Veja lista de atrações do Creamfields BH
Terceira edição brasileira na cidade de Belo Horizonte acontecerá dia 15 de novembro
Postado por: Equipe rraurl.com
27.08.08 21:303 comentários
Os principais nomes desta edição do Creamfields Brasil são Gorillaz Sound System, Laurent Garnier, Dimitri Nakov, Krome Angel, Infected Mushroom, Deadmau5, Gui Boratto e o DJ set de Calvin Harris.
Nos fomos atrás para tentar descobrir o que e o Gorillaz Sound System e descobrimos que é um projeto audiovisual que projetará imagens dos Gorillaz em 360° acompanhados por 4 DJs. Não se sabe se Damon Albarn participa do comboio, apesar de ser um projeto oficial da banda.
Em breve mais informações a respeito do festival.
Kylie no Brasil em novembro?
Entenda todos os boatos que quase confirmam a vinda da cantora ao Brasil
Postado por: Dan Ribeiro
27.08.08 16:057 comentários
A informação, ainda não confirmada oficialmente, vazou por um representante da Fenix Entertainment Group, produtora que realizará os shows da cantora em Buenos Aires e Santiago, nos dias 13 e 15 de novembro. Ele declarou ao jornal peruano Correo que há uma data também confirmada no Brasil, além de um possível apresentação de Kylie em Lima.
Kylie ao vivo

Revoltados, alguns fãs entraram em contato com a empresa que informou que a página foi retirada do ar para "complementar informações". Segundo uma atendente de um ponto de venda da Ticketmaster, localizando em um shopping de São Paulo, o show de Kylie continuava ativo no sistema interno, porém havia sido suspenso temporariamente do site aberto ao público para uma possível "alteração na data da apresentação".
Kylie em turnê

As apresentações promovem "X", mais recente cd da artista, lançado no final de 2007 e o primeiro de Kylie após se recuperar de um câncer de mama que a deixou um ano afastada. Na turnê, a popstar mostra um espetáculo no esquema de superprodução, com 22 toneladas de equipamentos e mais de 85 pessoas na produção.
Entre os novos hits estão "In My Arms", "Wow" e "2 Hearts". O atual single chama-se "The One", que foi lançada no início do mês na Inglaterra em versão remix produzida pela dupla Freemasons.
Kylie Minogue - The One (Freemasons Vocal Club) (mp3)
Videos da turnê
Kylie - In My Arms
Kylie - Wow
Osborne - "Osborne"
Álbum já figura como melhor lançamento de techno de 2008.
Postado por: Felicio Marmitex
27.08.08 15:551 comentário
Mesmo saudosista do vintage, Todd Osborn não cai na espécie de armadilha dos clássicos, e adora novidades da produção musical em softwares. A única faixa 100 % analógica do álbum é o break ácido "Junk Food".
Osborne - Junk Food (Original Mix) (mp3)
Com esta curiosidade em ver por dentro como as coisas funcionam, Osborne oferece novas sacadinhas para a clássica sonoridade melódica de Chicago e Detroit, este último no qual nasceu e vive até hoje em Michigan. Com potencial pop, assim como os lançamentos de Matthew Dear pelo mesmo selo (Spectral), o disco contempla as diversas facetas que Osborne vem aprontando em estúdio nos últimos cinco anos, quase que sem pretensão.

Suas habilidades em breaks esquizofrênicos (como Sound Murderer, lançada pela mítica Replhex, do Aphex Twin) não tiveram espaço. Ainda bem. Só entraram as fofas na seleção que ficou por conta de Sam Valenti, o bem articulado dono dos selos Spectral/Ghostly. O próprio Orborne, tão desencanado de ações de promoção e afins, não saberia quais colocar e quais omitir, e deixou o ofício para o "chefe".
Com um approach tecnológico de total insider (ele escolheu softwares de áudio "open source" - de código aberto - para configuração própria de parâmetros internos), Osborne poderia ser mais um geek da era minimalista de bleeps e ruídos digitais. De minimal, o álbum oferece uma nuance ou outra, como na crueza rítmica de "Detune". A faixa hipnótica é pra se dançar de olhos bem fechados e, com suas linhas melódicas, voar tão alto quanto os vôos de testes diários do cara. Faltou pouco pra se chegar ao espaço, mas anote aí que cairá bem em sets de space disco.
Osborne - Detune (mp3)
Com timbres orgânicos para além dos kicks e claps das drum-machines, "Osborne" abraça mesmo o fenômeno plural da nu-disco. Ainda mais com os hits "Outta Sight" e "Ruling", que chega a lembrar quando os manos de Chicago colocavam as primeiras notas sobre bases de disco music que acabavam de esticar e robotizar nas primeiras machines.
Osborne - Ruling (Original Mix) (mp3)
Osborne - Outta Sight (mp3)
Muito feeling, tudo azul mesmo (como a capa).... mas nem tanta safadeza "jackin", expressão muito usada na época para jogação e sexo na fase mais sintética e rápida - que a Chicago (acid) house tomava no final da década de 1980. Abrindo a roda para os b-boys se jogarem no chão, "Our Definition Of a Breakdown" é a única faixa que teve participação especial. A colaboração veio do MC e produtor de electro-bass, o safado Ed DMX (aka DMX Krew), cujo groove não dá para ouvir sem rebolar até o chão (à Nego Moçambique).
Osborne - Our Definition Of A Breakdown (Feat. Ed DMX) (Original Mix) (mp3)
DETROIT HOUSE?
