Bloc Party - Intimacy
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ficha técnica
Nota: 3.4 / 5
Ano: 2008
Selo: Wichita (UK) Vice (U.S.)
Estilos: disco punk, rock, eletrônico
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Bloc Party - Intimacy
Destaques do novo álbum ficam nas faixas de guitarras dançantes com sintetizadores
03.11.08 19:05
A estréia foi um petardo violento, repleto de hits, desespero e muita ambição. E resultou não só no aquecimento do mercado da convivência dançante de guitarras e sintetizadores, como também os catapultou direto como líderes de um movimento indefinido por nome, mas que tinha como foco jovens cheios de problemas 2.0 dançando ao som de sua amargura. E foi uma boa fase para a música britânica. De alcance quase mainstream, a banda se via disputando com singles pop por espaço nas rádios. Infelizmente não receberam muito bem esse sucesso e entraram num período nebuloso.

Cai os BPMs, aumenta o tamanho das faixas e destaca-se o imediatismos das guitarras em doses esporádicas, impossíveis de se acompanhar com os quadris. A produção claramente superior não resulta em melhores faixas, deixando um ar mais de afirmação e repúdio a outras bandas que surgiram no rastro do Bloc Party (aka a mistura eletrônica de The Cure com Gang of Four). A Weekend in The City não chegava a ser um trabalho ruim, mas soava cansado em comparação a estréia.

Bloc Party
Bloc Party


E entre decidir o caminho que o seu terceiro álbum iria soar, o Bloc Party escolhe caminhar por aqueles que ele já conhece, um de cada vez. E abre Intimacy com "Ares", punk com guitarras fortes, camadas altamente produzidas. É uma ode à paranóia. Segue "Mercury", repleta de violinos tensos, bateria seca e a quase comprovação de que a banda encontrou o muro que separa Silent Alarm de A Weekend In The City, e sentou em cima dele. "Halo" encerra a emocionante introdução e de repente...

..."Biko" se inicia com seus dois minutos de introdução, que se tornam longos, quase insuportáveis ao fim dos seus cinco minutos. "Signs" é uma canção de ninar que o Postal Service não quer gravar, enquanto "Talons" soa chata principalmente pelos vocais de Kele cheios de tanta personalidade que cansam.

MAIS ELETRÔNICO, MAIS COESO E MAIS COMPRIDO
Apesar de já ter aparecido em outros lançamentos do grupo britânico, esse lado clubber do Bloc Party ganha espaço e, além de influenciar a estrutura de quase todas as faixas, ele consegue assumir o comando total, como o novo single "Flux". O sintetizador está tão acelerado para acompanhar o rock que parece um trance farofa quase, só que faz sentido com os riffs de guitarra. "Talons" é uma saída mais fina e roqueira a "Flux", mas não tem a cara de riff de sua irmã.

Intimacy é o álbum que o Bloc Party volta a fazer as guitarras dançarem e reassume seu posto no time de elite do disco punk, deixado de lado na procura por um som supostamente mais maduro que beirava a chatisse nos momentos introspectivos de questionamento existencial. E se não tem nada mais desapontador do que ver uma boa banda gastar um lançamento tentando se mostrar independente de modismos, não tem nada mais excitante do que vê-la de volta ao bom caminho - só não precisava de 14 faixas para sinalizar essa volta.

PLANETA TERRA 2008:
O Bloc Party se apresenta na segunda edição do festival junto de Kaiser Chiefs, Offspring, Jesus and Mary Chain, Vanguart, Mallu Magalhães, Breeders, Spoon, Foals, Animal Collective, Curumin, Brothers of Brasil, Felix da Housecat, Mylo (DJset), Mau Mau e Justin Robertson. A banda também se apresenta no Rio de Janeiro (Circo Voador) no dia 10/11).
MP3
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Bloc Party - Flux (mp3)

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Bloc Party - Zepherus (mp3)

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Bloc Party - Mercury (mp3)

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Bloc Party - Trojan Horse (mp3)

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Bloc Party - Mercury (CSS Remix) (mp3)


Raphael Caffarena
Raphael Caffarena
bad rabbits and good habits.