Cinco Perguntas para Transgressive
Toby & Tim
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Cinco Perguntas para Transgressive
" Eu prefiro que muitas pessoas ouçam uma música, mas eu tenho a responsabilidade de conseguir que artistas como o Jeremy Warmsley continue gravando, comendo e vivendo."
08.10.08 15:35
Tim e Toby montaram sua gravado no final de 2004 para ajudar bandas que o mercado não se importava. Gastando só mil libras por release, cheio daquela energia DIY vinda do punk, descobriram artistas como Bloc Party, The Subways e Mystery Jets. Com uma equipe duas vezes maior - quatro pessoas contando com os dois -, eles possuem um catálogo repleto de artistas bem vistos pela crítica (Jeremy Warmsley), apesar de poucos alcançarem o sucesso comercial (o álbum do Foals chegou ao terceiro lugar nos mais vendidos na Inglatera).

Tim
Tim
Como é descobrir uma nova banda, ajudá-la a crescer e de repente vê-la indo para uma grande gravadora?

Isso já aconteceu e é muito frustrante. Por isso agora nos protegemos com contratos mais longos e negociando com as grandes [gravadoras] fazendo com que elas distribuam nossos álbuns ao mesmo tempo que temos total controle de como ele é gravado. Uma coisa que sempre acontecia era a gente lançar um 7" muito bem sucedido, e depois as bandas entram numa guerra de gravadoras que arruinava sua criatividade.

Então esse tipo de acordo é benéfico para vocês e as bandas?

Definitivamente. Por exemplo, uma banda como o Foals, que receberam propostas financeiras muito maiores do que nós poderíamos cobrir, decidiram ficar com a gente pois poderíamos oferecer uma relação muito mais saudável, além de ajudá-los a crescer ao invés de forçá-los a ser uma banda one hit wonder. Ao mesmo tempo que recebem o mesmo apoio das [grandes] gravadoras que os ajudam a competir com outras bandas. Você têm o dinheiro sendo gasto em você e ainda recebe liberdade de criação. É um bom negócio.

Como a internet ajudou a Transgressive?

A internet é ótima para distribuir nossa música e enviar a mensagem bem rápido. No entanto, com o tipo de música que a gente trabalha, as pessoas querem descobrir as coisas muito rápido, então rola muita pirataria. As pessoas têm que entender sua responsabilidade nessa questão, alguns não pagam nunca pela música e fica muito difícil para um artista conseguir sobreviver.

Então você é contra sites como HypeMachine?

Não, eu acho o HypeMachine legal. Os blogs são brilhantes. Na Inglaterra a indústria musical é muito old-fashioned e o que os blogs estão tentando fazer é compartilhar música nova, exatamente o que nós estamos tentando fazer. Eu prefiro que muitas pessoas ouçam uma música, mas como nós estávamos falando antes, como dono de gravadora, eu tenho a responsabilidade de conseguir que artistas como o Jeremy Warmsley continue gravando, comendo e vivendo da mesma forma que as pessoas continuem ouvindo sua música. Uma coisa é um artista grande tendo seu trabalho todo sendo baixado pela galera, mas quando estamos falando de pessoas guiadas pela arte, é responsabilidade de todos que ele continue conseguindo viver dela.

O que se precisa fazer para começar sua própria gravadora?

Só tentar abrir uma. Há milhões de modos novos de abrir sua própria gravadora. Nesse momento, nem sei se estar atrás de uma gravadora é o melhor lugar. Vivemos um momento muito excitante na música e estamos prestes a sermos apresentados a um sistema completamente diferente do que usamos agora. Mas é só seguir seu instinto. Nós começamos com o Bloc Party gravando tudo de forma bem amadora, prensando as cópias com apenas mil libras e ajudando a pagar as despesas fazendo shows. Então na verdade é só ter vontade para começar algo.

Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
bad rabbits and good habits.
comentários
Joel Guglielmini
0AprovadoQueima
"...Então na verdade é só ter vontade para começar algo."
Concordo mesmo!