Detroit não é sinônimo apenas de oldschool techno ou techno-jazz, como parece, e uma figura que se situou fisicamente e musicalmente muito bem entre Chicago e Detroit foi o norte-americano Mike Grant, cujo selo Moods & Grooves foi importante na consolidação do que é (pouco) conhecido como Detroit house. Pela tangente da soul music na segunda metade da década de 1990, o espirituoso Mike e sua turma somaram muito dos synth pads de Detroit techno (notas ou acordes longos que seguram a harmonia, geralmente em tom menor, associado como "triste"), aos baixos gordos e levadas (disco)funk da deep house de Chicago.
A Detroit house se formou com esta panela de houseiros cheios de amor pra dar e vender - Chez Damiez, Atom Miller, Boo Willians, Ron Trent e o próprio Mike Grant -, que nasceram no mesmo estado de Kevin Saunderson, Juan Atkins, Underground Resistance, etc e etc... Abaixo, confira as relações entre Osborne e a galera da Detroit house do selo Moods & Grooves, do Mike Grant.
Osborne - Downtown (mp3)
Osborne - Fresh (Original Mix) (mp3)
Andres - Just A Player - Original Mix (mp3)
John Tejada, Arian Leviste - Hazy Faces - Original Mix (mp3)
Boo Williams - Summer Love - Original Mix (mp3)
RADAR: Little Boots
Ex-vocalista do Dead Disco é a mais nova promessa para o posto de diva do electro-pop.
Postado por: Alisson Göthz
27.08.08 13:307 comentários
Se você lê com frequencia blogs e sites de música com certeza já deve ter dado de cara com várias pessoas dizendo que "Stuck On Repeat", faixa da cantora/compositora/instrumentista Little Boots é uma das melhores do ano. Como se isso não bastasse, muitos destes blogueiros estão colocando todas as suas fichas nela, apostando que Little Boots vai ser a grande estrela de 2009. E não é mero hype blogueiro não - o som é bem legal mesmo."Stuck On Repeat" é um deliciosa faixa disco produzida por Joe Goddard do Hot Chip, com fortes referências a artistas como Roisin Murphy, Glass Candy, Giorgio Moroder, Debbie Harry, além de Kylie Minogue e Ashlee Simpson - sim, pois a melhor caracteristica do trabalho de Boots é que ela não teme ser pop. É uma apaixonada por refrões pegajosos e melodias bem construídas.
Little Boots - Stuck on Repeat (mp3)
Little Boots - Stuck on Repeat (Fake Blood remix) (mp3)
O engraçado é que "Stuck..." acabou caindo precocemente nas pistas ainda em versão demo. O primeiro single oficial de Little Boots só foi lançado mesmo no último dia 04/ago, pelo famoso selo 50 Bones. "Meddle" também não decepcionou, com seus beats mais épicos, lembrando de longe um Timbaland em sua melhor fase.
Little Boots - Meddle (mp3)
Little Boots - Meddle (Acoustic) (mp3)
Little Boots é a alcunha de Victoria Hesketh, ex-vocalista da ótima banda Dead Disco. Geek por natureza, Victoria tem seu próprio canal de vídeos no YouTube onde semanalmente posta vídeos bem engenhosos de suas experiências, incluindo ai versões divertidas de músicas conhecidas feitas com o genial "brinquedinho" Yamaha Tenori-On. Em seu site oficial também é possível conferir seu blog e fazer download de suas ótimas mixtapes.
Little Boots tocando "Ready For The Floor" do Hot Chip
BOTINHAS QUE FALAM...
Seu primeiro single "Stuck On Repeat" foi produzido pelo Joe Goddard do Hot Chip, não foi? Como foi a experiência de trabalhar com ele?
Sim nós trabalhamos juntos em algumas faixas, nós tivemos que fazer muita coisa via email pois tanto ele quanto eu estávamos muito ocupado com turnês, etc... nós trocávamos as demos entre nós, e ele adicionava alguns elementos, isso parece que funcionou bem, e acho que temos várias idéias em comum sobre a música pop.
Você regravou um cover da música "What Is Love" do Haddaway em um de seus vídeos no YouTube... você curte este lado mais pop da dance music dos anos 90? Quais seus artistas preferidos desta época?
Ah sim, eu gosto muito de alguns deles. Não é que eu seja uma enorme conhecedora deles mas eu adoro refrões bem feitos e músicas boas. No momento eu tenho ouvido muito "Push The Feeling On" do Nightcrawler. E também "Let me Be Your Fantasy" do Baby D. e muitas coisas de happy hardcore das coletâneas do Bonkers são ótimas. Eu revivo minha adolescência ouvindo isso, eu creio...
"What Is Love"
Brincar com novos instrumentos tecnológicos uma parte importante do seu trabalho? Eu li em algum lugar que você é louca por gadgets... você se considera uma Geek?
Eu me interesso muito por novas tecnologias e instrumentos, especialmente para tocar ao vivo pois eu quero experimentar e tirar os sons eletrônicos de dentro dos estúdio e trazê-los para o palco de uma forma mais visualmente atrativa. Instrumentos como o sintetizador Yamaha Tenori-on que eu uso me ajuda bastante nisso.
Eu estou sempre pesquisando novos sintetizadores e fazendo lances em peças vintage na Ebay. Eu acho que sou bastante geek neste sentido mas eu sou mesmo é uma apaixonada pelo que faço.
Você usa a muito a Internet em seus trabalhos?
Sim, eu passo muito tempo online, sou uma usuária bem ativa no MySpace, Blog e YouTube. Eu acho que é uma parte importante do trabalho pois te conecta a pessoas que estão escutando sua música, e vê as reações deles, percebe o que elas gostam e o que não gostam. E me possibilita distribuir algumas faixas que não vão entrar no álbum, gravar vídeos espontâneos, expor o processo de criação musical ainda mais.
Você vem de Blackpool, na Inglaterra. Existe uma cena eletrônica/clubbing por lá?
