UPDATE: Ao contrário do que afirmamos aqui, não foi apenas uma, mas sim duas pessoas presas pela invasão e pichação do "andar vazio" da Bienal, no último domingo. Caroline Piveta da Mota, 23 anos, e Rafael Vieira Camargo Martins, 26, participaram do ataque e podem pegar até três anos de prisão, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Caroline e Rafael também teriam sido identificados como participantes da
pichação na galeria Choque Cultural.
A Fundação Bienal de São Paulo reforçou a segurança e já começou a limpar e pintar as paredes e espaços pichados. Em nota oficial, a Bienal pede que "os visitantes não venham com bolsas grandes, pois elas terão de ficar no guarda-volumes. Todos os visitantes deverão passar por detectores de metal e, quando solicitados, poderão ser inquiridos sobre pertences metálicos."
Do G1 e EstadãoLEGjISLAÇÃO ANTI-PIXO
Desde 1998 pichadores pegos no ato não levam só bordoadas e jatos de spray pelo corpo, por mais que antes disso tal contravenção podia ser encaixada no sentido da "destruição, inutilização ou deterioração de coisa alheia". Mas a famosa Lei de Crimes Ambientais, (Lei nº 9.605), assinada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, enquadrou a pichação em seus conformes:
Art 65. Pichar, grafitar ou por outro meio conspurcar edificação ou monumento urbano:
Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
Parágrafo único. Se o ato for realizado em monumento ou coisa tombada em virtude do seu valor artístico, arqueológico ou histórico, a pena é de seis meses a um ano de detenção, e multa.
Mais infos sobre a legislação sobre pichadores e grafiteiros você pode encontrar no artigo A Pichação e a Grafitagem na Óptica do Direito Penal (JUS Navigandi/UOL)
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O domingo estava abafado no Parque do Ibirapuera. A 28ª Bienal de São Paulo estava em seu primeiro dia de visitação pública e uma grande movimentação de jovens se via dentro e fora do Pavilhão da Bienal, por conta da apresentação gratuita que o grupo de electro Fischerspooner realizaria, de graça, às 20h30.
Mas por volta das 19h30 instaurou-se o caos no prédio depois que um grupo de quase cinqüenta pichadores se reuniu no segundo andar do Pavilhão (o "espaço vazio" do evento) e começou a pichar as paredes brancas do evento. A ação durou uns cinco minutos e acabou com a chegada dos seguranças da Bienal e do parque, que não impediram várias paredes, janelas e outros espaços de serem pichados.
DE 40 PICHADORES, SÓ UMA GAROTA PRESAUm grupo numeroso de pichadores foi detido perto da chapelaria da Bienal, mas escapou após quebrar a chutes e pancadas os vidros do prédio. Apenas uma garota, identificada como Carol, acabou sendo de fato detida pelos seguranças, ficando sob custódia até a chegada da Polícia Militar. Enquanto os PMs não chegavam ninguém entrava e saía do prédio, fato que causou manifestações e tensão generalizada entre seguranças, imprensa, freqüentadores, todo mundo. Sobe gritos de "sou pichadora, caralho, Sustos!", a jovem foi levada para o 36º DP (Paraíso).
DECLARAÇÕES NA SEXTA-FEIRAOs organizadores sabiam da possibilidade do "ataque". "Estamos esperando esse tipo de ação e tomamos providências para evitá-la", disse Ivo Mesquita, curador do evento, em entrevista coletiva semana passada. "Nós sabemos que eles estão convocando gente da periferia da cidade para fazer isso, e essas pessoas não sabem o que elas vão encontrar. Em geral, quem faz esse tipo de ação a realiza à noite, mas aqui eles não sabem no que vão estar se metendo. É um lugar público e que terá muita segurança",
afirmou Ana Paula Cohen, também curadora, à Folha de S. Paulona sexta-feira."Isso que é arte", "Abaixo a Ditadura" e "Fora Serra" foram algumas das frases pichadas

Tal reunião estava sendo combinada pela Internet. Segundo relatos da imprensa, os jovens chegaram à Bienal em pequenos grupos de dez pessoas e quando o segundo andar foi aberto eles se reuniram para a pichação. As gangues envolvidas seriam a 4, Secretos e Susto, grupos que teriam sido liderados pelo artista Rafael Guedes Augustaitz (Pixobomb), responsável pelas invasões recentes na Faculdade de Belas Artes e na Galeria Choque Cultural.
Até o fechamento dessa edição não soubemos se as paredes pichadas tinham sido pintadas (aguarde o update), e o show do Fischerspooner, apesar da meia hora de atraso, acabou ocorrendo (aguarde cobertura no RRTV).
EM VÍDEO, UM PEQUENO RELATOO rraurl.com estava no Parque esperando o show começar, e chegamos na lateral da Bienal bem na hora que o grupo estava fugindo - uma muvuca de 30 jovens passou por nós berrando "Isso que é arte Bienal do caralho" e afins, e a partir daí filmamos vários momentos da confusão.
Fizemos então, com a ajuda do mini-editor da nossa
Flip Video, uma mini-edição com cenas do ocorrido: o vidro quebrado, o ninguém-entra ninguém-sai, a perseguição atrás de um dos pichadores e a prisão da Carol. Assista.
;)
TAÍ! STREET ART!
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