Can praticamente nasceu e morreu no década de 70 e, mesmo assim, sua obra continua Influenciando bandas como Sonic Youth, Mark e Smith, Brian Eno, Faithless, John Lydon, Queens of the Stone Age e Primal Scream. Isso só confirma que a música experimental deste quarteto alemão maluco e genial, que ousou misturando rock, minimalismo, jazz e longas viagens no começo dos anos 70, significa muito mais que um rótulo de rock progressivo e merece um tratamento especial, ou melhor, digital.
A The Grey Area (sub-selo da Mute), está lançando este mês a versão digital dos 13 álbuns clássicos da banda. Além dos clássicos, como o primeiro LP da banda
Monster Movie (1969) e
Tago Mago (1971), o catálogo também conta com o EP
I Want More, recentemente remasterizado.
Out of Reach (1978) é o único LP que não fez parte dos lançamentos que, segundo a gravadora, estarão disponíveis a partir de hoje (13/3) no site da Mute
www.mute.comContemporânea de Kraftwerk, a banda de Irmin Schmidt (teclados), Jaki Liebezeit (bateria), Michael Karoli (guitarra) e Holger Czukay (baixo, tratamentos) marcou o "kraut rock", um estilo parente, mais minimalista, do rock progressivo da Inglaterra da década de 70. Seguindo o exemplo do Velvet Underground, o Can não foi muito popular durante sua existência, terminada em 1978. Mas sua influência parece ter crescido com o passar do tempo, principalmente na Inglaterra. Nos Estados Unidos, os álbuns do Can, esquisitos demais para o mainstream, costumam parar rapidinho na seção de ofertas!
Álbuns que fazem parte do catálogo digital do Can:Can (1979)
Delay (1981)
Ege Bamyasi (1972)
Flow Motion (1976)
Future Days (1973)
I Want More (1976)
Landed (1975)
Monster Movie (1969)
Rite Time (1989)
Saw Delight (1977)
Soon Over Babaluma (1974)
Soundtracks (1970)
Tago Mago (1971)
Unlimited Edition (1976)