Existem vários clubs mainstream de dance music e muitas pessoas vem até Blackpool para frequentá-los. Já a cena alternativa é bem pequena, mas como essa é uma cidade pequena quando eu era mais noa eu ia a todo lugar, eu sempre gostei de todos os tipos de música. Mas crescer dentro deste lugares me influenciou bastante, eu até gosto daquele sentimento eufórico da maioria das faixas de europop!
Little Boots

Eu acho que o álbum da Robyn é genial, é um trabalho qe não tem medo de soar pop e experimental ao mesmo tempo, e eu acho isso muito importante. Lykke Li e Ladyhawke tem algumas músicas boas também mas elas são meio "cool" demais e eu não curto muito isso, prefiro apenas compor canções que todos possam gostar e não me preocupar em ser "hip" ou "alternativa".
Como andam as apresentações ao vivo?
Eu adoro tocar ao vivo, embora ainda não tenha tocado com minha nova banda. Eu quero que seja algo especial por isso ainda vai levar um tempo.
Última pergunta: você ainda é uma grande fã da Dee D. Jackson?? Nós adoramos ela!
SIM!! Eu amo a Dee D. Jackson! Eu coloquei o video de "Automatic Lover" na minha página no MySpace, é muito bom. As capas dos discos dela são uma enorme influência nas artes que faço para meus trabalhos.
Matter, a nova empreitada da Fabric
Estréia do clube conta com UNKLE, Late of The Pier, Iglu & Hartley e o DJ Huw Stephens
Postado por: Raphael Caffarena
27.08.08 13:304 comentários
Se isso ainda não foi o bastante para te animar, repara na programação inicial do clube. Estreando o projeto LIVE no dia 19/set está UNKLE, Late of The Pier, Iglu & Hartley e o DJ Huw Stephens. No dia seguinte é abertura do lado CLUB com Carl Cox, Kissy Sell Out, Yousef entre outros que ainda não foram anunciados. Mylo, Reverend & The Makers, Casion Royale, Deadmau5, Renaissance e Chris Lake são outros confirmados para as outras noites.
Vista de dentro

Lista de atrações e preços de cada noite abaixo.
Setembro
19th - Live Launch Night - UNKLE Live, Late Of The Pier Live , Iglu & Hartley Live, Huw Stephens (Radio 1) (£20)
20th - Club Launch Night - Carl Cox, Kissy Sell Out, Yousef & More TBA (£18)
26th - Mylo, Reverend and The Makers Live, Casino Royale Live, Riotous Rockers more TBA (£15)
27th - Renaissance - Sasha, Marcus James. Room 2: CR2 Live & Direct - Mark Brown, Micky Slim, Steve Mac, Arno Cost (£16)
Outubro
2nd - Mousetrap Party: Deadmau5 Live, Chris Lake (£12.50)
3rd - This is Not London - Simian Mobile Disco (£15 Early Bird, £20 Door)
10th - BedRock 10th Anniversary - John Digweed (All night) (Limited £10 tickets)
17th - This Is Not London - Southern Fried Records, Armand Van Helden
(£15 Early Bird, £20 Door)
18th - This Is Not London - Moshi Moshi Records Label Party
(£15 Early Bird, £20 Door)
24th - This Is Not London - James Murphy (£15 Early Bird, £20 Door)
31st - This Is Not London - details TBA (£15 Early Bird, £20 Door)
Karaokiss, o karaokê indie
Amy Winehouse, Vampire Weekend e Prodigy te esperam na estréia do karaokê
Postado por: Raphael Caffarena
27.08.08 11:506 comentários
Troféu

COMPETIÇÃO
Yaya Pagh terá a função de hostess do karokê apresentando cada "cantor" - a música deverá ser escolhida previamente num catálogo com a apresentadora (ver opções abaixo). A noite contará com três jurados diferentes por mês, e o rraurl participa da estréia com Raphael Caffarena (eu!) distribuindo notas e sorrisos ao lado de Gilberto França, dono do B.Luxo, do Freakstyle e da festa Vai! e de Luciana Noleto, a Luzinha da Smartbiz, que decidirão quem levará o primeiro troféu da primeira edição do Karaokiss.
"Se as pessoas ficarem tímidas demais prometo por um chuveiro lá no palco... sabe como todo mundo canta bem debaixo do chuveiro, né?! ... Mas dai vai ter q ser sem a roupa.", completa Fabrício. A festa estréia hoje com o trio comandando as músicas até as 2 horas, quando começa a concorrida disputa pelo troféu.
Clique aqui e aqui para ver a lista de músicas da festa.
Metronomy remixado
O excelente projeto inglês ganha novos ares em remisturas que vão da disco music ao pornô francês
Postado por: Raphael Caffarena
26.08.08 15:554 comentários
Apesar de ter alcançado a impressionante marca de trinta remixes oficiais, Joseph Mount não é muito favorável a pessoas remixando suas músicas. Ele acha que poucos realmente entendem os remixes, e prefere que façam covers. Esse estilo assegura ao Metronomy poucos, porém bons remixes de suas faixas como comprovamos a baixo. Preparem o segundo botão do mouse e distribua o tanto de "Save as" possíveis.
A THING FOR ME
FONTÄN
Rock psicodélico feito por baixo pulsante, guitarra solada, sintetizadores climáticos e vocal de pitch instável. Leva a versão original a um caminho pavimentado por LSD ainda não explorado pelo Metronomy. O remix é encerrado de forma abrupta no meio do refrão. Estranho.
Metronomy - A Thing For Me (Fontän's B-LIVE Miami Mix) (mp3)
Metronomy

Levando a música dos guetos ao redor do mundo para os clubes, o staff da gravadora do Diplo é responsável por esse remix guiado por bateria seca e os saxofones da original. De colocar pra fever o sangue azul de Joseph Mount entre armas de laser e vidros quebrados.
