibir o fumo em locais fechados (
Lula adora suas cigarrilhas), o presidente brasileiro declarou essa semana em entrevista à rede estatal TV Brasil ser favorável à união civil entre pessoas do mesmo sexo.
"Eu a vida inteira defendi o direito à união civil. Acho que nós temos de parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária", disse. A declaração veio acompanhada de uma alfinetada no Legislativo brasileiro, que desde 1995 nunca logrou votar a união civil gay. "Por que os políticos que são contra não recusam os votos deles, por que o Estado brasileiro não recusa os impostos de renda que eles pagam?", ironizou Lula.
Lula na 1ª Conferência Nacional GLBT

REPERCUSSÃOA ABLGT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) comemorou a declaração, este que é o principal órgao LGBT do país que realizou em junho a
1ª Conferência Nacional GLBT, que teve a participação do presidente em si. "O Brasil está atrasado em comparação ao que muitos países estão fazendo para os direitos civis (dos homossexuais), mas esta declaração do presidente é uma luz no fim do túnel", comentou Toni Reis, presidente da ABLGT.
Os comentários de Lula ecoaram bastante na imprensa nacional e
internacional.
O PROJETOLula arrematou dizendo que "o importante é que sejam cidadãos brasileiros, respeitem a Constituição e cumpram com seu compromisso com a Nação. O resto é problema deles e eu sou defensor da união civil". Mas o único projeto de lei já apresentado nesse sentido (enviado em 1995 pela ex-deputada e hoje candidata à Prefeitura de SP pelo PT Marta Suplicy) nunca foi colocado em votação, principalmente pela atuação de parlamentares religiosos e conservadores no geral (ruralistas, por exemplo).
A ABLGT afirma que o projeto já está defasado, e um seminário da Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, que congrega 226 deputados e senadores, criará ainda em 2008 um substitutivo ao projeto. Se aprovada, a lei garantirá mais de 30 direitos civis disponíveis hoje apenas a heterossexuais.
O Lula não é bobo, eu que sou! Só arrumar o Homi pra mim, eu caso agora!
Claro que não muda nada mas ele funcionava como imã pra descarregarmos nossa raiva frente aos aspectos reacionários da vida e isso era positivo.