Metronomy - A Thing For Me (Mad Decent's B-LIVE Miami Mix) (mp3)
BREAKBOT
Nada é mais classudo do que o remix de Breakbot para o Metronomy. Música para fazer amor depois de uma noite regada a vinho. Só faltou um vocal masculino grave recitando alguma coisa sexy em francês para roubar o lugar de "Je Taime Moi non plus" do Cine Privé.
Metronomy - A Thing For Me (Breakbot's B-LIVE Miami Mix) (mp3)
FRIEND
Não sabemos quem é Friend, mas esse disco-funk caribenho dele certamente nos deixou interessado. Enquanto procuramos mais coisas do projeto, nos imaginamos bebendo drinks num abacaxi enfeitado com guarda-chuvas coloridos. Viva o verão!
Metronomy - A Thing For Me (Friend's B-LIVE Miami Mix) (mp3)
HEARTBREAKER
THE MODERNAIRE
Se a música tivesse sido escrita por outra pessoa, a que ficou feliz com o final da relação, ele soaria assim: viva, animada e dançante. O break de vocal picotado por volta dos dois minutos vai ficar ecoando na sua cabeça por mais tempo que você gostaria. Esteja avisado.
Metronomy - Heartbreaker (The Modernaire Remix) (mp3)
GENUINE GUYUm baixo sintético, alguns tilintares de sintetizadores e o refrão todo picotado dão um certo ar fantasmagórico ao mais maximal dos remixes do Metronomy. Esperamos que as palavras "fantasmagórico" e "maximal" não assustem mais ninguém.
Metronomy - Heartbreaker (Genuine Guy Remix) (mp3)
DISKJOKKE
Esse remix faz parte do EP ainda a ser lançado chamado de Dark Disco Mix e divide espaço com as ainda inéditas versões de Black Devil Disco Club e Discodeine. diskJokke estende "Heartbreaker" em quase oito minutos de space-disco minimalista.
Metronomy - Heartbreaker (diskJokke remix) (mp3)
FAZE ACTION
Se você já se perguntou como o Metronomy soaria se fosse retirado de todos os elementos estranhos que o circundam, talvez Simon e Robin Lee tenham encontrado a melhor resposta com seu remix. Seis minutos e meio de neo-disco de deixar a DFA roxa de inveja.
Metronomy - Heartbreaker (Faze Action Remix) (mp3)
TRICK OR TREATZ
KLAXONS
Não é propriamente um remix, já que base é idêntica à original, mas os três cavaleiros neon de 2012 combinam seus vocais para criar a música mais sombria que eles participaram. Os sintetizadores propositalmente estourados e o baixo saltitante não me deixam mentir.
Metronomy - Trick Or Treatz (Klaxons Vocal Mix) (mp3)
SOUTH CENTRAL
A primeira vez a gente não esquece. E se você, assim como o South Central, começou remixando o Metronomy e o resultado foi tão alto quanto esse, além de não esquecer, você vai querer contar pra todo mundo. O vocal telefônico da faixa encaixa perfeitamente nas linhas desse electro gordo e pesado.
Metronomy - Trick Or Treatz (South Central Mix) (mp3)
Everything that happens will happen today
É fácil gostar do novo disco de Brian Eno e David Byrne - e isso pode ser um problema...
Postado por: Raquel Setz
26.08.08 14:103 comentários
Expectativa é uma merda. Você fica sabendo que Brian Eno e David Byrne vão lançar mais um álbum juntos (o que já haviam feito em 1981, com My Life in the Bush of Ghosts) e já se empolga. Aí lê que eles mesmos definem a sonoridade do disco como gospel-folk-eletrônico e fica imaginando aqueles coros gospel arrebatadores acompanhados pelas maluquices eletrônicas da dupla. Então chega o dia do lançamento, você entra no site (mais uma razão para ficar contente: as faixas estão todas de graça para streamming), ouve e pensa: "É só isso?"
Sabe quando um casal lindíssimo, tipo Angelina Jolie e Brad Pitt, tem um filho completamente sem graça? É assim com Everything That Happens Will Happen Today, o segundo "filho" de Eno e Byrne. O primogênito de 81 era um álbum difícil, daqueles que o ouvinte chega ao fim exausto (se é que consegue chegar até o fim, já que são 18 faixas), mas havia ali uma ousadia, uma vontade de experimentar. Já no novo rebento o risco é quase zero, resultando em um disco tão fácil de se gostar que chega a ser sem graça. As sequências de acordes são batidas, dando aquela sensação confortável de se estar ouvindo algo já conhecido. Mas poxa... se eu quero música sem originalidade vou comprar o disco novo do Coldplay e não o do Eno e Byrne - se bem que o produtor do último trabalho do Coldplay foi o Brian Eno... será que Chris Martin andou influenciando o compositor de "Needle in the Camel's Eye"?Mas Byrne também escorrega na falta de criatividade. Em vez da entonação quase debochada que usava no Talking Heads e que é sua marca característica, em Everything that happens... ele parece querer mostrar que é um grande cantor. Até que não seria uma idéia ruim, se as melodias que ele compôs também não fossem batidas e se em algumas faixas, como "Life is long" e "One fine day", ele não soasse exatamente como Tom Petty. Letras que não rimassem "love" com "above" e "school" com "cool" também melhorariam a situação.
No entanto, o disco tem alguns momentos de rebeldia. Em "I Feel my Stuff" e "Poor Boy" os artistas enveredam por climas menos solares, batidas quebradas e linhas vocais não-assobiáveis. "Strange Overtones" tem um groove irresistível acentuado por instrumentos de percussão, mas David Byrne abusa do falsete. Já "Wanted for life" é totalmente irrepreensível, com pegada Talking Heads, uns efeitos esquisitos e coral gospel: exatamente aquilo que se esperava de Everything That Happens Will Happen Today.
Quer dizer então que o restante do álbum é ruim? Não. É muito bom, bonito até - a faixa título, por exemplo, é lindíssima. Só que se trata de uma beleza que conforta o ouvinte em vez de desafiá-lo.
808 State relança quatro ábuns clássicos
90, Ex:el, Gorgeous e Don Solaris ganham versões remasterizadas e várias bonus tracks.
Postado por: Alisson Göthz
26.08.08 12:103 comentários
1996

Os álbuns que fazem parte deste relançamento são 90 (álbum de 1990 que inclui os hits "Cobra Bora" e "Pacific 202"), Ex:el (1991, com os hits "Spanish Heart", "Olympic" e "Cubik"), Gorgeous (1993) e Don Solaris (1996, feito em parceria com James Dean Bradfield do Manic Street Preachers).
O 808 State foi uma das mais importantes bandas vindas da cena indie/eletrônica de Manchester (Inglaterra) durante o Summer of Love de 1988, e foi responsável por levar o estilo conhecido como "ambient house" para o mainstream. O som do grupo misturava house music com climas viajantes.
O último trabalho de estúdio do grupo foi Outpost Transmission (2003), e no ano seguinte lançaram Prebuild, uma compilação de faixas tiradas de gravações feitas antes do ótimo primeiro disco do 808, chamado Newbuild (1988). Ano passado, o álbum Quadrastate (1989) foi relançado, concluindo os planos da gravadora de lançar todos os LPs do grupo em CD.
A banda continua ativa, fazendo shows e DJ sets em várias partes do mundo, celebrando os 20 anos do 808 State.
Tracklists:
90
CD 1
01. Magical Dream
02. Ancodia
03. Cobra Bora
04. Pacific 202
05. Donkey Doctor
06. 80808080808
07. Sunrise
08. The Fat Shadow (Pointy head mix)
CD2
01. Pacific (Britmix)
02. Cobra Bora (Call The Cops Mix)
03. Donkey Doctor (Gmex Mix)
04. Boneyween
05. Kinky National
06. State To State
07. Revenge Of The Girlie Men
08. Magical Dream (Instrumental)
Ex:el
CD1
01. San Francisco
02. Spanish Heart
03. Leo Leo
04. Qmart
05. Nephatiti
06. Lift
07. Ooops
08. Empire
09. In Yer Face (in yer face mix)
10. Cubik (original mix)
11. Lambrusco Cowboy
12. Techno Bell
CD2
01. In Yer Face (Facially Yours Remix)
02. Olympic (Euro Bass Remix)
03. Lift (Heavy Remix)
04. Cubik (State To Pan AM Mix)
05. Open Your Mind (Sound Garden Mix)
06. Lambrusco Cowboy (Alt Mix)
07. Ski Family
08. Ooops (Mellow Birds Mix)
09. In Yer Face (Cheadle Royal Mix)
10. Olympic (Unreleased Mix)
Gorgeous
CD1
01. Plan 9
02. Moses
03. Contrique
04. 10x10
05. One In Ten
06. Europa
07. Orbit
08. Black Morpheus
09. Southern Cross
10. Nimbus
11. Colony
12. Timebomb
13. Stormin Norman
14. Sexy Dancer
15. Sexy Synthesizer
CD2
01. Freak (Astroban Mix)
02. Lemon (Oberheim 4 Mix)
03. La Luz (Acid Mix)
04. Icecream on Elm Street (Sex Synth)
05. Mondonet
06. Reaper Repo (12" Mix)
07. Bombadin (Unreleased Edit)
08. Marathon (Original 2 Four Pub Mix)
09. Insane Lover (Analogue Mix)
10. Jackson Fraction (Jaco Taco Mix)
11. Timebomb (Oldham Mix)
12. 10x10 (Vox)
13. Plan 9 (Memory Moog Mix)
14. Nbambi (March Hare Mix)
Don Solaris
CD1
01. Intro
02. Bond
03. Bird
04. Nicolette
05. Black Dartagnon
06. Joyrider
07. Lopez
08. Balboa
09. Kohoutek
10. Mooz
11. Jerusahat
12. Prior
CD2
01. Spanish Marching (Unreleased Mix)
02. Joyrider (A Natural Mix)
03. Baton Rouge (Cajun Mix)
04. Lopez (Instrumental)
05. Mondays (Part One)
06. Relay (Wool Hall Mix One)
07. Goa
08. Bonded
09. Paradan
10. The Chisler
11. Lopez (Brian Eno Mix)
12. Joyrider (Sure Is Pure Remix)
RRAURL 11 ANOS, a festa
Se preparem, dia 12/set a rraurl comemora seu aniversário no Vegas
Postado por: Equipe rraurl.com
25.08.08 17:5018 comentários
Jack e Chris chamaram a atenção do mundo na forma de Bag Raiders após o lançamento do seu EP de estréia The Bag Raiders, que carregava a poderosa "Fun Punch". A excelente faixa rodou blogs, sets e mixtapes e deu aos meninos o título de promessa. Recém adicionados a casting da hypada gravadora Fool's Good do A-Trak, a dupla prepara seu álbum de estréia sem deixar de dar atenção ao seu lado remixer. Até porque ele já rendeu saborosos frutos para artistas como Midnight Juggernauts, Kid Sister e K.I.M. (a faixa foi incluída em uma das rádios do jogo Grand Theft Auto IV).
BAG RAIDERS!

Após elevar o nível do baile-funk e o levar para toda Europa, Sany Pitbull volta para São Paulo para colocar todo mundo pra dançar. E entre misturas inusitadas de Kraftwerk com funk, o DJ se firma entre os melhores e mais criativos do país.
A gente não precisa falar do Gil Barbara por aqui, todo mundo já sabe que o DJ sempre manteve seu faro para o melhor dos novos artistas num extenso leque eletrônico. E por isso, suas mixtapes aqui no rraurl são tão aguardadas quanto feriado de quinta-feira.
Sany

Em breve mais informações, promoções e surpresas a respeito da festa de 11 anos do rraurl.
Nokia Trends MobJam - 11 anos do rraurl.com @ Vegas
12 de setembro, à 0h
Rua Augusta, 765, Cerqueira Cesar - São Paulo, SP
Entrada: R$ 30
Line-up
Gil Barbara (Nokia Trends MobJam)
Bag Raiders - Austrália (Nokia Trends MobJam)
Sany Pitbull
DJ Eduardo Cristoph
DJ Diogo Reis
VJ Marcos Koetler
Paul Oakenfold mais rico ainda
Antes de vir para o Brasil abrindo os shows da Madonna, Oakey explora Las Vegas.
Postado por: Jonty Skrufff, Alisson Göthz
25.08.08 15:4519 comentários
"A festa se chama Planet Perfecto e a cabine do DJ é como uma torre de controle, a Starship Entreprise", Oakey declarou entusiasmado, "e musicalmente nós viajamos por mundos diferentes."
O inglês (que mora em Los Angeles) disse também ter contratado a equipe de produção de artistas como o Pink Floyd e Gwen Stefani durante o período de um ano, explicando que "Quero fazer um grande show como todos os grandes cantores sempre fazem. Não é apenas um DJ set."Paul vai ter concorrência direta de outros artistas que também se apresentam na cidade, como Elton John e Cher.
"Não há nenhum outro lugar nos EUA além de Las Vegas que eu gostaria de ser um DJ residente. É como uma ostra do mundo, e a Perfecto vai levar o clubbing a um nível mais elevado."
O estilo de público que poderá experimentar a nova empreitada de Oakey ainda é algo incerto, mas segundo o dresscode da festa o uso de "roupas de ginástica, shorts, tênis, bonés e sandálias" está totalmente banido. Os clubbers mais endinheirados poderão também se esbaldar comprando dezenas de tipos diferentes de camarotes.
"Esta vai ser a festa mais extravagante da noite de Las Vegas," declarou o vice-presidente do clube Rain Michael Fuller em um press release lançado esta semana, "vai incluir todo o tipo de coisa, desde áudio e vídeo até efeitos especiais e performers".
Oakenfold já foi listado no Livro Guinnes dos Recordes como o "Dj mais rico do mundo".
Hotzilla invade São Paulo em setembro
Festa inspirada em personagem virtual junta indie rock e eletrônica aos domingos.
Postado por: Alisson Göthz
25.08.08 13:1511 comentários
hotzilla - o robô

É o resgate de uma matinê bacana para os domingos. O line up é composto por três DJs que entendem muito de música e noite: Eneas Neto, Luis Depeche e Alexandre Bezzi. Convidados, shows e performances também fazem parte do cardápio.
A proposta é um começo de noite de música boa e dançante num mix de pós-punk, indie rock, electro e variantes.
SERVIÇO:
Hotzilla
Onde: Clube Caravaggio
R. Álvaro de Carvalho, 40, Centro, São Paulo
Quando: Todos os domingos, a partir de 7/9 - das 19h à 1h
Quanto: R$ 15 / R$ 12 (reservas no site)
Leve dois quilos de alimentos não-perecíveis até às 20h e entre de graça.
Programação:
DJs Residentes: Bezzi, Eneas Neto e Luis Depeche
7/9 - DJs convidados: Spavieri (Neue) & Bispo (Torre)
14/9 - DJs convidados: Gil & Paula (Freakstyle)
21/9 - DJs convidados: Alexandre Mathias & Luciano Kalatalo (Gente bonita)
28/9 - DJs convidados - Pomada, Fabricio Miranda & Marcelo Fubah (Funhell)
Prodigy @ Close-Up Planet 1998 (São Paulo)
Dez anos do show cancelado no mesmo dia por causa de um maldito parafuso
Postado por: Jade Augusto Gola
22.08.08 18:5534 comentários
O entorno da concentração do Sambódromo do Anhembi, hoje a Arena Skol, já hospedava desde cedo - alguns desde o dia anterior - as turmas de clubbers, cybers e outros amantes do grupo inglês de música eletrônica expoente dos anos 90. 20 de 30 mil ingressos já haviam sido vendidos, e na fila (em sua maioria) jovens esperavam para ver a banda pioneira da manifestação anárquica e apoteótica da música eletrônica em grandes palcos. O quarteto formado por Liam Howlett, Keith Flint, Maxim e Leeroy Thornhill vinha do estrondoso álbum Fat of the Land, uma escarrada punk na dance music. Foi o cume até hoje insuperável de uma carreira, e na época a banda estava imersa num giro mundial de, até a data do Close-Up Planet, já contava quase 50 apresentações.De volta à fila, a ansiedade era revezada por shots de vinho barato e bombeirinho, pelas análises futebolísticas do resto do line-up (Björk, Mike Paradinas, Racionais MC's, Marcelo D2, Nação Zumbi, Markinhos Mesquita e Marky Mark). A ansiedade virou angústia quando por volta das 15h, horário combinado, os portões não se abriam. Até que um bafafá se disseminou como queda de dominós pela fila, já impaciente e um pouco bêbada: não haveria mais show. Quando o boato virou verdade pelas bocas dos seguranças do outro lado da grade verde (devidamente preocupados com aquela gente esquisita de moicano verde já nervosa), não teve outra. Gritaria, revolta, cyberminas chorando, até que uma latinha voou e acertou o segurança, no que uma garota exaltada, gritou: "Seus filhos da puta! Vocês sabem quanto tempo eu trabalhei para vir até aqui?!?!?!? Como vocês podem fazer isso justamente com a banda da minha vida!".

Esta foi a cena presenciada por este repórter, que teve ainda que correr de paralelepípedos arremessados por clubbers revoltados, e caiu de cara no chão após trombar com um vendedor ambulante de Suflair, ambos assustados com o pique da Tropa de Choque da PM empurrando geral para a Marginal Tietê.
Testemunhos não faltam. "Assim que entrei no Sambódromo fiquei sabendo do cancelamento. O público ainda não havia entrado e nem sido avisado do cancelamento. Me disseram que só estavam esperando a chegada de reforço policial para anunciar o cancelamento" lembra Fernando Pacheco, que ia trabalhar no evento. "O mesmo palco havia sido usado no fim de semana anterior para um show do Sepultura. Ele permaneceu lá montado durante toda a semana, sem apresentar qualquer problema."
O OCORRIDO
A culpa foi de um parafuso. Uma simples peça de dois centímetros mal colocada que fez com que um peso muito excessivo ficasse concentrado numa única treliça no teto do palco, que veio a ceder. Visualmente, era perceptível como a parte superior tinha quebrado ao meio - não havia a possibilidade do show acontecer. "Na hora ninguém espera esse tipo de coisa, mas aí você respira fundo, chama guindastes, os responsáveis e tudo mais. Na hora nós e a Mills (montadora do palco) vimos que não daria para o evento acontecer no dia seguinte", lembra Célio Fernandes, da produtora Joker Entertainment, produtora do festival da marca de pasta de dentes. "Olha, do ponto de vista profissional não há mais o que se falar: foi uma fatalidade. Tanto é que o seguro pagou depois que se provou não ter havido negligência, nem da marca, nem da produtora, nem de ninguém", explica.
A empresa Mills do Brasil Estruturas e Serviços Ltda., empresa responsável pelo palco, foi apontada como a responsável pelo parafuso (ou a falta dele). Com o abono do seguro e a edição do evento no ano seguinte que enfim trouxe o Prodigy a São Paulo, a história minguou. "Não há trauma, não tem feridas não. Estou no show business há 20 anos, fiz o primeiro Skol (Beats), coloquei dinheiro aí dentro até (no rraurl). A sua matéria deveria abordar o assunto de outra maneira, de como uma situação profissional crítica dá a volta por cima", disse Célio, um pouco assustado de ter que responder sobre um assunto que, dez anos depois, nem ele lembrava mais. Hoje ele é responsável por uma fábrica de LEDs em Curitiba, e a Joker ajudou a montar o formato do primeiro Skol Beats lá em 2000, mas o evento acabou ficando nas mãos da produtora B/Ferraz após desentendimentos com a marca. Quanto ao suposto dinheiro no rraurl, o site afirma que não houve investimento direto de Célio e suas empresas no site, no máximo publicidades de eventos (banners, promos e afins) em que ele esteve envolvido.ENFIM, 1999
Os 20 mil ingressos, que custavam R$ 25, foram devolvidos. A banda se sensibilizou e acabou voltando no ano seguinte. O Close-Up Planet utilizou da crescente Internet para distribuir seus ingressos de graça para o festival de 1999, um único dia em SP. No line-up: Prodigy, enfim, Roni Size, Otto, Arnaldo Antunes e Marky. Bastava apenas juntar códigos de barras da pasta de dente Close-Up, preencher um concorrido cadastro, e retirar o ingresso em lojas específicas. E no dia 15 de maio de 1999, passado um dos maiores traumas da história clubber brasileira, fez-se a história: o Prodigy enfim se apresentou.
Dez anos parece muito tempo, e realmente é, apesar das lembranças vívidas. Mas nesse ínterim, a banda voltou a São Paulo para o Skol Beats 2006, onde fez um show impecável: o grave letargicamente estourado e a gritaria característica. Como não podia deixar de ser, não faltou confusão: houve empurra-empurra e feridos, já que 50 mil pessoas debandaram de todo o festival para um palco apertado só para vê-los.
PRODIGY EM 1998: EU VI
BATE-VOLTA: O GRAVE ESTOURANDO DENTRO DE UM SHOPPING, E O ALÍVIO DE TER VISTO A BANDA UM DIA ANTES DO CANCELAMENTO.
(por Daniel Gouveia)
"Estive no Close up" no Metropolitan (Rio de Janeiro) há exatos 10 anos. Realmente deu saudade daquele dia! Lembro que saímos eu mais um amigo aqui de São Paulo à noite e chegamos muito cedo ao RJ. Sem conhecer nada naquela cidade maravilhosa tomamos uma Topic que nos deixou no local exato do show.
Imagina chegar às seis da manhã de um dia útil em um shopping, não tinha nada e ficamos horas no estacionamento conversando e esperando pelo show que só seria às 21h. Ou seja, mais de 12h no mesmo local, fizemos de tudo por lá, mas o melhor momento foi quando começou a tremer o shopping quando estavam passando o som no palco lá embaixo. UM TREMENDO GRAVE...
Se aproximava a hora do show e nada de chegar gente, no máximo umas 15 pessoas que se conheciam todas. Os portões estavam quase abrindo e não tinha nada de galera para ver o show. Lembro que fiquei com medo de cancelarem o evento, mas aí o portão se abriu e dava somente para ver um "laser" que vinha de dentro. A galera correu para frente do palco (eu também, claro) conhecemos umas meninas que passamos o tempo antes de começar o show do Prodigy. Me recordo também da nação Zumbi tocando sem nosso Chico, foi legal e emocionante.JILTED GENERATION - Prodigy ao vivo em 1992: Geralmente num clube, tinha o banner, dois dançarinos (Keith e Leeroy), um MC (Maxim) e o Liam Howlett na paranfernalha atrás. Foto: /windeangle (flickr)
O show da Nação acabou e era a vez do Prodigy. Estava cada vez mais insuportável ficar na frente devido ao forte calor, a falta de água e a DEMORA insuportável. Eu estava quase desistindo de vê-los após tantas horas de espera, estava de braços dados com meu amigo por causa da forte pressão da galera, que agora já eram bem mais de 15 pessoas.
Cheguei a me despedir do meu amigo, mas quando virei para o palco estava lá o Liam. Olhei para um lado e vi o Keith com o cabelo tradicional dele na época e na minha frente o Maxim. FOI DEMAIS, a sede naquele momento não existia mais! Eles começaram a tocar e me lembro que cada pulo que dava demorava dias para voltar ao chão, não pela galera, mas pelos graves!
Fiquei umas cinco músicas lá na frente e não agüentava mais a sede. Tentei sair, mas diversas brigas aconteciam no meio do show, lembro até que gás foi lançado no meio do evento para acalmar a galera. E eu tentando sair de lá. Lembro que na hora que consegui me mover eu desisti, pois foi bem na hora que o Maxim na faixa "Their Law" falava "EVERYBODY JUMP, JUMPPPPPPP". Nunca esqueço desse momento.
Sei que no final caí no chão e não agüentava mais. Quando olho para o lado meu amigo caído no chão também. Aí fomos para a rodoviária e pegamos o ônibus com destino ao Anhembi. Seis horas de puro sono, e quando chegamos no Anhembi a galera toda na fila e a gente com um sorriso maior do que o rosto. Agora imagina a hora que falaram que não ia ter o show mais - quase apanhamos por termos vistos os caras um dia antes!"
Clash anuncia atrações de fim de ano
Clube paulista celebra o segundo semestre entre clássicos do techno e do rock mundial
Postado por: Equipe rraurl.com
22.08.08 16:5528 comentários
A maioria dos nomes já estiveram por essas bandas no próprio clube ou em festas do núcleo Circuito, e não faltam fãs que devem lotar a pista da casa. Confira as datas e atrações oficiais.
SETEMBRO
05 - Funk D'Void (Escócia) e Gui Boratto (live)
12 - Umek (Eslovênia)
OUTUBRO
03 - Valentino Kanzyani e Marko Nastic
08 - Young Knives (Inglaterra) + Johnny Flynn
10 - David Carretta (live)
15 e 16 - Mudhoney - Tour de 20 anos
17 - Stephan Bodzin (live) e Gui Boratto (live)
23 - DJ Marky recebe DJ Craze
31 - Anthony Rother DJ set - Beuys Von Telekraft
NOVEMBRO
13 - Laurent Garnier (França) e Mau Mau
19 - Vitalic (live)
28 - Rumenige e Loktibrada (República Tcheca)
DEZEMBRO
12 - Dave Clarke (Inglaterra)
Bomb The Bass - Future Chaos
Tim Simenon retorna depois de 14 anos mais eletrônico (mas não menos romântico).
Postado por: Alisson Göthz
22.08.08 16:455 comentários
Há 21 anos, o Bomb The Bass lançava o single "Beat Dis" sequer imaginando a revolução que causaria em toda a música eletrônica - e por tabela na música pop - das décadas seguintes. Seu primeiro disco, Into the Dragon (1988), foi o maior emblema da acid house, levando a arte de samplear a limites extremos e fazendo nascer um dos mais essenciais discos da música eletrônica em toda história.Depois de tanto barulho, Tim Simenon, o cérebro por trás do Bomb The Bass, resolveu se acalmar. Seus trabalhos seguintes foram diminuindo consideravelmente as BPMs, mas sem perder a qualidade. Unknown Territory (91) e Clear (95) são recheados de belíssimas faixas, que pendem mais para o lado trip hop atmosférico do que para a anarquia acelerada de Into The Dragon.
A notícia de que Simenon preparava um novo álbum animou a todos. Quatorze anos depois do lançamento de Clear, o produtor resolveu deixar de lado um pouco as viagens dub/trip dos trabalhos anteriores e caiu de cabeça num território mais denso e introspectivo da música eletrônica moderna. Future Chaos coloca num liquificador influências do techno, deep house, space disco, ambient e até dubstep, criando uma mistura difícil de posicionar dentro de um só rótulo.
capa do single Fuzzbox

Future Chaos é também um trabalho colaborativo. O estrelado time da seleção de Simenon inclui Mark Lanegan (ex-vocalista do Screaming Trees e Queens Of The Stone Age), os ótimos Fujiya & Miyagi (numa das melhores faixas do álbum, "Butterfingers", que também ganhou um remix de Adamsky), Jon Spencer (Blues Explosion) e Richard Thair (do projeto Toob). Paul Conboy, do Corker Conboy e A.P.E., canta em cinco faixas, e também co-produziu e co-escreveu boa parte do disco.
O dub que o produtor sabe fazer tão bem dá as caras em diversas faixas, mas pode ser visto mais facilmente em "Hold Me Up". Faixas mais pop, com vocais bem pegajosos e beats pulsantes surgem em "So Special" e "Butterfingers", esta última com a característica voz sussurrada de David Best do Fujiya & Miyagi. "No Bones" é uma climática viagem ambient, e "Fuzzbox" e "Burn the Bunker" trazem de volta o lado mais dance do Bomb the Bass que infernizava as pistas com seus beats pesados.
vídeo de "Butterfingers" feat. Fujiya & Miyagi
Este grande número de colaboradores e ritmos poderia ter feito o álbum se tornar uma grande bagunça, um verdadeiro chaos... mas, como um maestro, Simenon conseguiu orquestrar tudo e todos de modo a produzir uma obra coesa do começo ao fim.
Future Chaos não se parece com uma coletânea de nove faixas de diversos grupos, mas sim um pequeno curta-metragem em nove capítulos. Valeu a espera.
